IMT Jovem: a isenção não acaba na compra e venda — e pode caducar quando menos se espera

A isenção (e, nalguns casos, a redução) de IMT para jovens até aos 35 anos, o chamado “IMT Jovem”, é um dos incentivos mais relevantes na compra da primeira casa, mas tem uma ideia-chave que convém fixar: não é um prémio vitalício, é um benefício condicionado e “vigiado” durante um período significativo após a compra. Queremos com isto dizer que pode poupar muitos milhares no dia da aquisição, mas também pode transformar-se numa liquidação inesperada se, nos anos seguintes, certos factos ocorrerem.

O ponto de partida é simples. O regime aplica-se à primeira aquisição onerosa de habitação própria e permanente (HPP) por sujeitos passivos com idade igual ou inferior a 35 anos, desde que, no ano da transmissão, não sejam considerados dependentes para efeitos de IRS e não tenham sido titulares de um prédio urbano habitacional, parte ou figura parcelar deste, na data da transmissão ou em qualquer momento nos três anos anteriores.

O que muitos não antecipam é o pós-compra: o Código do IMT cria, para este benefício, um “período de observação” de seis anos contado da aquisição, durante o qual existem gatilhos típicos de caducidade, o que leva a que seja liquidado o valor que à data não foi imputado ao contribuinte.

O primeiro passa por não afetar efetivamente o imóvel a HPP no prazo de seis meses. O regime exige que o imóvel seja, de facto, a casa própria e permanente do jovem; se a afetação não ocorrer dentro desse prazo, o benefício pode cair.

Já o segundo consiste em dar ao imóvel um destino diferente daquele que justificou o benefício dentro dos seis anos. Aqui cabem as situações clássicas: deixar de residir lá como HPP, transformar a fração em escritório, colocá-la em alojamento local, ou mesmo arrendar. Salvo raras exceções, como, por exemplo, alterações na composição do agregado familiar e a alteração do local de trabalho para distância superior a 100 km, desde que o imóvel se mantenha exclusivamente destinado a habitação, ao se atribuir um destino diferente no referido prazo, a isenção atribuída caduca, obrigando ao pagamento do imposto.

A terceira situação e menos considerada, passa pelo facto de o contribuinte voltar a ser considerado dependente para efeitos do artigo 13.º do CIRS em algum momento dentro dos seis anos. Na prática, isto significa que um jovem pode comprar casa com IMT Jovem e, anos depois, por razões de vida (perda de rendimentos, regresso a casa dos pais, reorganização familiar), ser tentado a integrar novamente o IRS dos pais como dependente. O problema é que, se isso acontecer dentro do período relevante, pode fazer cair o benefício e abrir a porta a uma liquidação dos impostos que tinha poupado. E este risco é especialmente real para quem compra na faixa etária em que ainda existe, no IRS, margem para (re)integração como dependente em determinados cenários familiares.

Em conclusão: o IMT Jovem é uma medida forte e que veio impulsionar a compra da primeira habitação própria e permanente a muitos jovens, mas não é um “cheque em branco”. Depois da compra, existe um período de seis anos em que a coerência entre a realidade habitacional e a realidade fiscal conta. Quem compra deve olhar para esta isenção como um compromisso: manter a HPP como tal, perceber as exceções legais (incluindo a venda) e, sobretudo, evitar decisões de IRS que possam reabrir a conta que julgava fechada.

Fonte: Imovirtual

Taxa de juro média do crédito habitação desce para 3,414% em 2025

A descida traduziu-se numa redução da prestação média anual para 396 euros, menos oito euros do que em 2024.

A taxa de juro média anual do crédito habitação fixou-se em 3,414% em 2025, recuando face aos 4,372% registados no ano anterior. A descida traduziu-se numa redução da prestação média anual para 396 euros, menos oito euros que em 2024, apesar do aumento do capital médio em dívida para 72.314 euros. Já em dezembro, a taxa de juro implícita voltou a cair, para 3,130%, confirmando a trajetória de alívio nos encargos com o crédito habitação. Em causa estão dados divulgados esta quarta-feira (dia 21 de janeiro de 2026) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“No destino de financiamento aquisição de habitação (no conjunto do ano de 2025), a taxa de juro média desceu de 4,362% em 2024 para 3,429% em 2025”, conclui o INE.

Segundo o gabinete nacional de estatística, o capital médio anual em dívida para o total do crédito e para o destino de financiamento aquisição de habitação passou de 66.508 euros e 73.917 euros em 2024, respetivamente, para 72.314 euros e 80.083 euros em 2025.

Já a prestação média anual vencida para o total do crédito habitação, acrescenta o INE, desceu oito euros em 2025, para 396 euros. “No destino de financiamento aquisição de habitação, verificou-se uma descida de 11 euros entre 2024 e 2025, fixando-se em 431 euros”, lê-se no boletim.

Fonte: Idealista

Euribor ganha terreno à taxa mista no crédito habitação: porquê?

Novo relatório do idealista revela também que a garantia pública está a impulsionar financiamento nos empréstimos da casa no país.

A contratação de créditos habitação em Portugal seguiu de vento em popa ao longo do ano passado. Os jovens reforçaram a compra de casas com a ajuda da garantia pública, o que acabou por elevar os níveis de financiamento bancário e diminuir a idade média dos compradores. E as taxas mistas também voltaram a ser as mais contratadas. Mas aqui houve uma mudança entre 2024 e 2025: as taxas mistas começaram a perder terreno para a taxa variável ao longo do ano, numa altura em que a Euribor tem estabilizado pouco acima de 2%.

Um dos dados que salta à vista no Relatório Anual do Mercado de Crédito Habitação 2025, elaborado pelos intermediários de crédito do idealista, diz respeito às taxas contratadas: a taxa mista continuou a ser a mais escolhida – até por dar estabilidade nas prestações no curto prazo -, mas perdeu peso no total de contratos formalizados, passando de 83% em 2024 para 79% em 2025.

Fonte: Idealista

Impostos com habitação: IMI e IMT valem 80% da receita das autarquias

Em 2024, o IMT representou 42,4% do total dos impostos cobrados pelas autarquias. Já o IMI representou 36,8%.

Os dois principais impostos relacionados com a habitação, o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), valem 79,2% da receita fiscal dos municípios portugueses. E a tendência tem vindo a acentuar-se nos últimos anos, com o IMT a ganhar cada vez mais terreno. Só em 2024 este imposto – é pago sempre que é realizada uma transação imobiliária – representou 42,7% do valor dos impostos diretos cobrados pelas autarquias e 42,4% do total dos impostos. O IMI, por seu turno, vale 36,8% da receita das câmaras.

Em causa estão dados que, segundo o Jornal de Negócios, constam do Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, cujas conclusões foram apresentadas esta terça-feira (4 de novembro de 2025).

Os números mostram que a receita total municipal atingiu 13.125,5 milhões de euros em 2024, um crescimento de 11,5% face a 2023, e que as receitas fiscais pesam cerca de um terço (31%), quase tanto com as transferências (36%). Conforme referido em cima, o IMT, sozinho, vale 42,4% das receitas de impostos, com o IMI a valer 36,8%.

Lisboa foi, de resto, o município que mais lucrou no ano passado com o IMT, arrecadando 275,5 milhões de euros, 26% da sua receita total. Não é, no entanto, a autarquia em que este imposto mais pesa na receita. É, sim, Loulé, onde o IMT representa 46,5% da receita. Seguem-se no ranking Grândola, onde o IMT correspondeu a 43,4% do total de ganhos, e Cascais, com 130 milhões (peso de 38,8%).

De referir ainda, a título de curiosidade, que Lisboa cobrou, sozinha, 15,9% do total do IMT do país, isto apesar de ter registado uma quebra de 9,8% face a 2023 (menos 30 milhões de euros).

Fonte: Idealista

Crédito habitação: m2 valoriza 19,1% para banca e atinge novo recorde

Banca valorizou casas nos processos de crédito habitação ao longo de 2025, num contexto de rápida subida de preços.

Nos processos de crédito habitação em Portugal, tem-se sentido que a banca tem valorizado o valor mediano do metro quadrado (m2) dos imóveis residenciais mês a após mês, muito à boleia da rápida subida do preço das casas, tendo crescido 17,3% em 2025. Em dezembro, o aumento anual foi ainda mais expressivo (+19,1%), com o valor mediano da avaliação bancária na habitação a registar um novo recorde de 2.081 euros por metro quadrado (euros/m2).

Um dos processos essenciais na hora de pedir um crédito habitação é a avaliação bancária da casa, uma vez que os bancos comparam este indicador com o preço da casa para definir o montante a conceder no empréstimo (que é o menor dos dois). O que os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sugerem é que este indicador não para de aumentar num contexto de rápida subida dos preços das casas.

Em dezembro, o valor mediano de avaliação bancária na habitação – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – foi de 2.081 euros/m2, traduzindo-se num aumento homólogo de 19,1% (a subida acelerou face ao mês anterior, quando foi de 18,4%). A nível regional, a variação anual “mais acentuada” foi registada na Península de Setúbal (27,3%), não se tendo observado qualquer redução, diz o instituto.

Face ao mês anterior, o m2 das casas para a banca valorizou 1,1% (o equivalente a 21 euros). “A Grande Lisboa apresentou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (1,7%), tendo-se observado apenas uma descida na Região Autónoma dos Açores (-0,1%)”, lê-se no boletim divulgado esta terça-feira, dia 27 de janeiro.

Para apurar o valor mediano de avaliação bancária na habitação em dezembro de 2025, foram consideradas 34.496 avaliações (21.488 apartamentos e 13.008 moradias), menos 7,2% que no período homólogo e menos 4,9% face ao mês anterior. Os dados sugerem que há menos casas a serem avaliadas pela banca nos processos de crédito habitação, mas tendem a ser mais caras.

Fonte: Idealista

Gaia terá uma nova cidade com investimento saudita

Em causa está a assinatura de protocolo com Arábia Saudita, que visa atrair investimento para uma “nova cidade” com cerca de 300 hectares e para parque de entretenimento urbano com oito hectares.

Foi assinado um memorando pelo presidente da autarquia, Luís Filipe Menezes, e pelo representante da Câmara da Província Oriental da Arábia Saudita, Fahad Alabdulsalam, que estabelece uma parceria estratégica de três anos centrada no planeamento urbano, mobilidade, transformação digital, segurança municipal e gestão de crises, entre outros, de acordo com o Idealista News.

Em declarações à Lusa, Luís Filipe Menezes explicou que o projeto mais ambicioso passa pela criação de uma ‘centralidade’ no interior do concelho: “queremos ter uma grande mancha urbana com três vertentes: habitação, serviços – onde aspiramos a ter um ‘technopark’ [parque tecnológico] – e construção. Será a grande solução para levar as pessoas a viver no interior e aí o investimento estrangeiro será essencial”, afirmou. Menezes destacou ainda o “surpreendente interesse” manifestado por investidores sauditas no setor da habitação.

Para viabilizar este objetivo e aumentar o interesse dos investidores da Arábia Saudita, o município está disponível para ceder terrenos públicos, num modelo de Parceria Público-Privada (PPP), que visa uma maior rapidez na concretização do projeto face aos prazos de financiamento estritamente públicos.

A parceria contempla ainda a criação de um parque de entretenimento urbano com oito hectares, inspirado nos Jardins Tivoli, em Copenhaga. Segundo Menezes, o projeto prevê um espaço dedicado à cultura ao ar livre, restauração e lazer associado a novas tecnologias e inteligência artificial.

“Temos terreno bem localizado, aliás temos duas hipóteses. A nossa preferência é que seja um espaço muito urbano, acessível a pé ou por metro”, adiantou o autarca.

De acordo com o memorando assinado, a cooperação entre Gaia e a Província Oriental da Arábia Saudita inclui ainda a troca de boas práticas nas áreas da transformação digital, gestão de resíduos e preservação do património. O documento não prevê obrigações financeiras imediatas, funcionando como um quadro de cooperação de boa-fé destinado a facilitar o licenciamento e a concretização de investimentos considerados estratégicos para o concelho.

Fonte: RePortugal

 

Casas novas a preços acessíveis para começar bem o ano novo

Pronto para começar uma nova fase? Descobre como é fácil ter uma casa nova, bonita e ao teu alcance.

Janeiro é o momento certo para traçar novos objetivos. E dar espaço a mudanças que fazem a diferença. Como encontrar uma casa nova para começar uma nova fase. Um pouco por todo o país, ainda é possível descobrir casas de nova construção com preços acessíveis. Para quem procura qualidade de vida sem comprometer o orçamento.

Estes imóveis destacam-se por plantas bem distribuídas. Boa luz natural e materiais atuais, prontos a habitar e sem a confusão das obras. São projetos recentes que provam que ainda existem empreendimentos em conta. Onde conforto e funcionalidade caminham lado a lado.

Se 2026 pede escolhas mais inteligentes e um lar à medida dos teus planos, este pode ser o passo certo.

Fonte: Idealista