{"id":2093,"date":"2022-02-06T21:00:59","date_gmt":"2022-02-06T21:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/?p=2093"},"modified":"2022-02-25T10:56:57","modified_gmt":"2022-02-25T10:56:57","slug":"o-futuro-da-construcao-tem-de-privilegiar-a-sustentabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/o-futuro-da-construcao-tem-de-privilegiar-a-sustentabilidade\/","title":{"rendered":"O futuro da constru\u00e7\u00e3o tem de privilegiar a sustentabilidade"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Em artigo exclusivo para a edi\u00e7\u00e3o de\u00a0janeiro\/fevereiro\u00a0da Magazine Imobili\u00e1rio, no \u00e2mbito da parceria com a associa\u00e7\u00e3o ambientalista\u00a0Quercus,\u00a0Carmen Lima do\u00a0Centro de Informa\u00e7\u00e3o de Res\u00edduos da Quercus afirma que o desenho inicial de um arquiteto define o destino do edif\u00edcio, por isso, \u00e9 necess\u00e1rio compreender este processo como um ciclo e n\u00e3o como um processo linear. O edif\u00edcio \u00e9 pensado, projetado, constru\u00eddo, utilizado, reabilitado e, anos mais tarde, desconstru\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As mat\u00e9rias-primas escolhidas e ali colocados tornar-se-\u00e3o, inevitavelmente, res\u00edduos. Se este processo for pensado a longo prazo, equilibrando as quest\u00f5es econ\u00f3micas com as caracter\u00edsticas dos materiais, equacionando as necessidades energ\u00e9ticas e de conforto, considerando o seu fim de vida, bem como o destino final quando estes materiais se transformarem em res\u00edduo, teremos com certeza edif\u00edcios mais eficientes do ponto de vista de sustentabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para al\u00e9m dos efeitos econ\u00f3micos e sociais, a constru\u00e7\u00e3o tem impactes ambientais, quer associados \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o e uso do solo, quer associados aos consumos de recursos naturais, de energia e \u00e1gua, como \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos e efluentes l\u00edquidos. \u00a0De acordo com a Agenda 21 para a Constru\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel, durante a fase de constru\u00e7\u00e3o s\u00e3o consumidos cerca de 50% dos recursos naturais, produzidos mais de 50% dos res\u00edduos, consumida mais de 40% de energia (nos pa\u00edses industrializados, sendo em Portugal cerca de 20% da energia total do pa\u00eds) e produzidas cerca de 30% das emiss\u00f5es de CO2. Neste sentido, \u00e9 fundamental dar prefer\u00eancia por mat\u00e9rias-primas reutilizadas, recicladas e pass\u00edveis de reciclar, em detrimento de materiais n\u00e3o renov\u00e1veis e cujo destino final apenas possa ser a deposi\u00e7\u00e3o em aterro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nas diversas fases do ciclo de vida do edif\u00edcio \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o considerar como base a sustentabilidade, nem assumir este especto como um constrangimento, mas sim como uma oportunidade de ajustar o sector da constru\u00e7\u00e3o \u00e0 era que enfrentamos, onde as quest\u00f5es ambientais s\u00e3o cada vez mais urgentes e transversais, e onde as pol\u00edticas ambientais apontam para que todos os sectores se ajustem \u00e0s necessidades de combate \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases com efeito de estufa. A circularidade faz cada vez mais sentido quando percebemos que tudo \u00e9 mais equilibrado se funcionar em ciclo, e \u00e9 aqui que as opera\u00e7\u00f5es de desconstru\u00e7\u00e3o seletiva, em detrimento da demoli\u00e7\u00e3o, fazem mais sentido nos dias de hoje, dado que permitem a recupera\u00e7\u00e3o e reutiliza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos para que seja reintroduzido em novos processos produtivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Se queremos que o sector da constru\u00e7\u00e3o caminhe num sentido mais sustent\u00e1vel, \u00e9 sem d\u00favida necess\u00e1rio (entre outras quest\u00f5es) a reutiliza\u00e7\u00e3o de materiais na obra. Isto pode ser feito atrav\u00e9s da coloca\u00e7\u00e3o de materiais que podem\/devem ser reutilizados ou atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o de materiais que j\u00e1 s\u00e3o reciclados e apropriados para utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Existem lacunas na gest\u00e3o dos Res\u00edduos provenientes de atividades de Constru\u00e7\u00e3o e Demoli\u00e7\u00e3o (RCD) que num somat\u00f3rio tornam a situa\u00e7\u00e3o preocupante, n\u00e3o pela falta legisla\u00e7\u00e3o, mas o facto da mesma n\u00e3o ser cumprida, ou n\u00e3o se fazer cumprir, o que pouco contribui para a observ\u00e2ncia das metas de reciclagem estabelecidas de 70% at\u00e9 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A gest\u00e3o dos RCD passa pela ado\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia transversal, que articule os princ\u00edpios da Hierarquia de Gest\u00e3o dos Res\u00edduos com as necessidades do sector da constru\u00e7\u00e3o e da conserva\u00e7\u00e3o da natureza, privilegiando o uso de recursos n\u00e3o renov\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ser humano passa em m\u00e9dia, 80 a 90% do seu tempo di\u00e1rio dentro de edif\u00edcios, sendo o sector da constru\u00e7\u00e3o aquele que tem maior impacte na economia, correspondendo a cerca de 9,7% do PIB da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 nesse sentido que a Quercus tem refor\u00e7ado a import\u00e2ncia de quantificar a produ\u00e7\u00e3o e o encaminhamento dos res\u00edduos, alertando para a necessidade de controlar a obrigatoriedade de utilizar pelo menos 15% de materiais reciclados, relativamente \u00e0 quantidade total de mat\u00e9rias-primas usadas, em empreitadas p\u00fablicas, considerando que este valor dever\u00e1 atingir num horizonte breve, os 25%, tentando aproximar Portugal dos pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Analisar cada uma das empreitadas, ajustar os requisitos ambientais \u00e0s limita\u00e7\u00f5es financeiras, n\u00e3o esquecendo as necessidades de conforto s\u00e3o procedimentos que apenas poder\u00e3o ser eficientes se o fizermos no \u00e2mbito da sustentabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Uni\u00e3o Europeia pretende atingir a neutralidade carb\u00f3nica em 2050 e para isso vai investir tr\u00eas mil milh\u00f5es de euros em investimentos sustent\u00e1veis. O sector do imobili\u00e1rio tem aqui uma grande oportunidade de se renovar e inovar nesse sentido. A constru\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos sectores mais importantes nesta transi\u00e7\u00e3o, segundo o novo roteiro para uma economia sustent\u00e1vel, o European Green Deal. A renova\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios de forma eficiente no uso dos recursos (energia, materiais, \u00e1gua, etc.), aproximando-os cada vez mais dos NZEB1, um conceito fundamental, constitui j\u00e1 vantagens competitivas para o sector. Chegou a hora de sermos verdadeiramente ambiciosos, ter em conta todo o ciclo de vida e as cadeias de valor, os aspetos sociais e de prote\u00e7\u00e3o da sa\u00fade como a acessibilidade, a inclus\u00e3o, o conforto t\u00e9rmico e qualidade do ar interior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">NZEB s\u00e3o edif\u00edcios com necessidades quase nulas de energia. Neste conceito inscreve-se o objetivo de minimizar o consumo energ\u00e9tico e garantir que a pequena parte de consumo restante seja suprimida pela produ\u00e7\u00e3o de energias renov\u00e1veis local ou nas proximidades do edif\u00edcio.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;font-size: 12px\"><strong>(Fonte Magazine Imobili\u00e1rio, tratado por ASMIP)<\/strong><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em artigo exclusivo para a edi\u00e7\u00e3o de\u00a0janeiro\/fevereiro\u00a0da Magazine Imobili\u00e1rio, no \u00e2mbito da parceria com a associa\u00e7\u00e3o ambientalista\u00a0Quercus,\u00a0Carmen Lima do\u00a0Centro de Informa\u00e7\u00e3o de Res\u00edduos da Quercus afirma que o desenho inicial de um arquiteto define o destino do edif\u00edcio, por isso, \u00e9 necess\u00e1rio compreender este processo como um ciclo e n\u00e3o como um processo linear. 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