{"id":2228,"date":"2022-03-05T12:23:45","date_gmt":"2022-03-05T12:23:45","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/?p=2228"},"modified":"2022-03-05T12:46:58","modified_gmt":"2022-03-05T12:46:58","slug":"inteligencia-artificial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/inteligencia-artificial\/","title":{"rendered":"Intelig\u00eancia Artificial"},"content":{"rendered":"<h3><\/h3>\n<h3>Bens e empresas digitais vs Bens e empresas tradicionais<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">As tecnologias digitais permitiram que muitos bens manufacturados fossem completamente transformados, migrando de bens f\u00edsicos, compostos por \u00e1tomos, para bens digitais, constitu\u00eddos por bits, e ganharam for\u00e7a no mercado. Esse tipo de bens \u00e9 produzido por empresas com modelos de neg\u00f3cios digitais, isto \u00e9, por empresas digitais, que facultam um alto n\u00edvel de qualidade e personaliza\u00e7\u00e3o ao cliente. Em contrapartida, as empresas anal\u00f3gicas operam com os modelos de neg\u00f3cio tradicionais, herdados da era industrial, e constroem bens tradicionais uniformizados atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o em massa, com pouca ou nenhuma utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologia digital nos seus processos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m desses dois tipos de empresas, algumas firmas incumbentes apresentam componentes mistos: fabricam bens tradicionais, mas entenderam o potencial das tecnologias digitais e alavancaram seus ganhos atrav\u00e9s do seu uso intensivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nas empresas \u201cmistas\u201d, os processos operacionais converteram-se em digitais atrav\u00e9s de vendas via e-commerce, marketing digital e atendimento ao cliente atrav\u00e9s de canais virtuais, entre outras ferramentas. O produto n\u00e3o \u00e9 ainda fabricado digitalmente porque as tecnologias digitais existentes, potencialmente aplic\u00e1veis, possuem, por exemplo, performances inferiores \u00e0s alternativas tradicionais. N\u00e3o obstante, aquelas empresas tamb\u00e9m podem ser consideradas digitais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os bens intang\u00edveis, que existem na forma digital, designam-se por bens digitais, ou seja, s\u00e3o bens n\u00e3o materiais, t\u00eam valor e satisfazem os interesses e necessidades humanas. Na an\u00e1lise dos bens digitais, utiliza-se uma das categoriza\u00e7\u00f5es das ci\u00eancias econ\u00f3micas que os classifica a partir de duas vari\u00e1veis: rivalidade e exclusividade. Os bens considerados rivais quando somente uma pessoa os pode utilizar, e s\u00e3o exclusivos porque o seu usufruto pressup\u00f5e um pagamento (pe\u00e7as de vestu\u00e1rio, por exemplo). No entanto, um e-book, um sinal de televis\u00e3o via sat\u00e9lite, etc., n\u00e3o s\u00e3o bens rivais, em virtude de v\u00e1rios seres humanos poderem usar esses recursos ao mesmo tempo, mas s\u00e3o tamb\u00e9m exclusivos pelo facto de n\u00e3o ser poss\u00edvel que indiv\u00edduos n\u00e3o pagantes os utilizem. Com base nestes predicados infere-se que os bens digitais n\u00e3o s\u00e3o rivais, por permitirem que mais do que uma pessoa possa, a eles, recorrer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outra importante caracter\u00edstica dos bens n\u00e3o rivais \u00e9 terem um custo marginal (custo para produzir uma unidade adicional) praticamente nulo. Em consequ\u00eancia, os bens n\u00e3o rivais podem ser rapidamente disponibilizados a uma multiplicidade de consumidores, assim que as primeiras unidades forem constru\u00eddas. Deste modo, quanto mais unidades forem produzidas, mais fluxos financeiros entrar\u00e3o nas empresas (efeito rede). Em contrapartida, os bens rivais t\u00eam custos adicionais para a produ\u00e7\u00e3o de uma unidade marginal. Os bens digitais s\u00e3o escritos em sequ\u00eancias de zero e uns, sendo facilmente, interpret\u00e1veis por um computador. A estes bens \u00e9 ainda atribu\u00eddo a singularidade de serem aespaciais, pelo facto de serem consumidos em qualquer parte do mundo e por qualquer pessoa. Neste sentido, este tipo de bens viabiliza modelos de neg\u00f3cio de elevado grau de escalabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Alguns produtos digitais j\u00e1 est\u00e3o consolidados, de tal maneira que \u00e9 poss\u00edvel olvidar que, no passado, s\u00f3 existiam na forma tradicional: os processadores de texto substitu\u00edram as m\u00e1quinas de escrever, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Outros, por\u00e9m, t\u00eam maior dificuldade em transitar para o digital. No entanto, as tentativas j\u00e1 existem: nicho de impress\u00e3o 3D para as roupas, manufactura aditiva na impress\u00e3o de alimentos, que cria pratos de comida a partir de ingredientes carregados em impressoras (restaurante Food Ink).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Inclusivamente existem empresas que j\u00e1 conseguem imprimir casas, em vez de constru\u00ed-las (tecnologia ICON, em parceria com a ONG New Story).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em s\u00edntese, os bens digitais podem ser prontamente disponibilizados a todas as pessoas, independentemente da sua situa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, sendo facilmente diferenci\u00e1veis, em virtude de os seus processos de inova\u00e7\u00e3o serem menos custosos, geram ainda alta escalabilidade de neg\u00f3cios, por serem replic\u00e1veis instantaneamente a um custo pr\u00f3ximo de zero. O mundo, de forma irrevers\u00edvel, ser\u00e1 digital, prepare-se para nele trabalhar e descansar, gozar e sofrer.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;font-size: 12px\">Marques de Almeida \u2013 Economista, in Di\u00e1rio As Beiras (22\/02\/2022)<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bens e empresas digitais vs Bens e empresas tradicionais As tecnologias digitais permitiram que muitos bens manufacturados fossem completamente transformados, migrando de bens f\u00edsicos, compostos por \u00e1tomos, para bens digitais, constitu\u00eddos por bits, e ganharam for\u00e7a no mercado. 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