Governo vai reforçar garantia pública para jovens em 750 milhões

Reforço é explicado pela “forte adesão à garantia pública”, indicou fonte governamental.

O Governo vai reforçar a garantia pública no crédito habitação destinado a jovens até aos 35 anos em 750 milhões de euros, avançou fonte governamental. Trata-se do segundo reforço da garantia do Estado desde o arranque da medida, elevando o envelope total para 2,3 mil milhões de euros.

A decisão do Executivo de Montenegro em reforçar a garantia pública prende-se com a elevada procura de jovens por financiamentos a 100% para comprar casa. “Perante a forte adesão à garantia pública, na contratação de crédito à habitação própria e permanente, o Governo decidiu reforçar esta medida com mais 750 milhões de euros”, indicou a mesma fonte do Executivo citada pelo ECO.

Além disso, este novo aumento do envelope da garantia do Estado, permite “dar resposta aos pedidos de reforço que foram, e que ainda podem vir a ser, solicitados pelas instituições de crédito e sociedades financeiras aderentes”, referiu a fonte governamental ao mesmo meio, que refere que o Ministério das Finanças ainda não fez comentários sobre o tema.

A confirmar-se, este será o segundo reforço da garantia pública desde o arranque da medida há ano e meio, depois de o Governo ter injetado 350 milhões de euros neste regime em setembro. Assim, o envelope total da garantia pública subirá para 2,3 mil milhões de euros, representando um aumento de 48,4% face aos 1.550 milhões de euros que estavam disponíveis até aqui e tratando-se de praticamente o dobro dos 1.200 milhões iniciais, conclui o ECO.

Fonte: Idealista

Compra de casa: quase dois terços da garantia pública usada até março

Ao fim de 15 meses deste programa, o regime foi responsável por 24,3% do total de contratos, informa o BdP.

Os bancos portugueses utilizaram até março 62% do montante total atribuído pelo Estado no âmbito da garantia pública para compra de casa por jovens até aos 35 anos, segundo dados divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).

No total, foram celebrados 32.338 contratos, com um valor de 6.548 milhões de euros desde o início do ano passado ao abrigo deste programa, que permite ao Estado, enquanto fiador, garantir até 15% do valor da transação.

Ao fim de 15 meses deste programa, o regime foi responsável por 24,3% do total de contratos e de 27,8% do montante total contratado, tendo sido garantidos 905 milhões de euros.

Neste período, e no total do país, foram celebrados 133.208 contratos de crédito para a compra de habitação própria e permanente, no montante total de 23.593 milhões de euros.

Entre todos os jovens até aos 35 anos, foram assinados 73.610 contratos de crédito, no valor de 14.162 milhões de euros, o que significa que, nesta faixa etária, 43,9% dos novos contratos e 46,2% do montante foram feitos ao abrigo da garantia.

Apenas no mês de março foram celebrados 2.646 contratos, no valor de 569,2 milhões de euros, os valores mais altos desde o início do regime. Antes de março, o mês com mais contratos ao abrigo da garantia tinha sido outubro (2.641), que também totalizava o montante mais elevado (541,4 milhões de euros).

Neste mês, os contratos ao abrigo da garantia representaram 27,8% do número e 31,4% do montante atribuído para crédito à habitação própria permanente.

Quanto aos jovens até aos 35 anos, 49,7% dos créditos e 51,2% do montante foram contratados no âmbito da garantia.

Portugueses lideram crédito contratado
Os devedores de nacionalidade portuguesa representavam 86% do montante total contratado ao abrigo do regime de garantia do Estado, seguindo-se a nacionalidade brasileira, com um peso de 8%, enquanto as restantes nacionalidades “tinham um peso residual”, refere o BdP.

Na caracterização dos contratantes, cerca de metade dos devedores tinha entre 26 e 30 anos à data do pedido de crédito e 46% tinham ensino superior.

Cerca de 47% dos créditos tinham um valor com mais de 200 mil euros e 84% maturidades acima de 35 anos.

Segundo o BdP, nas regiões do Alentejo, Beira Baixa, Lezíria do Tejo, Terras de Trás-os-Montes, Beiras e Serra da Estrela e Alto Tâmega e Barroso até março deste ano, mais de metade dos contratos de crédito à habitação própria permanente celebrados por jovens foram contratados com a garantia do Estado.

Em sentido inverso, o peso das casas adquiridas por jovens com recurso à garantia foi menor na Grande Lisboa e na Região Autónoma da Madeira, representando cerca de um terço.

A garantia pública para o crédito habitação a jovens até 35 anos (inclusive) aplica-se a contratos assinados até final de 2026 e permite ao Estado garantir, enquanto fiador, até 15% do valor da transação.

Na prática, e conjugando esta garantia com as regras para a concessão de crédito à habitação, a medida permite que os jovens consigam obter 100% do valor da avaliação da casa, em vez dos 90% de limite que vigoram para a generalidade dos clientes.

Fonte: Idealista

Número de casas vendidas em Portugal cresceu 4% num ano

Preço mediano por metro quadrado cresceu 16,1% no país, segundo os dados mais recentes do INE. Setúbal e Coimbra lideram subidas.

O preço mediano das 41.117 casas transacionadas em Portugal no terceiro trimestre de 2025 fixou-se em 2.111 euros por metro quadrado (m2), um aumento de 16,1% face ao mesmo período de 2024 e de 2,2% em relação ao trimestre anterior. Os preços da habitação aceleraram em 12 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, com Coimbra e Setúbal a registarem os maiores acréscimos, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com as estatísticas de Preços da Habitação ao Nível Local do Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de transações de alojamentos familiares em Portugal aumentou 4,0% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

O preço mediano da habitação aumentou, em relação ao período homólogo de 2024, nas 26 sub-regiões NUTS III (Entidades Intermunicipais, como as Comunidades Intermunicipais e as Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto), destacando-se Trás-os-Montes com o maior crescimento (34,3%).

Cinco das seis sub-regiões com preços medianos da habitação mais elevados — Grande Lisboa, Algarve, Península de Setúbal, Região Autónoma da Madeira e Área Metropolitana do Porto — apresentaram também os valores mais elevados em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador (território nacional e estrangeiro).

Na Grande Lisboa e na Área Metropolitana do Porto, o preço mediano das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro superou, respetivamente, em 61,7% e 39,8%, o preço das transações por compradores com domicílio fiscal em território nacional.

Fonte: Idealista

Casas avaliadas pela banca com novo recorde: m2 atinge os 2.105 euros

Em janeiro de 2026, os bancos avaliaram 19.429 apartamentos e 11.887 moradias.

Comprar casa com recurso ao crédito habitação implica sempre uma avaliação bancária, um passo fundamental para aprovação do financiamento. E a verdade é que ao longo dos últimos anos tem-se verificado uma trajetória ascendente na valorização dos imóveis. Em janeiro deste ano não foi diferente: o valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu os 2.105 euros por metro quadrado (m2), um novo máximo histórico.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a avaliação realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação aumentou 24 euros (1,2%) relativamente a dezembro de 2025, e mais 18,7% do que período homólogo. A variação mais acentuada foi registada na Península de Setúbal (27,1%).

Para apurar o valor mediano de avaliação bancária de janeiro de 2026 foram consideradas 31.316 avaliações (19.429 apartamentos e 11.887 moradias), menos 11,2% que no período homólogo, indica o boletim divulgado esta quarta-feira, 25 de fevereiro. Em comparação com o período anterior, realizaram-se menos 3.180 avaliações bancárias, o que corresponde a um decréscimo de 9,2%.

Apartamentos: valor mediano na avaliação bancária cresce 22,8%

O valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi de 2.447 euros/m2, superior em 22,8% face ao mesmo mês de 2025. Os valores mais elevados foram observados na Grande Lisboa (3.269 euros/m2 ) e no Algarve (2.796 euros/m2 ), tendo o Alentejo e o Centro apresentado os valores mais baixos (1.506 euros/m2 e 1.560 euros/m2 respetivamente).

“A Região Autónoma dos Açores apresentou o crescimento homólogo mais expressivo (29,0%), não se tendo verificado qualquer descida. Comparativamente com o mês anterior, o valor de avaliação subiu 1,3% em janeiro, tendo o Oeste e Vale do Tejo registado o maior aumento (2,4%) e a Região Autónoma dos Açores a única descida (-1,6%)”, diz o INE.

Ao nível das tipologias, foram os apartamentos T1, T2 e T3 os mais avaliados pelos bancos representando 92,8% do total. Assim variaram as avaliações bancárias:

Apartamentos T1: valor mediano desceu 14 euros, para 3.099 euros/m2;
Apartamentos T2: valor subiu 34 euros para 2.529 euros/m2;
Apartamentos T3: aumentou 31 euros para 2.121 euros/m2.

Fonte: Idealista

Apoios à habitação: isenção de IMT já chegou a mais de 77 mil jovens

Só em 2025, este regime beneficiou 60.947 jovens que, com este apoio, conseguiram adquirir um total de 41.370 imóveis.

Foi no verão de 2024 que entrou em vigor a isenção do Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e do Imposto de Selo (IS) destinada a apoiar jovens até aos 35 anos na compra da primeira casa. Até então, segundo o Governo, as ajudas já chegaram a mais de 77 mil jovens.

“Só em 2025, este regime beneficiou 60.947 jovens que, com este apoio, conseguiram adquirir um total de 41.370 imóveis para habitação própria e permanente, com um valor médio de aquisição de 205,7 mil euros, tendo sido o montante do benefício médio, por prédio, de 6,3 mil euros”, indica o Executivo, em comunicado.

Desde que as novas regras foram implementadas, em julho de 2024, foram adquiridas 52.649 casas, beneficiando um total de 77 mil jovens.

A isenção do IMT e IS, recorde-se, aplica-se aos jovens até aos 35 anos, na compra da primeira habitação permanente, para imóveis até aos 330.539 euros.

No caso dos mais jovens, além desta isenção parcial ou total de impostos na compra da primeira casa, existe a ainda a possibilidade de estes recorrerem à garantia pública.

“Este regime – que já representa mais de 40% do crédito contratado pelos jovens para aquisição de habitação própria e permanente – permite ao Estado garantir até 15% do valor da transação dos imóveis adquiridos por jovens até aos 35 anos, na compra da primeira habitação própria permanente”, recorda o Governo.

Fonte: Idealista

Novo crédito à habitação bate máximos em 2025 ao atingir 23,3 mil M€

Os bancos emprestaram 23,3 mil milhões de euros em crédito à habitação em 2025, mais 5.900 milhões de euros do que em 2024 e o valor mais elevado desde 2014 (o início da série), segundo o Banco de Portugal.

De acordo com o regulador e supervisor bancário, o aumento foi impulsionado sobretudo pelo crédito a jovens (pessoas até 35 anos), pois representou 60% do montante de novos contratos para habitação própria permanente.

Quanto aos juros dos novos créditos à habitação, a taxa de juro média das novas operações subiu para 2,84% em Dezembro de 2025, depois de dez meses de descidas consecutivas.

Quanto às renegociações de crédito, estas diminuíram 1.900 milhões de euros face a 2024 para 5.900 milhões de euros em 2025, devido sobretudo à queda das renegociações nos créditos à habitação.

Fonte: Diário Imobiliário

Número de vendas de casas em Portugal cresceu 9,8% em 2025

O mercado residencial em Portugal Continental registou em 2025 um novo pico de vendas. Segundo a Confidencial Imobiliária, terão sido transacionados aproximadamente 165 mil fogos, o que representa um crescimento de 9,8% face a 2024 e estabelece um novo máximo histórico de actividade.

Com base nos dados reportados ao SIR – Sistema de Informação Residencial, este volume supera o anterior recorde de 2022, ano em que o mercado registou aproximadamente 161 mil transações, num contexto de retoma após os confinamentos pandémicos. O crescimento verificado em 2025 confirma a trajetória de recuperação iniciada no ano anterior. Já em 2024, o mercado tinha registado um aumento de 14,4% nas vendas, invertendo a quebra de 18,5% observada em 2023, período marcado por um contexto macroeconómico mais restritivo, com taxas de juro elevadas e inflação persistente.

A análise trimestral revela uma procura consistente ao longo do ano de 2025. O primeiro trimestre registou o volume mais baixo, ainda assim próximo das 40 mil transações e apenas 7,6% abaixo do máximo histórico observado no último trimestre de 2024. Nos trimestres seguintes, as vendas situaram-se entre 40,5 mil e 41,5 mil fogos, refletindo uma procura sólida ao longo do ano. Sem prejuízo de manterem elevados níveis de atividade, o 3º e 4º trimestres evidenciaram uma ligeira desaceleração, com variações trimestrais de -1,1% e -1,3%, respetivamente.

O desempenho das vendas ocorreu num contexto de forte valorização dos preços. De acordo com o Índice de Preços Residenciais, em 2025 a habitação vendida em Portugal Continental ficou 23,4% mais cara face ao ano anterior, registando a maior subida anual em quase 40 anos. O preço médio de venda da habitação no país em 2025 atingiu os 2.874€/m2, estabelecendo um novo máximo.

Fonte: Diário Imobiliário

Procura imobiliária desloca-se para o interior, com crescimentos acima de 100% 

A procura por habitação em Portugal está a mudar de geografia. Dados do Imovirtual indicam que, entre 2024 e 2025, os principais centros urbanos perderam procura, enquanto vários concelhos do interior registaram aumentos muito expressivos, em alguns casos superiores a 100%.

Nos mercados tradicionalmente mais procurados, a tendência é de retração. Lisboa registou uma quebra de 13,2% na procura por compra de casa, o Porto caiu 4,3% e as descidas foram ainda mais acentuadas em Vila Nova de Gaia (-29,2%), Cascais (-34,6%) e Sintra (-14,8%). O abrandamento surge num contexto de preços elevados e maior cautela dos compradores.

Em sentido oposto, vários concelhos fora do radar habitual destacaram-se pelo forte crescimento da procura. Vila Nova de Foz Côa lidera, com um aumento de 135,3%, seguida de Alfândega da Fé (+123,3%), Sernancelhe (+106,6%), Murça (+91,9%) e Aljezur (+83,1%). Embora representem ainda uma fatia menor do volume total de pesquisas no portal, estes números apontam para uma mudança clara no comportamento dos compradores.

A evolução da procura acompanha-se de correções significativas nos preços. Em Vila Nova de Foz Côa, o preço médio da oferta desceu 32,3%, para 270.000 euros. Alfândega da Fé registou uma queda de 23,5%, Sernancelhe de 26,5% e Murça de 48,3%, tornando estes mercados substancialmente mais acessíveis face aos grandes centros, onde os valores médios continuam, em muitos casos, acima dos 300.000 euros.

Segundo Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, os dados refletem “uma redistribuição clara da procura imobiliária”, impulsionada por preços mais ajustados e maior margem de decisão fora dos grandes eixos urbanos. “Não se trata de um fenómeno pontual, mas de um sinal consistente de mudança”, sublinha.

O movimento sugere uma abertura crescente a territórios alternativos, onde fatores como preço e qualidade de vida ganham peso, apontando para uma redefinição gradual do mapa imobiliário português.

Fonte: Diário Imobiliário

Mercado mantém aceleração: habitação sobe 1,6% no primeiro mês do ano

Os preços de venda das casas em Portugal Continental registaram um aumento mensal de 1,6% em Janeiro deste ano, confirmando que o mercado residencial mantém a trajectória de forte valorização observada o longo de 2025. Em termos homólogos, Janeiro de 2026 apresenta uma variação de 23,4%, mantendo este indicador nos níveis mais elevados das últimas quatro décadas. Os dados são divulgados pela Confidencial Imobiliário no âmbito do Índice de Preços Residenciais, o qual acompanha a evolução dos preços efectivos de transacção no país desde 1988.

Em 2025, os preços de venda das casas no país subiram 23,4%, mais que duplicando o crescimento de 11,0% registado em 2024. A valorização apurada no final de 2025 resulta de um contexto de fortes aumentos mensais. Com efeito, com excepção de Maio – mês em que os preços estabilizaram, com uma variação em cadeia de 0,2% -, as subidas mensais posicionaram-se entre os 1,0% e 2,7%, situando-se maioritariamente acima de 1,7%.

Ricardo Guimarães, director da Confidencial Imobiliário, considera que a nova valorização registada em Janeiro, após um ano já marcado por fortes subidas como foi 2025, era expectável. Segundo o responsável, enquanto a oferta continuar incapaz de responder ao nível da procura — mantendo-se um desequilíbrio estrutural no mercado — dificilmente se assistirá a uma inversão da tendência de crescimento dos preços.

O reforço da oferta, sobretudo nos segmentos dirigidos à classe média, será determinante para aliviar a pressão. Caso contrário, não são previsíveis ajustamentos relevantes no curto prazo. Ainda assim, Guimarães admite que a escalada contínua dos valores poderá começar a condicionar a procura, lembrando que no último trimestre de 2025 já se verificou um ligeiro abrandamento no número de transacções realizadas.

O nível de preços alcançado na média das transacções reflecte a forte valorização observada no último ano. De acordo com os dados do SIR-Sistema de Informação Residencial, o valor médio de venda das casas em Portugal Continental fixou-se em 3.058€/m2 em Janeiro, considerando um período acumulado de três meses.

Fonte: Diário Imobiliário 

Taxa de juro do crédito à habitação desce para 3,11% em Janeiro

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se em 3,111% em Janeiro de 2026, refletindo uma descida de 1,9 pontos base face a Dezembro (3,130%) – revela hoje o INE.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro recuou ligeiramente para 2,847%, face aos 2,850% registados em dezembro.

A prestação média mensal situou-se nos 399 euros, mais 2 euros do que no mês anterior e em linha com o valor observado em Janeiro de 2025. A componente de juros representou 48,9% do total da prestação.

Já nos contratos mais recentes, a prestação média subiu 1 euro, para 676 euros, o que corresponde a um aumento homólogo de 12,5%.

Fonte: Diário Imobiliário