{"id":4168,"date":"2024-08-30T19:30:21","date_gmt":"2024-08-30T18:30:21","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/?p=4168"},"modified":"2024-08-10T10:49:11","modified_gmt":"2024-08-10T09:49:11","slug":"a-inteligencia-e-o-artificial-na-gestao-de-pessoas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.omeuimo.pt\/imoexpansao\/a-inteligencia-e-o-artificial-na-gestao-de-pessoas\/","title":{"rendered":"A Intelig\u00eancia e o Artificial na Gest\u00e3o de Pessoas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">A cria\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e programa\u00e7\u00e3o a n\u00edvel art\u00edstico, recreativo e cultural por entidades e agentes tem, ao longo dos tempos, sido mais concentrada nos grandes centros urbanos por compara\u00e7\u00e3o com as periferias e zonas rurais. Tendo em conta a maior presen\u00e7a de diversos p\u00fablicos, a maior disponibilidade e acessibilidade de recursos e a maior probabilidade de encontrar talentos acaba por ser natural compreender esta tend\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Contudo tendo em conta o aumento brutal no custo de vida nas grandes metr\u00f3poles tem-se verificado uma crescente desloca\u00e7\u00e3o populacional para zonas perif\u00e9ricas e rurais. As aldeias, vilas e pequenas cidades que se encontravam numa descida populacional acentuada com consequente degrada\u00e7\u00e3o dos seus espa\u00e7os e edif\u00edcios parecem ter agora uma nova oportunidade a partir destes movimentos migrat\u00f3rios (mantendo a atividade profissional nas grandes metr\u00f3poles ou n\u00e3o) e tamb\u00e9m imigrat\u00f3rios (com pessoas de nacionalidades cada vez mais variadas).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os territ\u00f3rios da chamada \u201cprov\u00edncia\u201d est\u00e3o a atrair aten\u00e7\u00f5es do ponto de vista da qualidade de vida e, obviamente, tamb\u00e9m no custo de vida, curiosamente quer se trate de classe baixa, m\u00e9dia ou alta, fen\u00f3meno que se foi acentuado neste per\u00edodo posterior \u00e0 crise pand\u00e9mica. Por\u00e9m quem vem dos grandes centros urbanos para os meios mais pequenos come\u00e7a geralmente, num primeiro momento, por lamentar a falta de variedade e profundidade na oferta cultural, recreativa e art\u00edstica em v\u00e1rios dom\u00ednios por compara\u00e7\u00e3o com o que existe nas metr\u00f3poles (embora por vezes v\u00e1 admitindo que raramente disso tirou partido quando l\u00e1 estava por falta de tempo, tr\u00e2nsito, pre\u00e7os, etc).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em certa medida, este receio tem, de facto; sustenta\u00e7\u00e3o pelas raz\u00f5es que abordamos no primeiro par\u00e1grafo, mas sente-se que algo tem vindo a mudar na \u00faltima d\u00e9cada\u2026 Os p\u00fablicos dos meios rurais, bem como os agentes e entidades culturais destes contextos, parecem querer assistir, conhecer, participar, criar e desenvolver coisas diferentes a que muitas vezes s\u00f3 se tem acesso precisamente nas\u2026 grandes cidades. N\u00e3o renegando o que j\u00e1 existe e que tem o estatuto de tradi\u00e7\u00e3o, parece existir tamb\u00e9m uma abertura para compreender e explorar o que \u00e9 ainda, por vezes, rotulado de alternativo, exc\u00eantrico, intelectual ou elitista. Na minha opini\u00e3o, existem assim, no fundo, um potencial para usufruir simultaneamente da familiaridade da aldeia e da variedade da cidade, o melhor de dois mundos portanto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Neste cen\u00e1rio, a regionaliza\u00e7\u00e3o ou descentraliza\u00e7\u00e3o surge como uma consequ\u00eancia quase inevit\u00e1vel em termos art\u00edsticos, recreativos e culturais. O estabelecimento de parcerias e programa\u00e7\u00e3o em rede por entidades e agentes culturais, que atravessem concelhos, regi\u00f5es ou sub-regi\u00f5es rurais com popula\u00e7\u00e3o mais dispersa por territ\u00f3rios alargados, imerge como um desafio para responder \u00e0s expectativas dos diferentes p\u00fablicos, mas tamb\u00e9m para aproveitar, valorizar, desenvolver e promover recursos humanos, t\u00e9cnicos e log\u00edsticos dentro da mesma localidade, freguesia, concelho sub-regi\u00e3o, regi\u00e3o ou at\u00e9 mais distantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para isto suceder de forma genu\u00edna, s\u00f3lida e regular n\u00e3o basta vontade pol\u00edtica e suporte econ\u00f3mico, h\u00e1 que existir algo mais profundo, abrangente, focado e corajoso a n\u00edvel social: o envolvimento com as comunidades por parte de entidades e agentes culturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Projetos culturais em rede com forte envolvimento com os recursos e expectativas da comunidade t\u00eam dados muitos bons resultados, conquistando, por vezes, inclusivamente um estatuto interventivo em \u00e1reas como urbanismo, a\u00e7\u00e3o social, educa\u00e7\u00e3o, desporto, entre outras. Posso citar alguns exemplos, de que gosto particularmente como o \u201c23 Milhas\u201d em \u00cdlhavo, o \u201cImaginarius\u201d em Santa Maria da Feira, o \u201cBons Sons\u201d em Cem Soldos, o \u201cFolk Cantanhede\u201d, a \u201cRomaria Cultural\u201d em Gouveia, entre muitos outros que ser\u00e1 sempre injusto n\u00e3o nomear. Em todas estas \u201cplantas com lindas flores\u201d houve uma \u201csemente\u201d paciente que foi semeada por um movimento social com uma partilha comum e por isso mesmo deram\u2026 \u201cfrutos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A n\u00edvel pessoal, os dois processos mais inspiradores que conhe\u00e7o por dentro e nos quais reconhe\u00e7o esse \u201cbrilho\u201d s\u00e3o o Cineclub Bairrada, por toda essa regi\u00e3o, e o Movimento Art\u00edstico Efervescente, no concelho de Cantanhede, que vou de seguida apresentar sucintamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Cineclub Bairrada, que celebra o seu sexto ano de exist\u00eancia, tem como objetivo geral a divulga\u00e7\u00e3o do Cinema em toda a regi\u00e3o, contribuindo para o desenvolvimento da cultura, dos estudos hist\u00f3ricos, da t\u00e9cnica e da arte cinematogr\u00e1fica. Esta entidade aposta numa interven\u00e7\u00e3o cultural estruturada e congrega associa\u00e7\u00f5es culturais em cada um dos concelhos da regi\u00e3o da Bairrada, focando-se na forma\u00e7\u00e3o, programa\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o em rede, com especial interesse no registo do patrim\u00f3nio imaterial (projeto Heran\u00e7a Docs Bairrada) e no apoio a artistas da regi\u00e3o. \u00c9 o primeiro e \u00fanico cineclube regional, est\u00e1 a conquistar espa\u00e7o e a ganhar escala\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por outro lado, h\u00e1 uns anos atr\u00e1s, gerou-se um movimento social, art\u00edstico e cultural no concelho de Cantanhede denominado Coletivo Efervescente, formado por pessoas ligadas a v\u00e1rias artes e of\u00edcios nascidos e\/ou residentes no concelho que queriam cruzar conhecimentos e criar produtos art\u00edsticos originais \u201caqui e com recursos de c\u00e1\u201d. Os seus elementos quiseram contrariar a l\u00f3gica de ter de ir \u201cl\u00e1 para fora\u201d para se poder assistir e\/ou criar espect\u00e1culos diferentes. A vis\u00e3o foi (e continua a ser) poder \u201cgerar, exportar, mas tamb\u00e9m acolher\u201d a arte criada na sua comunidade, ligando tradi\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o de forma genu\u00edna, arrojada e diferenciadora e, assim, acrescentar refer\u00eancias distintivas \u00e0 sua regi\u00e3o no mapa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mais do que fazer, interessava a forma como se queria fazer, sem receio de arriscar para construir prest\u00edgio com personalidade pr\u00f3pria. Num processo que teve o seu toque de ideologia ut\u00f3pica, mas tamb\u00e9m de concretiza\u00e7\u00e3o pragm\u00e1tica, revela-se, hoje em dia, importante esclarecer que projetos culturais como a \u201cL\u00facia-Lima Associa\u00e7\u00e3o Cultural\u201d em Cadima, a \u201cFesta d\u2019Anaia\u201d na Pena, a \u201cCatraia\u201d na Praia da Tocha, entre outros t\u00eam, de uma forma ou de outra, essa origem comum que continua a dar frutos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 esse o legado da Efervescente: as suas diversas express\u00f5es e ramifica\u00e7\u00f5es, enfim, a sua influ\u00eancia inspiradora\u2026<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;font-size: 12px\">Vasco Espinhal Otero &#8211; Promotor Cultural\/Cineclub Bairrada, in Di\u00e1rio As Beiras (23\/07\/2024)<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cria\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e programa\u00e7\u00e3o a n\u00edvel art\u00edstico, recreativo e cultural por entidades e agentes tem, ao longo dos tempos, sido mais concentrada nos grandes centros urbanos por compara\u00e7\u00e3o com as periferias e zonas rurais. 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