{"id":3129,"date":"2023-02-05T13:30:09","date_gmt":"2023-02-05T13:30:09","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/?p=3129"},"modified":"2023-02-02T17:50:15","modified_gmt":"2023-02-02T17:50:15","slug":"seguro-de-casas-em-zonas-de-risco-vai-custar-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/seguro-de-casas-em-zonas-de-risco-vai-custar-mais\/","title":{"rendered":"Seguro de casas em zonas de risco vai custar mais?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><strong>A maior frequ\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos pressiona os pre\u00e7os<\/strong><\/p>\n<h3>Avaliar pre\u00e7os e custos<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Tempestades e fura\u00e7\u00f5es com os mais diversos nomes e, mais recentemente, o mau tempo que provocou estragos acima do normal em Portugal colocaram v\u00e1rias quest\u00f5es em cima da mesa. N\u00e3o \u00e9 a mesma coisa viver num 2\u00ba andar ou no r\u00e9s-do-ch\u00e3o, longe ou perto de um rio, quando falamos de segurar a casa e o que est\u00e1 l\u00e1 dentro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As seguradoras v\u00e3o ter de subir os pre\u00e7os dos seguros devido \u00e0 maior ocorr\u00eancia de chuvas intensas que potenciam inunda\u00e7\u00f5es e secas que potenciam inc\u00eandios? As zonas com maior exposi\u00e7\u00e3o ao risco de cheias, inc\u00eandios ou mesmo sismos j\u00e1 custam mais. Mas a subida da frequ\u00eancia deste tipo de eventos clim\u00e1ticos extremos pode induzir a um aumento do pre\u00e7o dos seguros, embora nenhuma seguradora contactada o afirme claramente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As empresas do sector referem ao Expresso que j\u00e1 existe uma diferencia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os em zonas mais expostas a diversos riscos. Mas o que est\u00e1 a mudar, o que \u00e9 novo n\u00e3o s\u00e3o os fen\u00f3menos extremos mas sim, como refere a Fidelidade, \u201c<strong>a maior frequ\u00eancia deste tipo de eventos<\/strong>\u201d. Exemplo disso s\u00e3o as inunda\u00e7\u00f5es das \u00faltimas semanas na regi\u00e3o de Lisboa e do Porto. Como sublinha a Zurich, o que tem acontecido s\u00e3o \u201c<strong>epis\u00f3dios clim\u00e1ticas extremos para os quais, apesar de sabermos que podem acontecer, n\u00e3o se consegue prever ou determinar a sua magnitude<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre as seguradoras contactadas &#8211; Fidelidade, Tranquilidade, Ageas, Zurich, Lusit\u00e2nia e Cr\u00e9dito Agr\u00edcola -, nenhuma exclui a necessidade de uma nova avalia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e de coberturas adequadas aos seus clientes. E todas referem que na base do pre\u00e7o t\u00eam em conta a exposi\u00e7\u00e3o aos diversos riscos, o hist\u00f3rico de sinistralidade, por exemplo, a proximidade de rios, do mar ou mesmo de zonas interiores secas mais expostas a inc\u00eandios.<\/p>\n<h3>Avaliar pre\u00e7os e custos<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">Para a seguradora do Cr\u00e9dito Agr\u00edcola (CA Seguros), \u201c<strong>mais relevante do que ter um seguro distinto \u00e9 ter os capitais seguros adequados ao risco. Este \u00e9 o verdadeiro cerne da quest\u00e3o<\/strong>\u201d. Mais: sendo este tipo de fen\u00f3menos mais frequente, \u201c<strong>\u00e9 muito prov\u00e1vel que as seguradoras ponderem o lan\u00e7amento de solu\u00e7\u00f5es cada vez mais diferenciadoras, que permitir\u00e3o oferecer pre\u00e7os mais competitivos ou seguros para riscos anteriormente n\u00e3o segur\u00e1veis<\/strong>\u201d, sublinha a CA Seguros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 a Lusit\u00e2nia, do Grupo Montepio, d\u00e1 o exemplo do que pode ser a diferen\u00e7a de pre\u00e7os dependendo da maior ou menor exposi\u00e7\u00e3o aos diferentes riscos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cNo nosso caso j\u00e1 fazemos diferen\u00e7a por distrito, e pode ser de 10%, 15% ou 20%, dependendo dos distritos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Fidelidade, a maior seguradora do mercado, refere que \u201c<strong>a maior frequ\u00eancia de fen\u00f3menos climat\u00e9ricos extremos est\u00e1 a pressionar os custos<\/strong>\u201d. E, prossegue, \u201c<strong>caso n\u00e3o se adoptem medidas de mitiga\u00e7\u00e3o de riscos, tanto p\u00fablicas como privadas, os pre\u00e7os dos seguros nas zonas de maior risco ter\u00e3o tarifas agravadas, e nos casos mais extremos haver\u00e1 maior dificuldade para encontrar seguro<\/strong>\u201d. \u00c9 neste enquadramento que considera necess\u00e1rio a constitui\u00e7\u00e3o de um Fundo para Fen\u00f3menos da Natureza. At\u00e9 porque as companhias podem recusar-se a fazer certos seguros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A localiza\u00e7\u00e3o dos im\u00f3veis n\u00e3o \u00e9 tudo &#8211; o tipo de constru\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem impacto no pre\u00e7o<\/strong>. E \u00e9 ainda preciso saber que nem todas as seguradoras praticam pre\u00e7os diferentes consoante a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dos edif\u00edcios. Os seguros para atividades comerciais, lojas e ind\u00fastrias, por exemplo, nem sempre refletem diferencia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os consoante o risco de exposi\u00e7\u00e3o, nomeadamente a localiza\u00e7\u00e3o, sublinha a Ageas. Quanto \u00e0 inevitabilidade de um seguro cada vez mais diferenciado por via das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, a Ageas afirma j\u00e1 apostar nesta estrat\u00e9gia, \u201ctanto em termos de coberturas como de pre\u00e7os, o que continuar\u00e1 a ser uma tend\u00eancia de mercado\u201d.<\/p>\n<h3>Riscos est\u00e3o mapeados mas\u2026<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\">Ali\u00e1s, como disse a Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Seguradores (APS) ao Expresso, existem v\u00e1rios estudos nacionais e internacionais que identificam locais de maior risco. Por\u00e9m, nem sempre os segurados privados e as entidades p\u00fablicas se previnem contra esses mesmos riscos. \u201c<strong>Num estudo feito em 2014\/15 pela Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade de Lisboa, chamado \u2018Cartas de Riscos de Cheias em Cen\u00e1rios de Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas\u2019, as \u00e1reas que inundaram agora j\u00e1 l\u00e1 estavam todas bem identificadas.<\/strong>\u201d A associa\u00e7\u00e3o refere ainda que \u201c<strong>o pre\u00e7o do seguro deve ser ajustado ao risco<\/strong>\u201d, mas d\u00e1 para um exemplo que pode ser diferenciador: \u201cNo mesmo pr\u00e9dio, um apartamento num 2\u00ba andar tem menor risco de inunda\u00e7\u00e3o do que uma cave, e por isso, ficando na mesma zona, pode ter uma avalia\u00e7\u00e3o de risco diferente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Dados da APS sobre o mau tempo entre 7 e 16 de dezembro na \u00e1rea metropolitana de Lisboa davam conta a 4 de Janeiro de \u201c10.727 participa\u00e7\u00f5es de sinistros, pelas quais se estimam pagar indemniza\u00e7\u00f5es de \u20ac47,4 milh\u00f5es\u201d. <strong>Um montante que pode subir, dado ser ainda provis\u00f3rio e n\u00e3o reflectir a verdadeira dimens\u00e3o dos danos, j\u00e1 que s\u00f3 10% a 15% das perdas est\u00e3o cobertas por seguros que incluem fen\u00f3menos naturais<\/strong>.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;font-size: 12px\">Isabel Mendes, in Expresso, 13\/01\/2023<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maior frequ\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos pressiona os pre\u00e7os Avaliar pre\u00e7os e custos Tempestades e fura\u00e7\u00f5es com os mais diversos nomes e, mais recentemente, o mau tempo que provocou estragos acima do normal em Portugal colocaram v\u00e1rias quest\u00f5es em cima da mesa. N\u00e3o \u00e9 a mesma coisa viver num 2\u00ba andar ou no r\u00e9s-do-ch\u00e3o, &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/seguro-de-casas-em-zonas-de-risco-vai-custar-mais\/\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">&#8220;Seguro de casas em zonas de risco vai custar mais?&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3128,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-3129","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-diversos"],"yoast_meta":{"yoast_wpseo_title":"","yoast_wpseo_metadesc":"","yoast_wpseo_canonical":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3129","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3129"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3129\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3134,"href":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3129\/revisions\/3134"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3128"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}