Mercado mantém aceleração: habitação sobe 1,6% no primeiro mês do ano

Os preços de venda das casas em Portugal Continental registaram um aumento mensal de 1,6% em Janeiro deste ano, confirmando que o mercado residencial mantém a trajectória de forte valorização observada o longo de 2025. Em termos homólogos, Janeiro de 2026 apresenta uma variação de 23,4%, mantendo este indicador nos níveis mais elevados das últimas quatro décadas. Os dados são divulgados pela Confidencial Imobiliário no âmbito do Índice de Preços Residenciais, o qual acompanha a evolução dos preços efectivos de transacção no país desde 1988.

Em 2025, os preços de venda das casas no país subiram 23,4%, mais que duplicando o crescimento de 11,0% registado em 2024. A valorização apurada no final de 2025 resulta de um contexto de fortes aumentos mensais. Com efeito, com excepção de Maio – mês em que os preços estabilizaram, com uma variação em cadeia de 0,2% -, as subidas mensais posicionaram-se entre os 1,0% e 2,7%, situando-se maioritariamente acima de 1,7%.

Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário, considera que a nova valorização registada em Janeiro, após um ano já marcado por fortes subidas como foi 2025, era expectável. Segundo o responsável, enquanto a oferta continuar incapaz de responder ao nível da procura — mantendo-se um desequilíbrio estrutural no mercado — dificilmente se assistirá a uma inversão da tendência de crescimento dos preços.

O reforço da oferta, sobretudo nos segmentos dirigidos à classe média, será determinante para aliviar a pressão. Caso contrário, não são previsíveis ajustamentos relevantes no curto prazo. Ainda assim, Guimarães admite que a escalada contínua dos valores poderá começar a condicionar a procura, lembrando que no último trimestre de 2025 já se verificou um ligeiro abrandamento no número de transacções realizadas.

O nível de preços alcançado na média das transacções reflecte a forte valorização observada no último ano. De acordo com os dados do SIR-Sistema de Informação Residencial, o valor médio de venda das casas em Portugal Continental fixou-se em 3.058€/m2 em Janeiro, considerando um período acumulado de três meses.

Fonte: Diário Imobiliário 

Taxa de juro do crédito à habitação desce para 3,11% em Janeiro

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se em 3,111% em Janeiro de 2026, refletindo uma descida de 1,9 pontos base face a Dezembro (3,130%) – revela hoje o INE.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro recuou ligeiramente para 2,847%, face aos 2,850% registados em dezembro.

A prestação média mensal situou-se nos 399 euros, mais 2 euros do que no mês anterior e em linha com o valor observado em Janeiro de 2025. A componente de juros representou 48,9% do total da prestação.

Já nos contratos mais recentes, a prestação média subiu 1 euro, para 676 euros, o que corresponde a um aumento homólogo de 12,5%.

Fonte: Diário Imobiliário 

Como comprar casa com 100% de financiamento?

É um programa especial para os jovens que não tenham poupanças – mínimo de 10% da entrada do valor da casa – de terem a possibilidade de recorrer a uma garantia pública para conseguir um crédito à habitação com financiamento a 100%. Contudo, existem várias regras e requisitos que têm de ser cumpridos para que os jovens possam ter acesso a tal benefício:

  • Jovens com idade igual ou inferior a 35 anos com domicílio fiscal em Portugal;
  • O titular não pode ser proprietário de um prédio urbano ou de uma fração autónoma de prédio urbano habitacional;
  • Rendimentos não podem ultrapassar o 8.º escalão do IRS (81.199€/ano ou cerca de 8.800€/mês);
  • Jovens que nunca tenham usufruído de garantias públicas do Estado;
  • O valor do imóvel não pode exceder os 450.000 mil euros;
  • A garantia pública do Estado não pode ultrapassar 15% do valor da transação do prédio urbano ou da fração autónoma de prédio urbano.

 

É importante ter presente que para comprar uma casa é necessário passar por um processo de avaliação que consiste em:

– comprovar a capacidade financeira através de recibos de vencimento, declaração de IRS e extratos bancários;

– ter um emprego estável ou efetivo

Contudo, esta simulação pode ser feita em diferentes bancos ou através de intermediários de crédito à habitação.

 

Quais as vantagens e desafios?

 

Vantagens:

  • Comprar uma casa sem existir a obrigatoriedade de dar entrada inicial;
  • Isenção de IMT e Imposto de Selo (IS).

Desafios:

  • Compromisso financeiro a longo prazo na aquisição de um imóvel;
  • Responsabilidades associadas ao ser proprietário de um imóvel: manutenção da casa, pagamento de contas, entre outros.

 

O que considerar antes de comprar casa?

 

É extremamente importante, antes de comprar uma casa, fazer uma pesquisa cuidadosa e ter alguns aspetos em conta:

  • Calcule, em média, quanto pode pagar por mês;
  • Estabeleça prioridades em relação à localização do imóvel: próximo do trabalho, transportes públicos, comércio local, etc.
  • Visite vários imóveis para ter uma ideia do que está disponível no mercado e do que procura concretamente.

 

De acordo com o Governo Português cerca de 20.000 jovens, por ano, podem beneficiar com estas medidas.

O objetivo do Governo Português é claro: tornar o acesso à habitação mais facilitado.

Este pode ser o momento ideal para adquirir a sua primeira casa.

Fonte: Imovirtual

Agência Imobiliária e Intermediário de Crédito: uma parceria estratégica

A intermediação de crédito é hoje um aliado indispensável para qualquer agente imobiliário que queira prestar um serviço completo, eficiente e verdadeiramente orientado para o cliente. Mais do que um apoio técnico, o intermediário de crédito tornou-se um parceiro estratégico ao longo de todo o processo de compra de um imóvel.
Quem acompanha o mercado imobiliário há várias décadas lembra-se bem da abertura do crédito à habitação nos anos 90. Foi um período de forte democratização do acesso à compra de casa, em que o principal objetivo era simples: saber se o crédito era aprovado e qual seria o valor da prestação mensal. Taxas de juro, prazos ou enquadramentos financeiros passavam muitas vezes para segundo plano.
Na altura, era comum o próprio agente imobiliário ajudar o cliente a tratar do crédito, mesmo sem formação específica. A experiência adquiria-se no terreno, muitas vezes com o apoio direto dos bancos, cujo objetivo era conceder o máximo de crédito possível. As taxas de aprovação eram elevadas e as restrições reduzidas, o que permitiu a muitas famílias concretizar o sonho da casa própria.

Com o passar dos anos, o mercado tornou-se mais exigente, mais regulado e mais complexo. A partir de 2014, com o aumento progressivo dos preços dos imóveis e, mais recentemente, com a subida das taxas de juro para controlo da inflação, tornou-se evidente a importância de um aconselhamento financeiro especializado.
É neste contexto que a intermediação de crédito assume um papel crucial na mediação imobiliária. Um bom intermediário ajuda a encontrar soluções ajustadas a cada perfil, negocia condições, explica cenários e orienta o cliente para decisões mais equilibradas e sustentáveis.

Casa nova ou usada: qual a melhor opção para si?

Quando pensamos em comprar casa nova ou usada, a decisão vai muito além dos valores apresentados. É escolher o espaço onde vamos passar os momentos mais importantes das nossas vidas, e é natural querer que seja perfeito.

Mas será que uma casa nova, equipada com tecnologia moderna e todas as comodidades, compensa mais do que uma casa usada, com charme próprio e, frequentemente, melhores localizações? Neste artigo, ajudamos a perceber as diferenças reais entre casa nova vs usada para que possa avaliar o imóvel com confiança e garantir que está a pagar o preço justo da casa.

Vamos analisar em detalhe as vantagens de comprar casa nova e vantagens de escolher uma casa usada, incluindo um comparativo aprofundado de custos e impostos, estado do imóvel, localização, eficiência energética, valorização futura e perfil ideal do comprador. Tudo para que possa tomar a decisão mais informada e adequada às suas necessidades específicas.

 

O que significa comprar casa nova ou usada?

Antes de mais, é importante entender o que caracteriza cada tipo de imóvel, pois estas definições têm implicações legais e financeiras relevantes.

Casa nova: considera-se um imóvel novo aquele construído recentemente, geralmente com menos de 2 anos, ou ainda em fase final de construção, que nunca foi habitado. Cumpre todas as normas técnicas e legais mais recentes, incluindo as relacionadas com eficiência energética, segurança estrutural e isolamento térmico e acústico. Em Portugal, segundo a legislação em vigor, um imóvel é considerado novo quando está a ser transacionado pela primeira vez após a conclusão da construção.

Casa usada: imóvel que já teve proprietários anteriores e que pode ter vários anos de existência, desde casas com poucos anos até imóveis históricos. Podem apresentar diversos estados de conservação, desde casas muito bem mantidas até imóveis antigos com necessidade de obras de renovação profundas. A idade do imóvel e o seu estado de conservação são fatores determinantes na avaliação e no preço final.

 

Vantagens de comprar casa nova

 

Eficiência energética e materiais modernos

Uma das maiores vantagens das casas novas é o cumprimento das rigorosas normas de eficiência energética impostas pela União Europeia e pelo Governo português. Imóveis novos, construídos após a implementação do Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios (REH) e do Sistema de Certificação Energética (SCE), geralmente têm certificação energética A ou B, o que se traduz num consumo substancialmente menor de energia para aquecimento, arrefecimento e eletricidade.

De acordo com a ADENE (Agência para a Energia), as casas novas apresentam sistemas de isolamento térmico de última geração, janelas com vidros duplos ou triplos, equipamentos de climatização eficientes e, muitas vezes, painéis solares térmicos ou fotovoltaicos. Estes sistemas permitem uma redução entre 30% a 50% nas faturas de energia quando comparados com imóveis mais antigos sem estas características.

Além disso, os materiais utilizados são modernos, frequentemente ecológicos e altamente duráveis, cumprindo normas europeias de qualidade. Isto reduz significativamente a necessidade de intervenções de manutenção nos primeiros anos e praticamente elimina o risco de problemas estruturais graves. As canalizações, instalações elétricas e sistemas de climatização são dimensionados segundo as necessidades atuais, evitando sobrecarga e avarias prematuras.

Garantias legais e menos manutenção

Comprar casa nova implica ter direito a garantias legais obrigatórias em Portugal, estabelecidas na Lei.

Este regime legal protege o comprador contra custos inesperados relacionados com falhas no imóvel durante os primeiros anos de habitação. Na prática, significa que qualquer problema que surja neste período será resolvido sem custos adicionais para o proprietário, desde que não seja causado por má utilização.

Além destas garantias, casas novas exigem muito menos manutenção inicial. Não há necessidade de obras ou reparações logo após a compra, o que representa uma poupança significativa e elimina preocupações imediatas. Os sistemas prediais são novos e funcionais, e os acabamentos não necessitam de intervenção durante vários anos.

Tecnologia e conforto moderno

As casas novas incorporam tecnologias de domótica e sistemas inteligentes que aumentam o conforto e a segurança. Muitos empreendimentos recentes incluem sistemas de videovigilância, controlo de acessos, gestão inteligente de energia e climatização, tomadas USB integradas e preparação para carregamento de veículos elétricos. Estas características valorizam o imóvel e adaptam-no às necessidades contemporâneas.

Vantagens de comprar casa usada

 

Preços mais acessíveis e localização central

O fator preço é, frequentemente, o elemento decisivo na escolha. Casas usadas tendem a ser significativamente mais acessíveis, especialmente quando comparadas com imóveis novos em zonas valorizadas ou em localidades semelhantes.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o preço médio por metro quadrado em imóveis usados nas principais áreas urbanas portuguesas pode ser entre 15% a 35% inferior ao das casas novas na mesma zona. Esta diferença pode representar dezenas de milhares de euros de poupança, um valor significativo que pode ser aplicado em obras de renovação ou na amortização do crédito habitação.

Além da questão financeira, casas usadas encontram-se frequentemente em localizações centrais e bairros já consolidados, com infraestruturas maduras, proximidade a serviços essenciais, comércio tradicional, transportes públicos bem estabelecidos, escolas e equipamentos de saúde. Esta centralidade é uma vantagem competitiva importante, pois muitas novas urbanizações ficam em zonas periféricas ou em áreas ainda em desenvolvimento, onde os serviços podem ser limitados nos primeiros anos.

Negociação mais flexível

A compra de imóveis usados oferece, geralmente, maior margem para negociação do preço e das condições de venda. Os vendedores privados, ao contrário de promotoras imobiliárias, podem estar mais abertos a ajustar o preço final, aceitar prazos de pagamento mais flexíveis, incluir mobiliário ou equipamentos no negócio, ou mesmo aceitar propostas criativas de pagamento.

Esta flexibilidade é especialmente importante quando o imóvel necessita de obras ou melhorias visíveis. Nestes casos, é possível negociar um desconto proporcional aos custos estimados das intervenções necessárias, tornando a compra mais vantajosa para quem tem disponibilidade para investir em renovação.

Charme e características únicas

Muitas casas usadas, particularmente as mais antigas, apresentam características arquitetónicas únicas, acabamentos artesanais, pé-direito elevado, elementos decorativos em estuque, azulejos tradicionais, pavimentos em madeira maciça e outros detalhes que já não se encontram em construções modernas. Para quem valoriza o carácter e a história de um imóvel, estes elementos são insubstituíveis e conferem uma personalidade distinta à habitação.

Comparativo de custos e impostos

Quando se compra casa, é fundamental considerar todos os custos envolvidos para perceber verdadeiramente qual a opção mais vantajosa do ponto de vista financeiro.

Imposto Municipal sobre Transmissões (IMT)

O IMT é um imposto obrigatório na compra de imóveis em Portugal e varia conforme o valor patrimonial tributário (VPT) ou o valor de transação do imóvel (o maior dos dois) e o seu destino (habitação própria permanente, secundária ou outro). O cálculo é progressivo e pode ser consultado detalhadamente no Portal das Finanças.

Para casas novas ou usadas, o IMT pode ser semelhante, desde que o valor do imóvel seja equivalente. No entanto, existem diferenças práticas importantes.

  • Isenções para habitação própria permanente: Imóveis com VPT até 101.917€ estão isentos de IMT. Entre 101.917€ e 103.448€, há isenção parcial. Estes valores aplicam-se tanto a casas novas como usadas, beneficiando particularmente compradores de primeira habitação.
  • Imóveis novos em zonas de reabilitação: Podem beneficiar de isenções especiais de IMT quando inseridos em Áreas de Reabilitação Urbana (ARU).
  • Valor de avaliação: Casas usadas podem ter valores patrimoniais mais baixos, resultando potencialmente em menos IMT, embora o valor de transação seja também considerado.

 

Imposto do Selo

Além do IMT, há o Imposto do Selo, que corresponde a 0,8% do valor de aquisição do imóvel. Este imposto aplica-se igualmente a casas novas e usadas, sem distinção.

 

Custos com obras e manutenção

Esta é uma das diferenças mais significativas entre as opções.

Casa nova

  • Custos de manutenção praticamente nulos nos primeiros 5 a 10 anos
  • Garantias legais cobertas pelo construtor
  • Consumos energéticos reduzidos (poupança de 100€ a 300€ mensais face a imóveis antigos, segundo dados da ADENE)
  • Eventualmente, taxas de condomínio mais elevadas em condomínios privados com serviços

Casa usada

  • Possível necessidade de obras imediatas, dependendo do estado: pinturas, reparações hidráulicas, modernização elétrica, renovação de cozinha e casas de banho
  • Custos de obras podem variar entre 10.000€ e 50.000€ ou mais, conforme a extensão das intervenções
  • Consumos energéticos potencialmente mais elevados em imóveis sem isolamento ou com sistemas antigos
  • Despesas de manutenção periódicas mais frequentes

 

Custos com escritura e registos

Estes custos são semelhantes para casas novas e usadas.

  • Escritura: 500€ a 1.000€
  • Registo predial: cerca de 250€
  • Certidões: 20€ a 50€

 

Comissões e avaliações

  • Mediação imobiliária: Geralmente paga pelo vendedor, mas pode ser negociada
  • Avaliação bancária: Entre 150€ e 350€, obrigatória para crédito habitação, aplicável a ambos os tipos

 

Eficiência energética e certificações

A eficiência energética é um fator cada vez mais relevante na escolha de habitação, com impacto direto nos custos mensais e no valor de revenda.

Casas novas são construídas segundo os padrões do Regulamento de Desempenho Energético dos Edifícios (REH) e do Sistema de Certificação Energética (SCE), em vigor desde 2013 e recentemente reforçados. Isto garante classificações energéticas de A ou B na maioria dos casos, com características como:

  • Isolamento térmico de alta performance nas paredes, cobertura e pavimentos;
  • Janelas com vidros duplos de baixa emissividade e caixilharia com rutura térmica;
  • Sistemas de climatização eficientes (bombas de calor, sistemas VRV);
  • Preparação ou instalação de painéis solares;
  • Ventilação mecânica controlada para qualidade do ar interior.

Casas usadas apresentam grande variabilidade:

  • Imóveis anteriores a 2006 frequentemente não têm certificação energética válida ou têm classificações baixas (D, E ou F);
  • Podem necessitar de investimento significativo para melhorar a eficiência: instalação de isolamento térmico (3.000€ a 10.000€), substituição de janelas (200€ a 600€ por janela), modernização de sistemas de climatização;
  • Imóveis reabilitados recentemente podem ter boas certificações energéticas.

O investimento numa casa nova compensa especialmente para quem valoriza a sustentabilidade ambiental e pretende reduzir custos operacionais a médio e longo prazo. A poupança energética pode chegar a 2.000€ a 3.000€ anuais em casos de habitações familiares.

 

Valorização futura e requisitos legais

A perspetiva de valorização do imóvel é importante para quem vê a casa como investimento.

Casas novas tendem a valorizar-se mais rapidamente nos primeiros 10 a 15 anos devido a:

  • Conformidade plena com legislação atual;
  • Materiais e sistemas modernos com maior durabilidade;
  • Menor desgaste e obsolescência nos primeiros anos;
  • Certificação energética favorável, cada vez mais valorizada pelo mercado;
  • Garantias transferíveis para novos proprietários em caso de revenda antecipada.

Casas usadas têm potencial de valorização:

  • Imóveis em zonas centrais consolidadas mantêm valor mesmo sendo antigos;
  • Casas em áreas de reabilitação urbana podem valorizar significativamente após obras;
  • Imóveis em bairros históricos ou com características únicas têm procura estável;
  • Requerem investimento contínuo em manutenção para não desvalorizar.

Considerações sobre preço, localização, estado e área útil

Além dos fatores já mencionados, outros elementos devem ser ponderados.

Preço: Casas usadas são geralmente 15% a 35% mais baratas, mas podem exigir investimento adicional em obras. Casas novas têm preço inicial mais elevado, mas custos adicionais mínimos nos primeiros anos. É essencial fazer contas ao custo total de propriedade nos primeiros 5 a 10 anos.

Localização: Casas usadas estão frequentemente em zonas centrais com infraestruturas consolidadas e boa rede de transportes. Casas novas localizam-se muitas vezes em zonas em desenvolvimento ou periferias, podendo oferecer mais espaço exterior mas com menos serviços imediatos.

Estado de conservação: Casa nova está pronta a habitar imediatamente, com acabamentos impecáveis e garantias. Casa usada pode variar desde excelente estado de conservação até necessitar de renovação completa, exigindo avaliação técnica cuidadosa antes da compra.

Área útil: Casas novas geralmente têm áreas otimizadas e distribuições funcionais, adaptadas aos padrões de vida atuais (open space, suites, arrumos eficientes). Casas usadas podem variar muito: algumas têm áreas totais maiores mas menos funcionais, com divisões pequenas e corredores; outras, particularmente as antigas, oferecem divisões amplas com pé-direito elevado.

 

Como saber o valor de mercado de uma casa?

Independentemente de a escolha recair sobre um imóvel novo ou usado, é sempre crucial garantir que está perante um preço adequado à realidade do mercado. Afinal, quem não quer fazer uma compra inteligente e justa?

Para perceber se vai pagar o preço justo da casa, uma das melhores estratégias é consultar dados reais e atualizados do mercado.

 

Perfil ideal de comprador para cada tipo de casa

Não existe uma resposta universal sobre qual tipo de casa é melhor, pois depende do perfil, prioridades e circunstâncias individuais de cada comprador.

Casa nova compensa para quem:

  • Procura conforto imediato e não quer preocupações com obras ou manutenção nos primeiros anos;
  • Valoriza eficiência energética e quer reduzir custos operacionais mensais;
  • Prioriza segurança e garantias legais abrangentes;
  • Aprecia tecnologia moderna e domótica integrada;
  • Está disposto a pagar um prémio inicial por estas vantagens e pela tranquilidade;
  • Pode aceitar localizações mais periféricas em troca de habitação moderna;
  • É comprador de primeira habitação e quer evitar surpresas desagradáveis.

Casa usada compensa para quem:

  • Tem um orçamento mais limitado e prioriza a entrada no mercado habitacional;
  • Valoriza localização central e proximidade a serviços consolidados;
  • Aprecia charme, características arquitetónicas únicas ou imóveis com história;
  • Tem disponibilidade (tempo, conhecimentos ou orçamento) para investir em obras de renovação;
  • Possui capacidade de negociação e quer personalizar o imóvel ao seu gosto;
  • Está disposto a assumir maiores custos de manutenção a médio prazo;
  • Procura oportunidades de investimento através de reabilitação e valorização.

 

Quando compensa optar por uma ou outra?

A decisão final deve considerar uma avaliação holística de múltiplos fatores:

Opte por casa nova quando:

  • O seu orçamento permite o investimento inicial mais elevado;
  • Prefere evitar stress e imprevistos associados a obras;
  • A eficiência energética e a sustentabilidade são prioridades;
  • Necessita de ocupação imediata sem intervenções;
  • Valoriza garantias legais extensas e tranquilidade;
  • O acesso a financiamento é favorável e as taxas de juro estão atrativas.

 

Opte por casa usada quando:

  • O orçamento é mais limitado e cada euro conta;
  • A localização central é absolutamente prioritária;
  • Tem tempo e recursos para supervisionar obras de renovação;
  • Aprecia o processo de personalização e renovação do espaço;
  • Identifica uma oportunidade clara de valorização através de reabilitação;
  • Encontra um imóvel com características únicas que justificam o investimento;
  • Tem network de profissionais de confiança para obras (arquitetos, empreiteiros).

 

Conclusão: como fazer a escolha acertada?

A escolha entre casa nova ou usada é profundamente pessoal e deve considerar múltiplas variáveis: orçamento disponível, perfil do comprador, localização desejada, prioridades relativas a conforto, custos futuros, objetivos de investimento e até o estilo de vida pretendido.

Para quem privilegia conforto imediato, eficiência energética, tecnologia moderna e menor manutenção, uma casa nova compensa claramente. Já para quem procura preço mais acessível, localização central consolidada, charme arquitetónico, comprar uma casa usada compensa e pode ser a escolha ideal.

Não existe uma resposta certa universal, mas sim a resposta certa para cada pessoa e cada circunstância específica. O fundamental é fazer uma análise completa, visitar múltiplos imóveis, solicitar avaliações técnicas quando necessário, consultar profissionais especializados e comparar preços e entender o mercado.

Tome o tempo necessário para esta decisão importante. Compare, questione, calcule todos os custos envolvidos (não apenas o preço de compra), e garanta que o investimento corresponde não apenas ao preço justo, mas também às suas necessidades reais, aspirações e capacidade financeira a médio e longo prazo. Uma compra bem informada é sempre uma compra mais segura e satisfatória.

Fonte: Imovirtual

IMT Jovem: a isenção não acaba na compra e venda — e pode caducar quando menos se espera

A isenção (e, nalguns casos, a redução) de IMT para jovens até aos 35 anos, o chamado “IMT Jovem”, é um dos incentivos mais relevantes na compra da primeira casa, mas tem uma ideia-chave que convém fixar: não é um prémio vitalício, é um benefício condicionado e “vigiado” durante um período significativo após a compra. Queremos com isto dizer que pode poupar muitos milhares no dia da aquisição, mas também pode transformar-se numa liquidação inesperada se, nos anos seguintes, certos factos ocorrerem.

O ponto de partida é simples. O regime aplica-se à primeira aquisição onerosa de habitação própria e permanente (HPP) por sujeitos passivos com idade igual ou inferior a 35 anos, desde que, no ano da transmissão, não sejam considerados dependentes para efeitos de IRS e não tenham sido titulares de um prédio urbano habitacional, parte ou figura parcelar deste, na data da transmissão ou em qualquer momento nos três anos anteriores.

O que muitos não antecipam é o pós-compra: o Código do IMT cria, para este benefício, um “período de observação” de seis anos contado da aquisição, durante o qual existem gatilhos típicos de caducidade, o que leva a que seja liquidado o valor que à data não foi imputado ao contribuinte.

O primeiro passa por não afetar efetivamente o imóvel a HPP no prazo de seis meses. O regime exige que o imóvel seja, de facto, a casa própria e permanente do jovem; se a afetação não ocorrer dentro desse prazo, o benefício pode cair.

Já o segundo consiste em dar ao imóvel um destino diferente daquele que justificou o benefício dentro dos seis anos. Aqui cabem as situações clássicas: deixar de residir lá como HPP, transformar a fração em escritório, colocá-la em alojamento local, ou mesmo arrendar. Salvo raras exceções, como, por exemplo, alterações na composição do agregado familiar e a alteração do local de trabalho para distância superior a 100 km, desde que o imóvel se mantenha exclusivamente destinado a habitação, ao se atribuir um destino diferente no referido prazo, a isenção atribuída caduca, obrigando ao pagamento do imposto.

A terceira situação e menos considerada, passa pelo facto de o contribuinte voltar a ser considerado dependente para efeitos do artigo 13.º do CIRS em algum momento dentro dos seis anos. Na prática, isto significa que um jovem pode comprar casa com IMT Jovem e, anos depois, por razões de vida (perda de rendimentos, regresso a casa dos pais, reorganização familiar), ser tentado a integrar novamente o IRS dos pais como dependente. O problema é que, se isso acontecer dentro do período relevante, pode fazer cair o benefício e abrir a porta a uma liquidação dos impostos que tinha poupado. E este risco é especialmente real para quem compra na faixa etária em que ainda existe, no IRS, margem para (re)integração como dependente em determinados cenários familiares.

Em conclusão: o IMT Jovem é uma medida forte e que veio impulsionar a compra da primeira habitação própria e permanente a muitos jovens, mas não é um “cheque em branco”. Depois da compra, existe um período de seis anos em que a coerência entre a realidade habitacional e a realidade fiscal conta. Quem compra deve olhar para esta isenção como um compromisso: manter a HPP como tal, perceber as exceções legais (incluindo a venda) e, sobretudo, evitar decisões de IRS que possam reabrir a conta que julgava fechada.

Fonte: Imovirtual

Taxa de juro média do crédito habitação desce para 3,414% em 2025

A descida traduziu-se numa redução da prestação média anual para 396 euros, menos oito euros do que em 2024.

A taxa de juro média anual do crédito habitação fixou-se em 3,414% em 2025, recuando face aos 4,372% registados no ano anterior. A descida traduziu-se numa redução da prestação média anual para 396 euros, menos oito euros que em 2024, apesar do aumento do capital médio em dívida para 72.314 euros. Já em dezembro, a taxa de juro implícita voltou a cair, para 3,130%, confirmando a trajetória de alívio nos encargos com o crédito habitação. Em causa estão dados divulgados esta quarta-feira (dia 21 de janeiro de 2026) pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

“No destino de financiamento aquisição de habitação (no conjunto do ano de 2025), a taxa de juro média desceu de 4,362% em 2024 para 3,429% em 2025”, conclui o INE.

Segundo o gabinete nacional de estatística, o capital médio anual em dívida para o total do crédito e para o destino de financiamento aquisição de habitação passou de 66.508 euros e 73.917 euros em 2024, respetivamente, para 72.314 euros e 80.083 euros em 2025.

Já a prestação média anual vencida para o total do crédito habitação, acrescenta o INE, desceu oito euros em 2025, para 396 euros. “No destino de financiamento aquisição de habitação, verificou-se uma descida de 11 euros entre 2024 e 2025, fixando-se em 431 euros”, lê-se no boletim.

Fonte: Idealista

Euribor ganha terreno à taxa mista no crédito habitação: porquê?

Novo relatório do idealista revela também que a garantia pública está a impulsionar financiamento nos empréstimos da casa no país.

A contratação de créditos habitação em Portugal seguiu de vento em popa ao longo do ano passado. Os jovens reforçaram a compra de casas com a ajuda da garantia pública, o que acabou por elevar os níveis de financiamento bancário e diminuir a idade média dos compradores. E as taxas mistas também voltaram a ser as mais contratadas. Mas aqui houve uma mudança entre 2024 e 2025: as taxas mistas começaram a perder terreno para a taxa variável ao longo do ano, numa altura em que a Euribor tem estabilizado pouco acima de 2%.

Um dos dados que salta à vista no Relatório Anual do Mercado de Crédito Habitação 2025, elaborado pelos intermediários de crédito do idealista, diz respeito às taxas contratadas: a taxa mista continuou a ser a mais escolhida – até por dar estabilidade nas prestações no curto prazo -, mas perdeu peso no total de contratos formalizados, passando de 83% em 2024 para 79% em 2025.

Fonte: Idealista

Impostos com habitação: IMI e IMT valem 80% da receita das autarquias

Em 2024, o IMT representou 42,4% do total dos impostos cobrados pelas autarquias. Já o IMI representou 36,8%.

Os dois principais impostos relacionados com a habitação, o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), valem 79,2% da receita fiscal dos municípios portugueses. E a tendência tem vindo a acentuar-se nos últimos anos, com o IMT a ganhar cada vez mais terreno. Só em 2024 este imposto – é pago sempre que é realizada uma transação imobiliária – representou 42,7% do valor dos impostos diretos cobrados pelas autarquias e 42,4% do total dos impostos. O IMI, por seu turno, vale 36,8% da receita das câmaras.

Em causa estão dados que, segundo o Jornal de Negócios, constam do Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, cujas conclusões foram apresentadas esta terça-feira (4 de novembro de 2025).

Os números mostram que a receita total municipal atingiu 13.125,5 milhões de euros em 2024, um crescimento de 11,5% face a 2023, e que as receitas fiscais pesam cerca de um terço (31%), quase tanto com as transferências (36%). Conforme referido em cima, o IMT, sozinho, vale 42,4% das receitas de impostos, com o IMI a valer 36,8%.

Lisboa foi, de resto, o município que mais lucrou no ano passado com o IMT, arrecadando 275,5 milhões de euros, 26% da sua receita total. Não é, no entanto, a autarquia em que este imposto mais pesa na receita. É, sim, Loulé, onde o IMT representa 46,5% da receita. Seguem-se no ranking Grândola, onde o IMT correspondeu a 43,4% do total de ganhos, e Cascais, com 130 milhões (peso de 38,8%).

De referir ainda, a título de curiosidade, que Lisboa cobrou, sozinha, 15,9% do total do IMT do país, isto apesar de ter registado uma quebra de 9,8% face a 2023 (menos 30 milhões de euros).

Fonte: Idealista

Crédito habitação: m2 valoriza 19,1% para banca e atinge novo recorde

Banca valorizou casas nos processos de crédito habitação ao longo de 2025, num contexto de rápida subida de preços.

Nos processos de crédito habitação em Portugal, tem-se sentido que a banca tem valorizado o valor mediano do metro quadrado (m2) dos imóveis residenciais mês a após mês, muito à boleia da rápida subida do preço das casas, tendo crescido 17,3% em 2025. Em dezembro, o aumento anual foi ainda mais expressivo (+19,1%), com o valor mediano da avaliação bancária na habitação a registar um novo recorde de 2.081 euros por metro quadrado (euros/m2).

Um dos processos essenciais na hora de pedir um crédito habitação é a avaliação bancária da casa, uma vez que os bancos comparam este indicador com o preço da casa para definir o montante a conceder no empréstimo (que é o menor dos dois). O que os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) sugerem é que este indicador não para de aumentar num contexto de rápida subida dos preços das casas.

Em dezembro, o valor mediano de avaliação bancária na habitação – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – foi de 2.081 euros/m2, traduzindo-se num aumento homólogo de 19,1% (a subida acelerou face ao mês anterior, quando foi de 18,4%). A nível regional, a variação anual “mais acentuada” foi registada na Península de Setúbal (27,3%), não se tendo observado qualquer redução, diz o instituto.

Face ao mês anterior, o m2 das casas para a banca valorizou 1,1% (o equivalente a 21 euros). “A Grande Lisboa apresentou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (1,7%), tendo-se observado apenas uma descida na Região Autónoma dos Açores (-0,1%)”, lê-se no boletim divulgado esta terça-feira, dia 27 de janeiro.

Para apurar o valor mediano de avaliação bancária na habitação em dezembro de 2025, foram consideradas 34.496 avaliações (21.488 apartamentos e 13.008 moradias), menos 7,2% que no período homólogo e menos 4,9% face ao mês anterior. Os dados sugerem que há menos casas a serem avaliadas pela banca nos processos de crédito habitação, mas tendem a ser mais caras.

Fonte: Idealista