{"id":2988,"date":"2022-11-15T14:30:05","date_gmt":"2022-11-15T14:30:05","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/?p=2988"},"modified":"2022-11-10T15:41:38","modified_gmt":"2022-11-10T15:41:38","slug":"as-cidades-geograficas-e-etimologicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/as-cidades-geograficas-e-etimologicas\/","title":{"rendered":"As Cidades, Geogr\u00e1ficas e Etimol\u00f3gicas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Segundo os dicion\u00e1rios, a palavra &lt;&lt;cidade&gt;&gt; tem a sua origem no latim, vindo de &lt;&lt;civitas&gt;&gt; que significava &lt;&lt;condi\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3o&gt;&gt; que eram quem vivia em cidade, significando hoje muito mais do que isso, como sabemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao longo dos tempos as sociedades evolu\u00edram e \u00e9 hoje claro que as cidades s\u00e3o cada vez mais os locais de prefer\u00eancia da humanidade para viver.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Segundo a OCDE, mais de metade da popula\u00e7\u00e3o mundial vive j\u00e1 hoje em cidades, prevendo-se que em 2030 essa percentagem seja de 60% e em 2050 de 70%. Estes n\u00fameros s\u00e3o impressionantes, indo j\u00e1 longe os tempos em que as cidades eram apenas pontos de seguran\u00e7a e de recolha e redistribui\u00e7\u00e3o dos bens agr\u00edcolas. Ainda segundo a OCDE os centros urbanos s\u00e3o hoje o motor do crescimento econ\u00f3mico, contribuindo para cerca de 60% do PIB global.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O crescimento das cidades traz evidentemente novos problemas, principalmente num tempo em que a sustentabilidade passou a ser um factor crucial para a pr\u00f3pria exist\u00eancia da Humanidade. As quest\u00f5es relacionadas com a escassez de \u00e1gua, com as necessidades de energia do actual modelo de desenvolvimento e com a mobilidade t\u00eam que ser vistas como desafios \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o e capacidade tecnol\u00f3gica dos nossos tempos e n\u00e3o meramente como algo negativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tamb\u00e9m entre n\u00f3s se verifica o fen\u00f3meno da desloca\u00e7\u00e3o das pessoas para as cidades, com uma influ\u00eancia cada vez maior das \u00e1reas metropolitanas de Lisboa e Porto, mas n\u00e3o s\u00f3. No interior s\u00e3o as cidades m\u00e9dias que exercem um poder de atrac\u00e7\u00e3o sobre os territ\u00f3rios vizinhos, como \u00e9 o caso de Castelo Branco que como suga a popula\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios \u00e0 sua volta. As cidades reflectem a evolu\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por exemplo, em Coimbra, se a popula\u00e7\u00e3o aumentou cerca de 40% entre 1960 e os nossos dias, o n\u00famero de fam\u00edlias existente passou para quase o dobro, acompanhando o aumento de alojamentos; j\u00e1 o \u00edndice de envelhecimento calculado pelo n\u00famero de idosos por cada cem jovens aumentou mais de seis vezes mas, claro, sem contar com os jovens que todos os anos procuram a Cidade para estudar aumentando em pelo menos um ter\u00e7o a popula\u00e7\u00e3o presente durante a maior parte do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">E \u00e9 por estarmos t\u00e3o habituados a ver as cidades como territ\u00f3rios de paz e progresso que se nos torna t\u00e3o estranho que cidades, onde vivem milhares de pessoas de forma pac\u00edfica, possam ser objecto de viol\u00eancia militar como todos os dias podemos ver suceder nas cidades da Ucr\u00e2nia, v\u00edtimas dos m\u00edsseis russos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Cidades esventradas, milhares de pessoas em fuga sem saber quando ter\u00e3o o azar de lhes entrar um m\u00edssil pela casa dentro e pr\u00e9dios inteiros que deixam de existir e passam a ser um buraco negro no meio dos sobreviventes. Claro que temos na mem\u00f3rias as imagens de Londres e outras cidades inglesas a serem bombardeadas por avi\u00f5es e pelas famosas V1 e V1 da Alemanha nazi, percursoras dos actuais m\u00edsseis, e da fuga das popula\u00e7\u00f5es para os ref\u00fagios subterr\u00e2neos, mas n\u00e3o imaginar\u00edamos poder assistir ao mesmo em nossas vidas: cidades e seus habitantes, homens, mulheres e crian\u00e7as alvo de bombas assassinas de forma indiscriminada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A cidade transforma-se no habitat natural da Humanidade, n\u00e3o s\u00f3 no aspecto f\u00edsico ou geogr\u00e1fico. Entra tamb\u00e9m na nossa linguagem, ainda que n\u00e3o etimologicamente, mas de forma evidente. O leitor j\u00e1 reparou no n\u00famero de palavras que cont\u00eam &lt;&lt;cidade&gt;&gt; como elemento morfol\u00f3gico? Desde a publicidade \u00e0 privacidade, da veracidade \u00e0 capacidade ou da elasticidade \u00e0 tenacidade, a cidade entra na nossa linguagem de forma quase permanente, o que \u00e9 muito significativo dos tempos que vivemos.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;font-size: 12px\">Jo\u00e3o Paulo Craveiro, in Di\u00e1rio de Coimbra (17\/10\/2022)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo os dicion\u00e1rios, a palavra &lt;&lt;cidade&gt;&gt; tem a sua origem no latim, vindo de &lt;&lt;civitas&gt;&gt; que significava &lt;&lt;condi\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3o&gt;&gt; que eram quem vivia em cidade, significando hoje muito mais do que isso, como sabemos. 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