{"id":3017,"date":"2022-12-01T14:45:18","date_gmt":"2022-12-01T14:45:18","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/?p=3017"},"modified":"2022-12-22T10:30:25","modified_gmt":"2022-12-22T10:30:25","slug":"que-linda-es-figueira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/que-linda-es-figueira\/","title":{"rendered":"\u201cQue Linda \u00e9s Figueira\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Os c\u00e9lebres festivais da can\u00e7\u00e3o (no ent\u00e3o designado Grande Casino Peninsular) traziam novas can\u00e7\u00f5es, \u00e0 \u00e9poca muito vocacionadas para elevar as belezas das localidades, quase a servirem de som promocional das suas belezas. Assim, entravam no \u00e9ter da ent\u00e3o Emissora Nacional tornando-se rapidamente em \u00eaxitos nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Madalena Igl\u00e9sias, por exemplo, em 1965, apresentou-se com a can\u00e7\u00e3o \u201cQue Linda \u00e9s Figueira\u201d, de autoria de Ant\u00f3nio Ant\u00e3o e Carlos Canelhas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas outros temas brilharam nos pratos dos discos antigos, como \u201cRainha do Mar\u201d, escrita por Artur Rebocho e Artur Ribeiro. A mesma cantora regressou ainda em 1969, sendo musicalmente acompanhada pela Orquestra de Jos\u00e9 Santos Rosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com modernidade, ritmo e frescura, mas sem abandonar a eleg\u00e2ncia mel\u00f3dica que vinha seguindo a m\u00fasica portuguesa, os cantores da d\u00e9cada de 60 do s\u00e9culo XX deixaram um rasto de valor e incont\u00e1veis temas que se imortalizaram e vincaram essa \u00e9poca de ouro da produ\u00e7\u00e3o de grandes compositores. Esses temas ainda hoje se ouvem por a\u00ed, constroem o melhor do cancioneiro portugu\u00eas mas apenas na m\u00e3o de alguns coleccionadores de discos antigos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3015\" style=\"padding: 10px\" src=\"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/11\/Clave-Sol-525-min.png\" alt=\"Im\u00f3veis Figueira da Foz\" width=\"433\" height=\"577\" srcset=\"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/11\/Clave-Sol-525-min.png 433w, https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/11\/Clave-Sol-525-min-225x300.png 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 433px) 100vw, 433px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Madalena, como ela pr\u00f3pria escreveu, \u201cousou ser diferente\u201d e com uma imagem de inigual\u00e1vel beleza, j\u00e1 que \u201ctinhas olhos de cor de mar, um sorriso do tamanho do mundo\u201d, como escreveu Nicolau Breyner, e uma carreira de brilho, fizeram dela uma mulher \u201cfeliz\u201d como disse \u00e0 sua bi\u00f3grafa, Maria de Lourdes Carvalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Madalena Igl\u00e9sias percorreu a sua profiss\u00e3o\/voca\u00e7\u00e3o com alto rigor e dignidade, como ela pr\u00f3pria referiu. Nascida j\u00e1 no final de Outubro de 1939, em Lisboa, Madalena Luc\u00edlia Igl\u00e9sias do Vale, de seu nome completo, inspira-se e entra para as can\u00e7\u00f5es, admirando outro nome importante, felizmente entre n\u00f3s, Maria de Lourdes Resende.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A int\u00e9rprete protagonizou uma das mais interessantes carreiras da m\u00fasica portuguesa. \u201cOnde Est\u00e1s Felicidade?\u201d, \u201cBalada das Palavras Perdidas\u201d, \u201cNa tua Carta\u201d e \u201cSetembro\u201d foram alguns dos seus \u00eaxitos. T\u00edtulos, pr\u00e9mios e distin\u00e7\u00f5es internacionais marcaram o seu curto percurso art\u00edstico que nunca foi esquecido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Simone de Oliveira (que tamb\u00e9m cantou a Figueira!), Artur Garcia, Alice Amaro, entre tantos, pisaram o palco do cert\u00e2men, entusiasticamente preparado pela organiza\u00e7\u00e3o, donde sobressa\u00eda Severo da Silva Biscaia, o pai da \u00e9poca de outo do turismo figueirense.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Alice Amaro &#8211; que tamb\u00e9m cantou a \u201cPraia da Claridade\u201d &#8211; participou no Festival da Figueira, tamb\u00e9m de 1965, com a can\u00e7\u00e3o \u201cNoiva do Mar\u201d, da autoria de Carlos Canelhas (compositor de \u201cEle e Ela\u201d e muitos outros \u00eaxitos) e \u00c1lvaro Magalh\u00e3es dos Santos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Alice Amaro foi uma das populares vedetas da m\u00fasica ligeira dos anos 1960, tendo iniciado, como muitos, a sua carreira no Centro de Prepara\u00e7\u00e3o de Artistas de R\u00e1dio. Com o tema \u201cA Noiva do Mar\u201d, brilhou e arrebatou o p\u00fablico.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">\n<p>Maria Clara &#8211; outra grande voz e que tamb\u00e9m gravou a marcha do Vapor num disco mandado prensar por Jo\u00e3o Rocha, o pioneiro da r\u00e1dio por cabo em \u00e9poca balnear, soube t\u00e3o bem colocar as palavras do poeta figueirense Ant\u00f3nio de Sousa Freitas com a m\u00fasica de Carlos N\u00f3brega e Sousa, num patamar que acabou por eternizou aquele trecho musical.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Sons que n\u00e3o se esquecem e que se podem revisitar no canal digital <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Youtube<\/a>.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;font-size: 12px\">Ant\u00f3nio Jorge L\u00e9 \u2013 Memorialista, in Di\u00e1rio de Coimbra (12\/10\/2022)<\/h3>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os c\u00e9lebres festivais da can\u00e7\u00e3o (no ent\u00e3o designado Grande Casino Peninsular) traziam novas can\u00e7\u00f5es, \u00e0 \u00e9poca muito vocacionadas para elevar as belezas das localidades, quase a servirem de som promocional das suas belezas. 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