{"id":1827,"date":"2021-10-14T18:14:31","date_gmt":"2021-10-14T17:14:31","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/?p=1827"},"modified":"2022-02-25T11:44:05","modified_gmt":"2022-02-25T11:44:05","slug":"autarquicas-e-o-novo-papel-das-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/autarquicas-e-o-novo-papel-das-cidades\/","title":{"rendered":"Aut\u00e1rquicas e o novo papel das cidades"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No mundo atual, em constante mudan\u00e7a e em que <strong>a mudan\u00e7a acontece cada vez mais rapidamente<\/strong>, as cidades t\u00eam vindo a ganhar uma import\u00e2ncia crescente e a desempenhar um novo papel \u00e0 escala global. Todos n\u00f3s, cidad\u00e3os eleitores, bem como os autarcas devemos ter estes novos desafios bem presentes e ningu\u00e9m esquecer as promessas aquando das elei\u00e7\u00f5es do dia 26 de Setembro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Desde 2016 que a popula\u00e7\u00e3o urbana mundial \u00e9 superior \u00e0 popula\u00e7\u00e3o rural<\/strong>. Ou seja, pela primeira vez em toda a hist\u00f3ria da humanidade passou a haver mais pessoas a viver \u201cem cidades\u201d do que \u201cno campo\u201d. A ONU estima que 55% da popula\u00e7\u00e3o mundial viva atualmente em centros urbanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Em Portugal a popula\u00e7\u00e3o urbana representa j\u00e1 um valor superior a 70%<\/strong>, pois tal como os restantes pa\u00edses europeus tem um processo de urbaniza\u00e7\u00e3o bem mais avan\u00e7ado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A import\u00e2ncia das cidades adv\u00e9m da concentra\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00e3o, capital e outros recursos num mesmo local. Assim, por natureza, as cidades s\u00e3o centros de conhecimento, de inova\u00e7\u00e3o, de produ\u00e7\u00e3o, de com\u00e9rcio e de consumo. Estima-se que atualmente as cidades sejam respons\u00e1veis por cerca de 80% do PIB mundial. Na Europa, o crescimento do PIB nas cidades (desde o ano 2000) \u00e9 50% superior ao das restantes \u00e1reas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Num futuro cada vez mais urbano, as cidades ter\u00e3o um papel cada vez mais preponderante na qualidade de vida das popula\u00e7\u00f5es, no desenvolvimento econ\u00f3mico e territorial e ainda na inven\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es para os desafios globais, como o combate \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Hoje em dia as cidades s\u00e3o entendidas como \u201ccidades-regi\u00e3o\u201d, o que se designa formalmente por \u201c\u00e1reas urbanas funcionais\u201d.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Isto \u00e9, para al\u00e9m do n\u00facleo urbano central, de elevada densidade populacional (&gt;1500 hab.\/km2) e onde est\u00e3o localizados os principais servi\u00e7os e equipamentos p\u00fablicos, uma cidade (ou \u00e1rea urbana funcional) inclui tamb\u00e9m as \u00e1reas polarizadas por esse n\u00facleo urbano central, ou seja, todas aquelas \u00e1reas que geram viagens pendulares para esse n\u00facleo. \u00c9 nestas cidades-regi\u00f5es que as pol\u00edticas de desenvolvimento e sustentabilidade verdadeiramente se materializam no territ\u00f3rio, tornando-as, assim, nos grandes motores de competitividade e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E se at\u00e9 ao final do s\u00e9culo passado a competi\u00e7\u00e3o global se fazia essencialmente entre pa\u00edses, neste princ\u00edpio do s\u00e9culo XXI j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 bem assim. <strong>As cidades-regi\u00e3o tomaram a lideran\u00e7a na competi\u00e7\u00e3o \u00e0 escala global<\/strong>. A competi\u00e7\u00e3o \u00e9 agora entre Lisboa, Madrid, Amesterd\u00e3o, Berlim, etc., mais do que entre Portugal, Espanha, Pa\u00edses Baixos ou Alemanha. Veja-se o caso dos milhares de jovens portugueses que emigraram nesta \u00faltima d\u00e9cada. O sonho \u00e9 emigrar para determinadas cidades, n\u00e3o para certos pa\u00edses. Pois \u00e9 nestas cidades globais, pela sua identidade pr\u00f3pria e distinta, pelas oportunidades, pela inova\u00e7\u00e3o, pela cultura e viv\u00eancias a que imediatamente passam a ter acesso, que estes jovens se v\u00e3o valorizar em termos pessoais e profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Mas foquemos-mos, de novo, em Portugal e cada um de n\u00f3s no seu pr\u00f3prio munic\u00edpio.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O m\u00eas passado fomos chamados a eleger os novos autarcas. Neste contexto, importa refor\u00e7ar a relev\u00e2ncia do nosso voto. \u00c9 uma oportunidade \u00fanica para dar um novo impulso de futuro aos munic\u00edpios e cidades em que vivemos e, por consequ\u00eancia, \u00e0s nossas vidas. Se perdermos esta oportunidade, iremos \u201cpenar\u201d durante 4 logos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Muitas vezes, o debate das campanhas aut\u00e1rquicas \u00e9 dominado por dois extremos &#8211; os assuntos demasiado rotineiros e os demasiado extravagantes &#8211; ficando para segundo plano aquilo que considero verdadeiramente importante. Os assuntos a que chamo demasiado rotineiros &#8211; como as rotundas, os passeios, e as flores &#8211; s\u00e3o sem d\u00favida importantes pois acontecem \u201c\u00e0 nossa porta\u201d mas s\u00e3o ac\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o corrente e, por isso, deveriam permanecer na esfera de atua\u00e7\u00e3o dos departamentos municipais respons\u00e1veis (em interac\u00e7\u00e3o com as popula\u00e7\u00f5es locais). Aqueles a que chamo demasiado extravagantes s\u00e3o as (v\u00e3s) promessas de obras megal\u00f3manas, sem nunca ser apresentada qualquer justifica\u00e7\u00e3o sobre a sua racionalidade e a sua exequibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O que ser\u00e1 ent\u00e3o verdadeiramente importante debater? As bases para o futuro, para o desenvolvimento e para a qualidade de vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste novo contexto de afirma\u00e7\u00e3o das cidades e de competi\u00e7\u00e3o \u00e0 escala global, importa conhecer quais as ideias e propostas dos candidatos nestas mat\u00e9rias, reflectindo sobre:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">1. Qual dever\u00e1 ser o papel atual e futuro do munic\u00edpio \u00e0 escala regional, nacional e global? Por exemplo, qual o papel que munic\u00edpios como Condeixa-a-Nova, Penacova ou Pampilhosa da Serra podem desempenhar no contexto da CIM Regi\u00e3o de Coimbra e \u00e0 escala nacional? Ou qual o papel que munic\u00edpios como Coimbra, Figueira da Foz ou Cantanhede devem desempenhar \u00e0 escala nacional e global?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">2. <strong>Como posicionar estrategicamente a cidade-regi\u00e3o de Coimbra no contexto nacional e internacional<\/strong>, com base na sua identidade e espa\u00e7o regional \u00fanico e diferenciador? Como pode Coimbra competir \u00e0 escala global com Cambridge (Reino Unido), Heidelberg (Alemanha), Delft (Pa\u00edses Baixos) e outras cidades-regi\u00f5es compar\u00e1veis? Como pode Coimbra contribuir para o desenvolvimento de Portugal? De que investimentos necessita para isso?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">3. Que o candidato eleito, em conjunto com a sua equipa e programa, melhor consiga contrariar a forte tend\u00eancia de definhamento (demogr\u00e1fico, econ\u00f3mico, etc.) e implementar um novo cen\u00e1rio de afirma\u00e7\u00e3o, de desenvolvimento e de melhoria da qualidade de vida?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; No mundo atual, em constante mudan\u00e7a e em que a mudan\u00e7a acontece cada vez mais rapidamente, as cidades t\u00eam vindo a ganhar uma import\u00e2ncia crescente e a desempenhar um novo papel \u00e0 escala global. 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