{"id":2396,"date":"2022-06-01T10:00:23","date_gmt":"2022-06-01T09:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/?p=2396"},"modified":"2022-04-28T17:14:13","modified_gmt":"2022-04-28T16:14:13","slug":"o-mais-recente-relatorio-do-painel-intergovernamental-para-as-mudancas-climaticas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/o-mais-recente-relatorio-do-painel-intergovernamental-para-as-mudancas-climaticas-2\/","title":{"rendered":"O mais recente relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental para as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Neste artigo continuamos a apresentar uma s\u00edntese das principais conclus\u00f5es contidas no recente relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental para o estudo das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (IPCC), designado por Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o 6 (Assessment Report ou AR69. S\u00e3o referidos com frequ\u00eancia os dados e as conclus\u00f5es obtidos desde 2013, quando se publicou o AR5, e o presente, para evidenciar a cada vez maior certeza que existe, acerca da influ\u00eancia das actividades humanas na mudan\u00e7a clim\u00e1tica e a taxa crescente a que esta se est\u00e1 a desenvolver, de acordo com diversos indicadores objetivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<h3>Eventos extremos<\/h3>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o anterior AR5 j\u00e1 indicava que a influ\u00eancia humana tinha sido detetada na mudan\u00e7a de alguns extremos clim\u00e1ticos. No AR6 existe um cap\u00edtulo dedicado a este assunto, no qual se conclui que constitui agora um facto estabelecido que as emiss\u00f5es de gases com efeito de estufa, induzidas pela ac\u00e7\u00e3o humana, conduziram a um aumento da frequ\u00eancia e\/ou da intensidade de alguns extremos clim\u00e1ticos, desde 1850, em particular de extremos da temperatura. Esta evid\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es observadas e a atribui\u00e7\u00e3o \u00e0 influ\u00eancia humana foi refor\u00e7ada desde o Relat\u00f3rio anterior, para diferentes tipos de extremos, em especial para precipita\u00e7\u00e3o extrema, secas, ciclones tropicais e extremos que derivam desta conjuga\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es, como \u00e9 o caso do perigo de inc\u00eandio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<h3>Tempo para se atingir 1.5\u00ba C de aquecimento global<\/h3>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No Relat\u00f3rio anterior estimava-se que o valor de 1.5\u00ba C de aquecimento global (ou seja, a temperatura m\u00e9dia da atmosfera para um per\u00edodo de 30 anos), admitindo a exist\u00eancia de uma taxa de aquecimento constante e continuada, seria atingido entre 2030 e 2052. No AR6, empregando aproxima\u00e7\u00f5es ligeiramente diferentes das anteriores, mas combinando a estimativa aumentada do aquecimento global, e a resposta prevista para todos os cen\u00e1rios considerados, a estimativa da data de ultrapassagem do valor de 1.5\u00baC na temperatura m\u00e9dia global (para um per\u00edodo de 20 anos) \u00e9 que esta ocorra no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2030, ou seja, cerca de dez anos mais cedo do que a previs\u00e3o do Relat\u00f3rio anterior, admitindo que n\u00e3o ocorre qualquer erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica importante.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<h3>Balan\u00e7os de carbono restantes<\/h3>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Relat\u00f3rio anterior tinha estimado que a resposta transiente do clima \u00e0 acumula\u00e7\u00e3o de carbono devido \u00e0s emiss\u00f5es de CO2 estivesse na gama de 0.8 a 2.5\u00ba C por cada 1000GTC (uma giga tonelada de carbono corresponde a 3.67 GTCO2). Com base em evid\u00eancias provenientes de diferentes origens, o AR6 preconiza um limite mais estreito para este par\u00e2metro, entre 1.0 e 2.3\u00ba C por cada 1000 GTC, o que significa, em m\u00e9dia, uma maior taxa de aumento da temperatura com as emiss\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<h3>Efeitos de factores de curto prazo sobre o aquecimento global nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas<\/h3>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O AR5 ao estudar o efeito da redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es dos aeross\u00f3is de refrigera\u00e7\u00e3o, tinha visto que o mesmo se opunha aos efeitos das medidas de mitiga\u00e7\u00e3o dos gases com efeito de estufa, por duas ou tr\u00eas d\u00e9cadas, para limitar o aquecimento global para 1.5\u00baC. O AR6 atualiza o estudo anterior e confirma que as mudan\u00e7as nos factores de curto prazo, associados a estes aeross\u00f3is, ir\u00e3o muito provavelmente causar um aquecimento adicional durante as pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas, em todos os cen\u00e1rios de previs\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<h3>COVID-19<\/h3>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de emiss\u00f5es que ocorreu em 2020, associada ao confinamento do COVID-19, conduziu a um pequeno efeito positivo no balan\u00e7o radiactivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Contudo as respostas regionais e globais a este for\u00e7amento s\u00e3o indetect\u00e1veis acima da variabilidade clim\u00e1tica, devido \u00e0 natureza tempor\u00e1ria da redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;font-size: 12px\">Domingos Xavier Viegas &#8211; Professor Jubilado da UC, in Di\u00e1rio As Beiras (21-04-2022)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste artigo continuamos a apresentar uma s\u00edntese das principais conclus\u00f5es contidas no recente relat\u00f3rio do Painel Intergovernamental para o estudo das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas (IPCC), designado por Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o 6 (Assessment Report ou AR69. 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