Avaliação bancária colocou o metro quadrado nos 2.174 euros em abril, mais 23 euros do que em março. Península de Setúbal registou novamente o maior salto anual (+24%).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu os 2.174 euros por metro quadrado (euros/m²) em abril, mais 23 euros do que no mês anterior, estabelecendo um novo recorde, segundo os dados do Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em termos homólogos, a subida foi de 16,5%, idêntica à de março.
É sobretudo o mercado dos apartamentos que sustenta a trajetória de aumento dos preços da habitação, com o valor mediano de avaliação bancária a fixar-se nos 2.546 euros/m², o que representa uma subida de 21% face a abril de 2025. Neste segmento, os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.352 euros/m²) e no Algarve (2.910 euros/m²), enquanto o Alentejo e o Centro registaram os valores mais baixos, com 1.490 euros/m² e 1.657 euros/m², respetivamente.
O valor mediano dos apartamentos T1 subiu 65 euros para 3.239 euros/m², enquanto os T2 e T3 aumentaram para 2.615 euros/m² e 2.199 euros/m², respetivamente. Juntos, estes três tipos de fração representam 92,2% de todas as avaliações de apartamentos realizadas em abril.
Nas moradias, o crescimento foi mais moderado, embora ainda assim expressivo: o valor mediano situou-se nos 1.561 euros/m², representando um “acréscimo de 12,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior”, indica o INE. Tal como no segmento dos apartamentos, também neste caso a Grande Lisboa lidera, com 2.843 euros/m², e o Algarve surge logo a seguir, com 2.667 euros/m², sendo o Centro (1.147 euros/m²) e o Alentejo (1.279 euros/m²) novamente os territórios mais acessíveis.
Aqui, o valor mediano das moradias T2 subiu 13 euros, para 1.545 euros/m², o das T3 subiu 14 euros, para 1.527 euros/m², e o das T4 46 euros, para 1.654 euros/m². No seu conjunto, estas tipologias representaram 88,2% das avaliações de moradias realizadas no período em análise.
Fonte: Eco.pt
