CASAS PRÉ-FABRICADAS BIFAMILIARES – Como funcionam e quais as vantagens

As casas pré-fabricadas bifamiliares apresentam diferentes configurações, adaptadas ao terreno, à orientação solar e ao nível de privacidade desejado entre as duas habitações. Entre os modelos mais comuns encontram-se soluções lado a lado, unidades sobrepostas, duplex internos e versões térreas.

As soluções lado a lado garantem maior independência, com entradas separadas e jardins próprios. Já as unidades sobrepostas são ideais para terrenos mais pequenos, enquanto os duplex oferecem uma organização semelhante à moradia tradicional em dois pisos. As versões térreas são indicadas para quem privilegia acessibilidade total.

Existem também moradias bifamiliares tradicionais que podem ser adaptadas a este modelo, dividindo o imóvel em duas áreas independentes. Um exemplo é uma moradia que foi transformada em bifamiliar com duas cozinhas, duas entradas independentes e dois jardins, permitindo que seja utilizada como unifamiliar, bifamiliar ou até para alojamento local .

Materiais e soluções construtivas modernas

Nas casas pré-fabricadas bifamiliares, a utilização de madeira tem ganho destaque, sobretudo através de sistemas X-LAM e estruturas em painel. Estes sistemas permitem maior rapidez de construção, excelente isolamento térmico e acústico e um desempenho energético eficiente.

A estrutura em madeira destaca-se pela leveza e flexibilidade de projeto, enquanto o X-LAM oferece maior rigidez estrutural e comportamento robusto. Em alternativa, também existem soluções híbridas com metal ou betão, usadas em projetos que exigem maior rapidez de execução ou condições específicas do terreno.

Distribuição interior e alternativas no mercado

A organização interior das casas pré-fabricadas bifamiliares segue um padrão funcional. No rés do chão encontra-se normalmente a zona social, com sala, cozinha e espaço de apoio, enquanto o piso superior é dedicado aos quartos e zonas privadas. Os espaços exteriores, como jardins, varandas e terraços, são essenciais para o conforto diário.

As áreas variam entre soluções compactas e moradias mais amplas, podendo ultrapassar os 300 m² no total do edifício. Esta flexibilidade permite adaptar as casas pré-fabricadas bifamiliares a diferentes perfis de utilização, desde habitação permanente até investimento.

O mercado disponibiliza também moradias bifamiliares construídas por métodos tradicionais. Estas opções podem já estar concluídas ou em fase de obra, oferecendo uma solução mais imediata para quem não pretende acompanhar o processo construtivo. Estas moradias apresentam características semelhantes, como entradas independentes, jardins privados e distribuição funcional dos espaços.

Vantagens de optar por uma solução bifamiliar

Optar por uma casa pré-fabricada bifamiliar traz várias vantagens:

– Otimização do terreno: duas habitações no mesmo lote

– Redução de custos: partilha de infraestruturas e construção mais eficiente

– Privacidade garantida: entradas independentes e espaços exteriores próprios

– Flexibilidade de uso: pode servir para habitação de duas gerações da mesma família ou para rentabilização através de arrendamento Algumas moradias bifamiliares tradicionais oferecem ainda a vantagem de terem pisos independentes com cozinhas e casas de banho completas, permitindo que cada fração funcione de forma autónoma.

APOIOS À HABITAÇÃO – Quais são e qual escolher

O acesso à habitação continua a ser um dos maiores desafios para as famílias portuguesas, especialmente para os jovens. Em 2026, existem vários apoios públicos disponíveis para quem quer arrendar ou comprar casa. Conheça os principais programas, os requisitos e como se candidatar.

Porta 65 Jovem

Porta 65 Jovem é o principal apoio ao arrendamento para jovens entre os 18 e os 35 anos (inclusive) . No caso de um casal, um dos elementos pode ter até 37 anos, desde que o outro não ultrapasse os 35 . Este programa, gerido pelo Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), paga uma parte da renda mensalmente . Até setembro de 2025, mais de 45.600 jovens beneficiaram do programa, com um apoio médio de 275 euros por mês .

Porta 65+

Porta 65+ é uma modalidade do Porta 65, sem limite de idade, dirigida a agregados com quebra de rendimentos superior a 20% face ao ano anterior ou a famílias monoparentais . O apoio funciona de forma semelhante ao Porta 65 Jovem, mas destina-se a quem já está no mercado de arrendamento e passou a ter dificuldades em suportar a renda .

Importante: não é possível acumular os dois apoios, o agregado deve escolher apenas uma modalidade .

Além do Porta 65, existem outros mecanismos de apoio :

Arrendamento Apoiado: disponibiliza imóveis do Estado com rendas calculadas em função dos rendimentos do agregado

Programa de Arrendamento Acessível: permite arrendar casas com valores pelo menos 20% abaixo do valor de referência do mercado

Apoios à compra de casa

O crédito habitação jovem continua a ser uma das principais vias de acesso à primeira habitação. Em 2026, estão disponíveis apoios como a isenção de IMT e Imposto do Selo para jovens até aos 35 anos na compra de habitação própria e permanente. É aconselhável consultar a Autoridade Tributária ou um intermediário de crédito especializado para confirmar a elegibilidade.

Qual o melhor apoio para si?

A escolha do apoio depende da sua situação específica. Se é jovem e procura a primeira casa arrendada, o Porta 65 Jovem é a melhor opção. Se enfrenta uma quebra de rendimentos, independentemente da idade, o Porta 65+ pode ser mais adequado.

Antes de se candidatar, analise:

– A sua composição familiar

– Os rendimentos do agregado

– O valor da renda e a zona onde pretende viver

– Os requisitos específicos de cada programa

VENDER EM JULHO – Estratégias para um mercado mais cauteloso

Julho chegou. O verão está no auge, as férias começaram e o mercado imobiliário parece abrandar. Mas isso não significa que seja uma má altura para vender. Significa apenas que é preciso uma estratégia diferente.

Julho tem uma característica que pode ser uma grande vantagem para quem vende: quem procura casa nesta altura está, regra geral, mais decidido . As famílias que querem mudar-se antes do novo ano letivo, os investidores com tempo livre para visitar e as pessoas em transição forçada (por mudança de trabalho, herança ou separação) não estão a “ver por ver”, estão a comprar a sério .

Além disso, a concorrência pode ser menor . Muitos proprietários retiram os imóveis do mercado durante o verão com receio de não conseguir vender, o que significa que o seu imóvel pode ganhar mais destaque .

As vantagens

– Menos concorrência: menos casas no mercado significa mais visibilidade para o seu imóvel 

– Compradores mais focados: quem procura nesta altura está mais determinado a comprar 

– Dias mais longos e mais luz: os imóveis mostram-se no seu melhor, com fotografias mais bonitas e visitas mais agradáveis 

– Espaços exteriores valorizados: varandas, terraços e jardins são protagonistas nesta época 

Os desafios (e como superá-los)

Desafio 1: Menos pessoas disponíveis – Muitos estão de férias e isso pode reduzir o número de visitas.

Como superar: Esteja disponível para horários alternativos (manhãs, fins de semana, tardes) e responda rapidamente a todos os contactos .

Desafio 2: Burocracias mais lentas – Bancos e serviços públicos podem ter horários reduzidos .

Como superar: Mantenha toda a documentação do imóvel pronta e organizada para que o processo não dependa de terceiros.

Desafio 3: O imóvel pode parecer menos acolhedor no calor – Uma casa abafada não convida à visita.

Como superar: Areje o imóvel antes das visitas. Invista num ambiente fresco e agradável – ar condicionado, cortinas corridas e plantas ajudam a transmitir uma sensação de conforto .

Por isso, vale mesmo a pena vender em julho?

Sim. Julho pode ser um excelente mês para vender, se tiver uma estratégia clara e um imóvel bem apresentado. É o mês da qualidade sobre a quantidade. Menos visitas, mas mais decisivas. Menos concorrência, mas mais visibilidade.

Se está a pensar vender, não espere pelo outono. A oportunidade pode estar mesmo aqui, no verão.

CRÉDITO HABITAÇÃO JOVEM – Vale a pena esperar por 2027?

Desde 2024, o crédito habitação jovem tem ajudado milhares de jovens a comprar a primeira casa. Mais de 77 mil já o fizeram graças a este apoio. Mas há uma data que preocupa: 31 de dezembro de 2026.

A garantia pública, que permite financiamento a 100% do valor do imóvel, está apenas garantida até essa data. Se não for renovada, quem esperar por 2027 pode perder benefícios importantes. E com a Euribor a subir novamente, o adiamento pode sair mais caro do que parece.

O que pode perder se esperar?

Se as medidas terminarem, os jovens podem perder:

Isenção de IMT e Imposto do Selo, uma poupança que pode ultrapassar os 15 mil euros.

Garantia pública do Estado, que permite financiar até 100% da casa (sem precisar de dar os 10% de entrada).

Condições especiais de financiamento, como spreads mais baixos e taxas competitivas.

A diferença entre comprar em 2026 ou em 2027 pode ser de dezenas de milhares de euros ao longo do empréstimo. E ninguém garante que os apoios vão continuar. Mesmo que algumas medidas se mantenham, as condições podem ser menos vantajosas.

O que fazer então?

Se está a pensar comprar casa e tem menos de 35 anos, o momento de decidir é agora. Não significa que tenha de comprar amanhã. Mas sim que deve:

Simular o seu orçamento e perceber se consegue avançar.

Comparar propostas de crédito habitação jovem em vários bancos.

Pedir ajuda a um intermediário de crédito ou a uma imobiliária de confiança.

Não adiar a decisão sem ter a certeza de que não vai perder benefícios.

    Esperar por 2027 pode ser arriscado. Por isso, se está elegível e tem condições, 2026 pode ser o momento certo para dar o passo. Fale com quem percebe do assunto e tome uma decisão informada.

    VENDER A CASA DE FAMÍLIA – Como lidar com o lado emocional do processo

    Vender uma casa nunca é apenas uma transação financeira. Quando essa casa é a casa de família – aquela onde se cresceu, onde os filhos deram os primeiros passos, onde as festas de Natal aconteceram ano após ano – o desafio vai muito além do preço certo ou da melhor proposta.

    O lado emocional pesa. E pesa muito. Mas é possível atravessar este processo com equilíbrio, sem negar os sentimentos e tomando decisões acertadas para o futuro.

    Porque dói tanto vender a casa de família?

    Uma casa de família não é apenas um imóvel. É um depósito de memórias. É o quarto onde se aprendeu a ler. A cozinha onde a avó fazia o bolo de aniversário. O jardim onde os netos brincaram pela primeira vez.

    Desfazer-se dela é, de certa forma, despedir-se de uma parte da própria história. E essa despedida pode gerar culpa, ansiedade e até conflitos entre familiares.

    É normal sentir tudo isto. O primeiro passo para lidar com a situação é reconhecer que a emoção faz parte do processo e não tentar ignorá-la.

    1. Dê tempo ao luto simbólico

    Antes de colocar a casa no mercado, permita-se um momento de despedida. Percorra cada divisão. Recorde os momentos felizes. Tire fotografias. Leve um objeto simbólico (uma planta, um quadro, uma chave antiga) para a nova casa. Este ritual ajuda a fechar um ciclo de forma consciente.

    2. Envolva a família, mas não deixe que a emoção paralise

    É importante ouvir todos os envolvidos, especialmente se houver irmãos ou outros herdeiros. Mas atenção: a saudade não pode impedir uma decisão prática. Se a casa está vazia, precisa de manutenção ou já não serve as necessidades atuais da família, vender pode ser o ato mais amoroso — libertar o património para novos projetos.

    3. Confie em profissionais que entendem a sensibilidade do processo

    Uma agência imobiliária com experiência em vendas de heranças ou casas de família faz toda a diferença. Na H Imobiliária, tratamos cada processo com o respeito e a discrição que merece. Sabemos quando falar e quando simplesmente ouvir. E ajudamos a tomar decisões com o coração e com a cabeça.

    4. Foque-se no futuro, não apenas no passado

    Pergunte a si mesmo: o que esta venda vai permitir? Comprar uma casa mais adequada à fase atual da vida? Ajudar os filhos a dar entrada na primeira casa? Garantir uma reforma mais tranquila? O dinheiro da venda não apaga as memórias, mas pode construir novas histórias.

    Na H Imobiliária, ajudamos famílias a fazer esta transição com tranquilidade. Desde a avaliação justa do imóvel até ao acompanhamento em cada etapa, estamos ao seu lado, para que a despedida seja digna e o recomeço seja feliz.

    CERTIDÃO PREDIAL – IRN lança emissão imediata online e simplifica compra de casa

    O Instituto dos Registos e Notariado (IRN) lançou um novo serviço digital que permite emitir certidões prediais online de forma imediata. A plataforma simplifica o acesso a um documento essencial para comprar, vender ou financiar um imóvel, eliminando etapas manuais e reduzindo drasticamente o tempo de espera. Com este sistema, o pedido é feito totalmente online e concluído em poucos minutos após validação do pagamento.

    A certidão predial reúne toda a informação jurídica atualizada sobre um imóvel: identificação do proprietário, hipotecas, penhoras ou outros encargos associados. O documento é obrigatório em operações como compra e venda de habitação e contratos de crédito habitação. Sem ele, nenhuma transação imobiliária avança com segurança.

    O pedido online pode ser feito através de autenticação com Cartão de Cidadão, Chave Móvel Digital ou certificados profissionais de advogados, notários e solicitadores. Basta pesquisar o imóvel pelo número de descrição predial ou artigo matricial, pagar por multibanco ou cartão de crédito, e obter o código de acesso quase de imediato. O sistema abrange prédios urbanos, rústicos e mistos.

    A nova plataforma inclui uma área reservada onde o utilizador pode acompanhar pedidos e aceder às certidões durante o período de validade de seis meses. É ainda possível renovar a certidão no último mês de validade, evitando novos pedidos completos.

    Com esta aposta na digitalização, o IRN pretende reduzir burocracia e tornar os serviços mais rápidos e acessíveis para cidadãos e profissionais do setor imobiliário.

    SEGURO HABITAÇÃO – Novo fundo de catástrofes garante apoio financeiro às famílias mais vulneráveis

    O seguro de habitação vai passar a ser obrigatório em Portugal. A medida faz parte da criação de um fundo de catástrofes naturais e sísmicas e abrange também as empresas, protegendo instalações físicas e estruturas produtivas.

    O novo modelo garante acesso universal ao seguro, com apoio financeiro para as famílias mais vulneráveis pagarem o prémio. A ideia é partilhar o risco e tornar o sistema sustentável.

    Fundo de catástrofes: Como funciona

    O fundo de catástrofes será financiado para responder a riscos como sismos e fenómenos naturais extremos. O objetivo é reduzir a dependência do Estado e garantir uma resposta mais rápida em caso de catástrofe. O setor segurador terá um papel ativo na gestão deste fundo.

    O que muda para si

    Se tem uma casa: vai ter de contratar seguro obrigatório, mas as famílias com menos recursos terão ajuda financeira

    Se tem uma empresa: as instalações e estruturas produtivas também passam a ser obrigadas a ter seguro

    Em caso de catástrofe: o fundo garante uma resposta mais rápida e eficaz para todos

    Com esta mudança, Portugal passa a ter um sistema integrado de proteção contra catástrofes. E o objetivo é simples: proteger as famílias e as empresas, garantindo que ninguém fica desprotegido perante a força da natureza.

    DIA MUNDIAL DA BICICLETA – Conheça as melhores rotas para desfrutar do mar e do rio na Figueira

    A Figueira da Foz tem uma qualidade que poucas cidades podem ostentar: o mar e o rio encontram-se aqui. Esta particularidade geográfica torna o concelho um verdadeiro paraíso para quem gosta de pedalar, com cenários que mudam a cada quilómetro, da imensidão azul do Atlântico à calma serena do Mondego.

    No Dia Mundial da Bicicleta, nada melhor do que propor um roteiro sobre duas rodas para (re)descobrir a nossa terra. E o melhor: há percursos para todos os gostos e níveis de preparação física.

    Rota 1: Marginal e Cabedelo (Fácil | 10-15 km)

    Onde começar: Avenida Marginal, junto ao Forte de Santa Catarina

    Este é o percurso clássico, perfeito para quem quer um passeio tranquilo sem grandes exigências. A ciclovia da Marginal acompanha o mar, com vista direta para a Praia da Claridade e para o horizonte infinito. O som das ondas acompanha o pedal do início ao fim.

    O trajeto segue até à zona do Cabedelo, atravessando a ponte pedonal sobre o Mondego. Do outro lado, o mundo muda de cor: o rio encontra o mar, as dunas desenham a paisagem e o pinhal oferece sombra para uma pausa merecida.

    No regresso, o pôr do sol sobre o mar é um espetáculo que ninguém deve perder.

    Rota 2: Percurso Fluvial até à Foz do Mondego (Fácil | 12-18 km)

    Onde começar: Zona ribeirinha, junto à ponte Edgar Cardoso

    Para quem prefere a tranquilidade do rio à imensidão do mar, este percurso é a escolha certa. A ciclovia que acompanha o Mondego, desde a ponte Edgar Cardoso até à foz, é plana, segura e muito agradável.

    De um lado, o rio calmo. Do outro, campos verdes e salinas que ainda resistem ao tempo. É um passeio que convida à contemplação, ideal para fazer em família ou para quem quer apenas desacelerar o ritmo.

    A meta é a própria foz, onde o rio se entrega ao mar.

    Rota 3: Serra da Boa Viagem (Moderado | 20-25 km)

    Onde começar: Base da serra, junto ao parque de merendas

    Este percurso já exige mais preparo físico, mas a recompensa está à altura. A subida pela Serra da Boa Viagem é feita por estradas florestais tranquilas, com poucos carros e muito ar puro. A vegetação densa cria uma atmosfera de verdadeiro refúgio natural.

    O grande prémio é o Miradouro do Bode, no alto da serra. Lá de cima, a vista sobre a Figueira, o mar, o rio e a costa até à Nazaré é simplesmente indescritível.

    A descida é um convite à liberdade.

    Rota 4: Quiaios e Praia da Tocha (Desafiante | 35-45 km)

    Onde começar: Junto à Praia de Quiaios

    Para os ciclistas mais experientes, a rota que sobe a costa norte a partir de Quiaios é um verdadeiro deleite. O percurso acompanha o litoral, com a imensidão do Atlântico sempre presente.

    As dunas, os areais e a vegetação rasteira compõem uma paisagem quase selvagem. A Praia da Tocha, no final do trajeto, é um convite a um mergulho reparador no verão.

    O regresso pelo interior, entre campos agrícolas e pequenas aldeias, oferece um contraste bonito entre o mar e a terra.

    Agora só basta escolher uma rota e descobrir a Figueira como nunca viu.

    JANELAS EFICIENTES – O investimento que se paga sozinho na fatura da luz

    Com os preços da energia a manterem-se elevados, há cada vez mais famílias a procurar formas de reduzir as suas faturas sem abrir mão do conforto. Entre todas as soluções disponíveis, há um investimento que se destaca pela relação entre custo e benefício: a substituição de janelas antigas por modelos eficientes.

    Não é apenas uma questão de estética ou de valorização do imóvel. É uma decisão que impacta diretamente o bolso, mês após mês, durante todo o ano.

    A maioria das casas mais antigas ainda conserva as janelas originais: caixilharia simples, vidro único, materiais pouco isolantes. O resultado é simples de explicar: o calor que aquece a casa no inverno escapa-se pelas frestas; o fresco do ar condicionado no verão dissipa-se em minutos.

    Estima-se que 30 a 40% da perda de energia de uma casa acontece através das janelas. Na prática, isto significa que o dinheiro gasto a aquecer ou arrefecer a casa está, literalmente, a sair pela janela.

    As janelas eficientes foram desenhadas para resolver exatamente este problema. Os elementos que fazem a diferença são:

    Vidro duplo ou triplo: duas ou três camadas de vidro com uma câmara de ar (ou gás inerte) entre elas, que funciona como barreira térmica

    Caixilharia com corte térmico: materiais (PVC, alumínio com rutura térmica ou madeira) que não transmitem calor nem frio

    Vedações de qualidade: borrachas e perfis que impedem as infiltrações de ar, água e ruído

    O resultado é uma casa mais quente no inverno, mais fresca no verão e muito mais silenciosa em qualquer altura do ano.

    Quanto se pode poupar?

    Os números variam consoante o tamanho da casa, a exposição solar e os hábitos de consumo, mas os estudos apontam para poupanças anuais na fatura de energia entre 20% e 35%.

    Um exemplo prático: uma família que gasta 1 500 € por ano em aquecimento e arrefecimento pode passar a gastar cerca de 1 000 €, poupando 500 € por ano. Ao longo de 10 anos, a poupança acumulada ultrapassa os 5 000€ – um valor que facilmente cobre o investimento inicial e ainda sobra.

    Para além da poupança financeira, as janelas eficientes trazem benefícios que não se traduzem em números, mas que fazem toda a diferença no dia a dia:

    Adeus às correntes de ar: sentar-se perto da janela no inverno deixa de ser um ato de coragem

    Menos ruído: o som da rua, dos vizinhos ou do trânsito fica lá fora

    Condensação reduzida: menos humidade, menos bolor, menos problemas de saúde

    Maior segurança: as janelas modernas são mais resistentes e difíceis de arrombar

    Para quem pensa vender a casa no futuro, as janelas eficientes são um fator de valorização reconhecido. Compradores informados sabem que um imóvel com boa eficiência energética significa menos despesas mensais e mais conforto – dois argumentos de venda poderosos.

    Além disso, a certificação energética do imóvel melhora significativamente, o que pode influenciar positivamente o preço de venda e a atratividade do imóvel no mercado.

    Vale a pena investir?

    Sim. Para a maioria das casas com janelas antigas, a substituição por soluções eficientes é um dos investimentos com melhor retorno que se pode fazer na habitação.

    O investimento inicial pode ser significativo, uma moradia média pode gastar entre 5 000€ e 15 000€ na substituição de todas as janelas, mas a poupança acumulada ao longo dos anos, aliada ao conforto e à valorização do imóvel, faz com que o investimento se pague sozinho.

    Quer saber mais sobre como valorizar o seu imóvel com pequenos (ou grandes) investimentos? A H Imobiliária está aqui para ajudar.

    BUPI – Registo de Imóveis Obrigatório para Entidades Públicas até 2027

    registo de imóveis no BUPi continua a progredir em Portugal, com cerca de 42% da área nacional já identificada. O sistema, criado para simplificar o cadastro predial, soma milhões de matrizes registadas, abrangendo grande parte dos municípios sem cadastro completo. Atualmente, o registo de imóveis no BUPi cobre 39% das matrizes no continente e 9% na Madeira, refletindo diferenças regionais na implementação.

    nova legislação estabelece que o registo de imóveis no BUPi passa a ser obrigatório para entidades públicas. Estado, regiões autónomas, autarquias e institutos públicos devem concluir o registo dos imóveis do domínio privado até ao final de 2027. Esta medida pretende reforçar o conhecimento do território e melhorar a gestão pública. Ao mesmo tempo, o registo de imóveis no BUPi contribui para aumentar a transparência e a segurança nas transações imobiliárias, ao garantir informação mais precisa sobre localização e limites dos prédios.

    O processo de registo de imóveis no BUPi mantém-se gratuito até ao final de setembro para propriedades de menor dimensão, passando depois a ter custos associados. Além disso, a identificação georreferenciada passa a ser exigida em candidaturas a apoios financeiros ligados a terrenos rústicos ou mistos.

    Em termos territoriais, alguns municípios destacam-se pelo nível de execução do registo de imóveis no BUPi, com percentagens elevadas de propriedades identificadas. Este progresso permite uma melhor planificação do território, apoio à prevenção de riscos e desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes. Com a evolução do sistema, o registo de imóveis no BUPi assume um papel central na modernização administrativa e no conhecimento detalhado do território nacional.