{"id":185,"date":"2026-07-07T15:39:15","date_gmt":"2026-07-07T15:39:15","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imodiretiva\/?p=185"},"modified":"2026-07-07T15:39:16","modified_gmt":"2026-07-07T15:39:16","slug":"comprar-casa-exige-cada-vez-mais-rendimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imodiretiva\/2026\/07\/07\/comprar-casa-exige-cada-vez-mais-rendimento\/","title":{"rendered":"Comprar casa exige cada vez mais rendimento"},"content":{"rendered":"\n<p>A taxa de esfor\u00e7o necess\u00e1ria para comprar uma habita\u00e7\u00e3o de valor mediano no Norte atingiu 73,5% em 2025, segundo o relat\u00f3rio Norte Estrutura, da Comiss\u00e3o de Coordena\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). O valor representa um aumento significativo face aos 52,5% registados em 2011 e evidencia o agravamento das dificuldades de acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o.<br>Nos concelhos do Porto, P\u00f3voa de Varzim e Espinho, a taxa de esfor\u00e7o aproxima-se ou ultrapassa praticamente o rendimento dispon\u00edvel de um trabalhador com sal\u00e1rio m\u00e9dio, tornando a compra de casa cada vez mais dif\u00edcil.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio conclui que a press\u00e3o sobre os pre\u00e7os da habita\u00e7\u00e3o resulta sobretudo do desalinhamento entre a oferta dispon\u00edvel e a procura, e n\u00e3o de uma falta generalizada de alojamentos. Em 2025, o Norte contabilizava cerca de 1,94 milh\u00f5es de habita\u00e7\u00f5es, o equivalente a 1,35 alojamentos por agregado familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>permanente. Considerando apenas os im\u00f3veis mobiliz\u00e1veis para venda ou arrendamento, a margem de oferta \u00e9 reduzida, sobretudo na \u00c1rea Metropolitana do Porto e no C\u00e1vado, onde existem apenas entre 2% e 4% mais habita\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis do que agregados familiares.<\/p>\n\n\n\n<p>O Norte consolidou-se como a principal regi\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o habitacional em Portugal, representando 47,1% dos fogos conclu\u00eddos entre 2015 e 2025. Apesar disso, o ritmo da nova constru\u00e7\u00e3o continua abaixo dos n\u00edveis registados na primeira d\u00e9cada do s\u00e9culo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a reabilita\u00e7\u00e3o mant\u00e9m um peso reduzido na resposta \u00e0s necessidades do mercado. Entre 2014 e 2025, as obras de requalifica\u00e7\u00e3o cresceram apenas 12,7%, muito abaixo da evolu\u00e7\u00e3o da constru\u00e7\u00e3o nova.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, a procura habitacional tem sido impulsionada sobretudo pela mobilidade residencial, com o n\u00famero de transa\u00e7\u00f5es a superar largamente a cria\u00e7\u00e3o de novos agregados familiares. Esta realidade contribui para o aumento dos pre\u00e7os e da taxa de esfor\u00e7o nos territ\u00f3rios urbanos mais din\u00e2micos.<\/p>\n\n\n\n<p>Perante este cen\u00e1rio, a CCDR-N defende pol\u00edticas p\u00fablicas adaptadas \u00e0s diferentes realidades territoriais, considerando que aumentar a oferta de habita\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, n\u00e3o ser\u00e1 suficiente para reduzir as dificuldades de acesso \u00e0 casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Supercasa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de esfor\u00e7o necess\u00e1ria para comprar uma habita\u00e7\u00e3o de valor mediano no Norte atingiu 73,5% em 2025, segundo o relat\u00f3rio Norte Estrutura, da Comiss\u00e3o de Coordena\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). 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