{"id":3913,"date":"2024-04-15T08:33:06","date_gmt":"2024-04-15T07:33:06","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/?p=3913"},"modified":"2024-04-12T11:36:01","modified_gmt":"2024-04-12T10:36:01","slug":"os-enablers-da-economia-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/os-enablers-da-economia-digital\/","title":{"rendered":"Os enablers da economia digital."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A economia digital baseia-se em tecnologias de computa\u00e7\u00e3o digital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Estrutura-se na ideia de plena integra\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, do seu armazenamento, dos sistemas de gest\u00e3o e das redes sociais, com o objetivo de fazer neg\u00f3cios sem ser necess\u00e1rio ir a qualquer local f\u00edsico ou utilizar meios corp\u00f3reos de pagamento. Os principais enablers da economia digital s\u00e3o a conectividade, a seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o e a excel\u00eancia na execu\u00e7\u00e3o. Com efeito, a conectividade \u00e9 um elemento fundamental dos produtos e servi\u00e7os da economia digital, e materializa-se numa liga\u00e7\u00e3o de elevada qualidade, com baixa lat\u00eancia e confiabilidade, um contexto suscet\u00edvel de impulsionar a experi\u00eancia do cliente digital. \u00c9 uma envolvente requer uma elevada seguran\u00e7a das transa\u00e7\u00f5es efetuadas pelos clientes, para os coagir a abandonar a utiliza\u00e7\u00e3o das op\u00e7\u00f5es anal\u00f3gicas, hist\u00f3rias ou presenciais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No mundo digital, quem pretender conquistar mercado tem de investir na seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o. Sem esta n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel concluir neg\u00f3cios digitais, sobretudo os que envolvem informa\u00e7\u00f5es confidenciais ou pagamentos. A conectividade e a seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o juntam-se ao terceiro fator, que se associa \u00e0 excel\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o, traduzida em fazer bem e r\u00e1pido desde a primeira vez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim, \u00e9 importante saber capitalizar a economia digital, na qual o cliente assume uma nova centralidade, gra\u00e7as ao facto de aceitar partilhar informa\u00e7\u00e3o sobre si, exigindo, em troca, personaliza\u00e7\u00e3o e disponibilidade imediata. Trata-se de uma muta\u00e7\u00e3o evolutiva relativamente \u00e0 lei da oferta e da procura, que se traduz na utiliza\u00e7\u00e3o de novas ferramentas e investimentos na melhoria das compet\u00eancias digitais dos colaboradores, em ordem \u00e0 digitaliza\u00e7\u00e3o dos modelos de neg\u00f3cios das empresas, preparando-as adequadamente para sobreviverem no mundo global, eletronicamente conectado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As transa\u00e7\u00f5es digitais oferecem algumas vantagens relevantes relativamente \u00e0s transa\u00e7\u00f5es anal\u00f3gicas: redu\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses de fraude e aumento de seguran\u00e7a, acr\u00e9scimo de praticidade, controlo mais esmerado, redu\u00e7\u00e3o do tempo de atendimento, maior atra\u00e7\u00e3o de clientes, maior comodidade e flexibilidade para a empresa, rela\u00e7\u00e3o dos tempos associados ao controlo. Este importante conjunto de atributos liberta tempo (recursos escassos) pass\u00edvel de ser aplicado nas quest\u00f5es mais estrat\u00e9gicas de neg\u00f3cio, existindo ainda a possibilidade de conhecer o perfil do cliente, de imprimir uma maior seguran\u00e7a nos dados do cliente e da empresa e igualmente de agilizar os processos de gest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As vantagens das transa\u00e7\u00f5es digitais traduzem-se na redu\u00e7\u00e3o dos custos das empresas, numa maior rapidez de atendimento e execu\u00e7\u00e3o, na independ\u00eancia da localiza\u00e7\u00e3o e na imprevisibilidade. \u00c9 not\u00f3rio que a economia real est\u00e1 a evoluir de forma crescente para uma maior componente de transa\u00e7\u00f5es digitais, ou seja, a webiza\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios \u00e9 hoje uma realidade. Todavia, as transa\u00e7\u00f5es digitais requerem que os ofertantes e os compradores dominem as tecnologias e os procedimentos associados, e tenham acessibilidade aos servi\u00e7os web da internet. Surgem, aqui, as denominadas economias de escala do lado de procura, conhecidas como externalidades das redes, que s\u00e3o exclusivas da economia digital, que se agregam \u00e0s economias de escala do lado da oferta (produ\u00e7\u00e3o), efeitos sobejamente conhecidos da economia n\u00e3o digital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A economia digital envolve est\u00edmulos tanto \u00e0 oferta e \u00e0 procura de transa\u00e7\u00f5es no canal, como ao seu uso por parte dos cidad\u00e3os consumidores, das empresas ofertantes e dos reguladores locais. Estes \u00faltimos acabam tamb\u00e9m por atuar como fornecedores de servi\u00e7os e como clientes, al\u00e9m de disciplinadores e fiscais. Estes agentes, na sua totalidade, geram m\u00faltiplos e diversificados neg\u00f3cios digitais, utilizando in\u00fameros modelos de negocia\u00e7\u00e3o, de execu\u00e7\u00e3o e de conclus\u00e3o das transa\u00e7\u00f5es. Com efeito, j\u00e1 a Resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de Ministros n\u00ba 135\/2002, de 20 de novembro, definia o enquadramento institucional das atividades do governo em mat\u00e9ria da sociedade de informa\u00e7\u00e3o, da inova\u00e7\u00e3o e do governo electr\u00f3nico (2002-2004). Na pr\u00e1tica, o programa do XV Governo Institucional considera a sociedade de informa\u00e7\u00e3o e do conhecimento, nomeadamente os seus vetores da inova\u00e7\u00e3o e conhecimento, como uma oportunidade para alterar as rela\u00e7\u00f5es entre os cidad\u00e3os e para reinventar a organiza\u00e7\u00e3o do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Todos os portugueses, ainda de acordo com a Resolu\u00e7\u00e3o supracitada, devem ter acesso e liga\u00e7\u00e3o generalizada \u00e0 internet em banda larga, o que significa todos online com e para todos. Acresce que, para gerar crescimento econ\u00f3mico, a conectividade tem de ser traduzida em atividades econ\u00f3micas e novos servi\u00e7os, aplica\u00e7\u00f5es e conte\u00fados que facilitem a cria\u00e7\u00e3o de novos mercados. Admite-se ainda que o governo electr\u00f3nico constitui uma excelente oportunidade para desencadear \u00e9 um processo de transforma\u00e7\u00e3o das estruturas organizacionais do Estado, apoiado no TIC. O que \u00e9 que foi feito em termos de Economia Digital, de 2022 a 2024? Muito, muito poucochinho.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;font-size: 12px\">Marques de Almeida \u2013 Economista, in Di\u00e1rio As Beiras, 2024\/ Mar\u00e7o\/25<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A economia digital baseia-se em tecnologias de computa\u00e7\u00e3o digital. Estrutura-se na ideia de plena integra\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, do seu armazenamento, dos sistemas de gest\u00e3o e das redes sociais, com o objetivo de fazer neg\u00f3cios sem ser necess\u00e1rio ir a qualquer local f\u00edsico ou utilizar meios corp\u00f3reos de pagamento. 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