BOTIJA SOLIDÁRIA – Programa reforça apoio às famílias com 25 euros por Botija

O programa Botija Solidária regressa em 2026 com um reforço significativo do apoio às famílias. A medida abrange todo o território nacional e será operacionalizada através das juntas de freguesia aderentes, permitindo alargar o acesso a este incentivo. O objetivo é apoiar agregados em situação de vulnerabilidade económica na aquisição de botijas de gás, num contexto ainda marcado pela subida dos preços da energia.

Criado em 2022, inicialmente com a designação Bilha Solidária, o programa surgiu para mitigar o impacto do aumento dos custos energéticos nos orçamentos familiares. Apesar de se manter ativo desde então, enfrentou desafios como falta de divulgação e processos burocráticos, que limitaram o seu alcance junto de potenciais beneficiários.

A principal novidade do programa Botija Solidária é o aumento da comparticipação, que passa para 25 euros por botija de gás durante um período inicial de três meses. Este reforço representa uma subida face aos 15 euros anteriormente atribuídos, depois de já ter sido fixado em 10 euros numa fase inicial. Esta atualização surge como resposta ao agravamento do custo de vida e às pressões nos mercados energéticos, procurando aliviar o peso desta despesa essencial para muitas famílias.

Para beneficiar do programa Botija Solidária, os consumidores elegíveis, nomeadamente beneficiários de determinadas prestações sociais, devem adquirir a botija de gás e guardar a respetiva fatura com número de contribuinte. Posteriormente, o pedido de reembolso é feito junto de uma junta ou união de freguesias aderente. Este modelo pretende simplificar o acesso ao apoio, embora continue a exigir algum nível de organização por parte dos beneficiários. A proximidade das juntas de freguesia é vista como uma vantagem na operacionalização do programa, facilitando o contacto direto com as populações.

O reforço do programa Botija Solidária surge num contexto de elevada pressão sobre os orçamentos familiares, em particular devido ao aumento dos custos energéticos. A iniciativa resulta de uma parceria com o Fundo Ambiental e pretende garantir continuidade a um apoio considerado essencial para muitas famílias. A expectativa é que, com maior divulgação e simplificação dos procedimentos, o impacto desta medida seja mais abrangente, chegando a um maior número de beneficiários em todo o país.

HERANÇAS INDIVISAS – Venda de casas divide Tribunais e Fisco

A venda de casas em heranças indivisas continua a gerar uma forte divergência entre tribunais e a Autoridade Tributária. Enquanto o Supremo Tribunal Administrativo tem afastado, em regra, a tributação de mais-valias, o Tribunal Central Administrativo Sul decidiu recentemente que a venda de imóveis concretos antes da partilha está sujeita a IRS. Esta decisão reabre a incerteza para os contribuintes, sobretudo num momento em que o Governo pretende agilizar a venda de imóveis herdados ainda não partilhados.

O caso analisado remonta à venda, em 2017, de duas frações autónomas em Lisboa por herdeiros de uma herança indivisa. A Autoridade Tributária considerou que existiam mais-valias tributáveis, mas o tribunal de primeira instância entendeu tratar-se de uma cessão de quinhão hereditário, afastando o imposto. Contudo, o Tribunal Central Administrativo Sul veio alterar essa interpretação. Os juízes concluíram que os herdeiros venderam bens imóveis concretos e não apenas a sua quota na herança, considerando que houve uma transmissão onerosa de propriedade sujeita a tributação em IRS, repondo uma liquidação superior a 71 mil euros.

O ponto central deste debate está na distinção entre vender o quinhão hereditário ou vender imóveis específicos. Enquanto a herança se mantém indivisa, os herdeiros detêm apenas uma quota ideal e não direitos sobre bens concretos. Segundo o Supremo Tribunal Administrativo, a venda dessa quota não configura uma transmissão de propriedade imobiliária e, por isso, não gera mais-valias. No entanto, quando são vendidos imóveis concretos com identificação e preço definido, o entendimento pode ser diferente. Esta distinção torna-se decisiva para determinar se há ou não lugar ao pagamento de IRS.

A coexistência de decisões diferentes entre tribunais e a posição da Autoridade Tributária cria um cenário de incerteza para os contribuintes. O Fisco continua a defender que a venda de imóveis concretos em heranças indivisas deve ser tributada, posição agora reforçada pelo Tribunal Central Administrativo Sul. Já o Supremo Tribunal Administrativo tem seguido uma linha mais favorável aos contribuintes, considerando que, sem partilha, não existe verdadeira transmissão de propriedade.

Na prática, a forma como a venda é estruturada pode ser determinante: vender o quinhão hereditário ou um imóvel específico pode significar pagar ou não imposto. Este conflito jurídico indica que o tema está longe de resolvido e que novos litígios poderão continuar a surgir. A venda de casas em heranças indivisas volta assim a levantar dúvidas fiscais, com decisões opostas sobre pagamento de IRS em Portugal.

ESCAPADINHA DE FIM DE SEMANA – O refúgio perfeito para descansar e sair da rotina na Figueira

A correria do dia a dia, o trabalho, os compromissos… Chega o fim de semana e o corpo pede uma pausa. Uma escapadinha de dois dias para desconectar, respirar fundo e recarregar energias. E para quem já vive na Figueira, o privilégio é ainda maior: não é preciso viajar para longe para encontrar um refúgio.

Sábado: Sentir o mar e deixar-se levar

Comece o dia com um passeio pela Avenida Marginal. O som das ondas, a brisa do mar e a extensão de areia da Praia da Claridade convidam a um momento de contemplação. Pare num dos cafés com esplanada e deixe o stress da semana para trás.

A tarde oferece opções para todos os gostos. Se o tempo estiver ameno, a Praia da Claridade ou a Praia do Cabedelo são o refúgio ideal. Para quem prefere explorar, suba ao Farol da Figueira da Foz, no Cabo Mondego, onde a vista sobre o oceano e a cidade é de tirar o fôlego. Ou embarque num passeio de barco pelo rio Mondego, que revela uma outra perspetiva da cidade.

À noite, a Figueira é conhecida pela sua gastronomia de excelência. Reserve mesa num dos restaurantes da zona do Forte ou da Praia da Claridade. O peixe fresco grelhado, o arroz de marisco e as caldeiradas são obrigatórios. Termine com as tigeladas, uma tentação difícil de resistir.

Domingo: Natureza e passeio

Reserve a manhã para um contacto mais profundo com a natureza. O Cabedelo, com as suas dunas e pinhal, é perfeito para uma caminhada tranquila. A praia fluvial é um dos locais mais procurados para quem quer um banho de rio.

Se preferir algo mais elevado, a Serra da Boa Viagem oferece miradouros de cortar a respiração, como o Miradouro do Bode, onde a vista sobre o oceano e a cidade se estende até perder de vista.

Antes de encerrar o fim de semana, passe pela zona histórica, entre ruas de pedra e casas antigas, e leve no olhar a sensação de ter recarregado baterias. O melhor de tudo? Não há viagem de regresso longa. O descanso está mesmo ao lado.

Onde ficar (para quem recebe visitantes)

Para quem recebe amigos ou familiares de fora, a Figueira oferece desde hotéis de charme à beira-mar a apartamentos modernos no centro e moradias com jardim. Para uma escapadinha de dois dias, ficar perto da Marginal ou da Praia da Claridade permite aproveitar o melhor da cidade sem depender de transportes.

O descanso está mesmo aqui

Uma escapadinha na Figueira é a oportunidade de sair da rotina sem sair de casa, de respirar novos ares e de redescobrir a cidade onde se vive. Para quem é da Figueira, há sempre um recanto por explorar, um pôr do sol por apreciar, uma mesa de restaurante onde ainda não se sentou. O melhor? Não é preciso fazer as malas para encontrar descanso. Está mesmo aqui.

HERANÇAS – Governo permite venda de heranças indivisas por apenas um herdeiro

O Governo pretende avançar com novas regras para resolver o problema das heranças indivisas em Portugal. A proposta, que deverá ser aprovada em Conselho de Ministros, visa facilitar a resolução de conflitos entre herdeiros e colocar mais imóveis no mercado.

A iniciativa surge como resposta à crise da habitação e à necessidade de aumentar a oferta de casas disponíveis para venda ou arrendamento. Além disso, o executivo pretende também melhorar a gestão de terrenos rurais, contribuindo para a prevenção de incêndios florestais.

Atualmente, milhares de imóveis permanecem anos sem utilização devido à falta de acordo entre herdeiros. Com as novas regras para heranças indivisas, bastará um único herdeiro para iniciar o processo que permita terminar a indivisão. Até agora, bastava a oposição de um herdeiro para bloquear a partilha da herança.

A proposta prevê que, após dois anos da aceitação da herança, e caso não exista acordo sobre a divisão dos bens, um herdeiro possa requerer a venda do imóvel através de um processo judicial específico. Esta medida aplica-se tanto a imóveis urbanos como rurais. O herdeiro que iniciar o processo terá de apresentar uma avaliação do imóvel, podendo os restantes herdeiros apresentar avaliações adicionais, sendo depois definido um preço-base para a venda.

Depois de reunidas as avaliações, caberá ao tribunal definir a modalidade de venda do imóvel, podendo recorrer ao leilão eletrónico ou a outros modelos de alienação. Os restantes herdeiros terão igualmente a possibilidade de adquirir o imóvel, igualando o valor estabelecido no processo de venda. Caso algum herdeiro se oponha ao procedimento, poderá apresentar oposição no prazo de 30 dias após a notificação judicial, cabendo ao tribunal a decisão final.

O Governo considera que as heranças indivisas são responsáveis por uma parte significativa dos imóveis devolutos existentes no país. Estima-se que existam cerca de 300 mil casas vazias em Portugal, muitas delas presas em processos de herança sem resolução. Nos prédios rústicos, o fenómeno é ainda mais expressivo, com estimativas a apontar para cerca de 3,4 milhões de propriedades associadas a heranças indivisas, num universo de aproximadamente 11,5 milhões de prédios rurais.

Ao permitir que um herdeiro inicie o processo de venda, o executivo espera desbloquear património imobiliário que permanece parado há décadas. A medida poderá aumentar a oferta de habitação, dinamizar o mercado e contribuir também para uma melhor gestão do território.

REMODELAÇÕES EM ALTA – Portugueses investem em conforto e valorização do imóvel

Os portugueses estão cada vez mais a apostar em remodelações nas suas casas. O conforto, a funcionalidade e a valorização do imóvel são os principais motores deste investimento, que tem vindo a crescer de forma consistente.

O cliente nacional e proprietário de habitação própria é o que mais investe em obras de remodelação, representando 83,3% dos casos. Seguem-se os investidores para arrendamento e as empresas/comércio, cada um com 27,8%, enquanto as famílias jovens representam 22,2% e os clientes com mais de 50 anos apenas 11,1%. Este perfil revela que os portugueses valorizam cada vez mais intervenções estratégicas na sua habitação, priorizando obras que proporcionam conforto, funcionalidade e valorização a médio e longo prazo.

No que diz respeito aos valores investidos, a faixa mais comum situa-se entre os 30 000 e os 50 000 euros, representando 33,3% dos casos. Seguem-se as faixas entre 5 000 e 15 000 euros e entre 15 000 e 30 000 euros, cada uma com 22,2%. Investimentos acima de 50 000 euros correspondem a 16,7%, enquanto os pequenos investimentos, até 5 000 euros, representam apenas 5,6%.

As remodelações gerais lideram as intervenções mais procuradas, seguidas pela renovação de cozinhas. Cresce também a criação de espaços em open space e as melhorias em pátios e jardins, refletindo a procura por maior conforto e qualidade de vida.

O principal motivo para investir em remodelações é o conforto, apontado por 27,8% dos clientes, seguido do investimento (22,2%), da valorização do imóvel e da adaptação às necessidades familiares (16,7% cada) e da manutenção (11,1%).

Durante o último ano, 55,6% dos clientes revelaram maior sensibilidade ao preço, enquanto 33,3% preferiram soluções chave-na-mão, onde o cliente define o projeto e a empresa trata de todo o processo. A sustentabilidade também ganhou espaço, com 11,1% a optar por materiais mais eficientes e processos de obra ambientalmente responsáveis.

O mercado de remodelações mostra assim consumidores mais informados e criteriosos, que valorizam conforto, segurança e acompanhamento profissional em todas as fases da obra, com decisões cada vez mais ponderadas e estratégicas.

IMT JOVEM – Heranças e doações podem impedir isenção

O regime do IMT Jovem tem gerado dúvidas após um esclarecimento da Autoridade Tributária (AT). A interpretação oficial veio confirmar que a posse de imóveis adquiridos por herança ou doação, mesmo que parcial, pode impedir o acesso à isenção.

Isto significa que muitos jovens que nunca compraram casa, mas herdaram ou receberam um imóvel de familiares, podem ficar excluídos do benefício fiscal.

Heranças e doações contam para exclusão

De acordo com a AT, o regime do IMT Jovem não distingue a forma de aquisição. Tanto compras como heranças e doações são consideradas para efeitos de exclusão.

O critério é simples: se o jovem já é titular de direitos sobre imóveis habitacionais, perde o acesso à isenção. A forma como adquiriu esse direito não interessa.

Titularidade parcial também impede

Outro ponto importante: não é necessário deter a totalidade de um imóvel para perder o benefício. A posse de uma quota-parte ou da nua propriedade é suficiente para afastar o IMT Jovem.

Além disso, a análise considera os três anos anteriores à compra. Se o jovem deteve direitos sobre imóveis nesse período, mesmo que já não seja proprietário, o acesso à isenção fica comprometido.

Quem fica excluído?

–  Quem herdou uma casa de um familiar

– Quem recebeu um imóvel por doação de pais ou avós

– Quem tem uma quota-parte numa herança ainda não partilhada

– Quem deteve um imóvel nos últimos três anos

Em todos estes casos, o IMT Jovem não se aplica, mesmo que o jovem nunca tenha comprado uma casa.

Antes de avançar, consulte um profissional para confirmar a sua elegibilidade. Na H Imobiliária, recomendamos que os nossos clientes procurem aconselhamento especializado para evitar surpresas desagradáveis.

USUFRUTO VITALÍCIO – Vender casa mantendo o direito a viver nela está a crescer em Portugal

Em Portugal, a possibilidade de vender a casa mantendo usufruto vitalício está a afirmar-se como uma solução cada vez mais procurada pela população sénior. Este modelo permite ao proprietário vender o imóvel, libertando capital, mas mantendo o direito de nele viver até ao fim da vida.

Num país marcado pelo envelhecimento demográfico, com cerca de 2,5 milhões de idosos, esta alternativa surge como resposta a um dilema frequente: como obter liquidez financeira sem abdicar da casa onde se construiu uma vida inteira.

Liquidez financeira sem perda de estabilidade

Para muitos reformados, a casa representa o principal ativo patrimonial, mas também um bem carregado de significado emocional. Vender significava, até há pouco tempo, sair do lar. Hoje, o usufruto vitalício permite equilibrar estas duas dimensões: transformar património imobiliário em capital disponível, mantendo estabilidade residencial.

Este modelo garante segurança financeira num contexto de aumento do custo de vida e maior longevidade, permitindo reforçar rendimentos, apoiar familiares ou simplesmente viver com maior tranquilidade.

Uma tendência em crescimento

A procura por esta solução tem aumentado de forma consistente. A maior parte dos contactos concentra-se na Grande Lisboa (cerca de 45%), seguida do Porto (22%), estando o restante distribuído pelo restante território nacional.

Estes números refletem uma necessidade crescente de alternativas flexíveis e ajustadas à realidade sénior, sobretudo em zonas urbanas onde o valor dos imóveis permite libertar montantes significativos de capital.

Mais do que uma venda: um modelo integrado

O usufruto vitalício está também a integrar uma abordagem mais ampla à habitação sénior. Para além da componente financeira, surgem soluções complementares como assistência domiciliária, cuidados de saúde, seguros ou serviços de apoio à manutenção da casa.

O objetivo é criar um verdadeiro ecossistema de suporte, que permita aos idosos permanecer no seu ambiente habitual com conforto, autonomia e dignidade. A permanência no lar, sempre que possível, tem impacto direto na qualidade de vida e no bem-estar emocional.

Uma alternativa estratégica para gerir património

Mais do que uma solução pontual, este modelo representa uma mudança estrutural na forma como o património imobiliário pode ser gerido na terceira idade. Permite transformar um ativo pouco líquido em recursos financeiros disponíveis, sem comprometer a habitação.

Para muitas famílias, trata-se de uma decisão estratégica que equilibra estabilidade, planeamento financeiro e qualidade de vida. Num contexto em que a longevidade aumenta e as necessidades evoluem, vender a casa mantendo usufruto vitalício está a tornar-se uma opção cada vez mais racional e sustentável.

No fundo, é uma solução que permite algo simples, mas essencial: continuar em casa, com maior segurança financeira e tranquilidade para o futuro.

VENDER NA PRIMAVERA – 7 dicas para preparar a sua casa para as visitas

A Primavera é, tradicionalmente, uma das melhores épocas para vender casa. Os dias são mais longos, há mais luz natural e os compradores estão mais ativos no mercado. No entanto, colocar o imóvel à venda nesta altura não é suficiente, é fundamental garantir que está preparado para causar uma excelente primeira impressão.

Se está a pensar vender na primavera, estes sete pontos podem fazer toda a diferença nas visitas.

1. Aproveite ao máximo a luz natural

A Primavera oferece uma vantagem clara: mais horas de luz. Abra estores e cortinas, limpe vidros e elimine obstáculos que bloqueiem a entrada de luz. Casas luminosas transmitem imediatamente sensação de espaço, conforto e bem-estar.

2. Cuide dos espaços exteriores

Varandas, terraços e jardins ganham protagonismo nesta estação. Pequenos gestos como aparar plantas, lavar pavimentos exteriores ou adicionar alguns apontamentos verdes podem transformar completamente a perceção do imóvel. O exterior deve convidar a imaginar momentos ao ar livre.

3. Faça pequenas reparações

Portas que rangem, torneiras a pingar ou paredes com marcas visíveis podem criar uma perceção de desleixo. Antes de iniciar as visitas, assegure-se de que tudo está funcional e cuidado. Pequenas intervenções têm um impacto significativo na confiança do comprador.

4. Despersonalize os espaços

O objetivo é permitir que quem visita consiga imaginar-se a viver ali. Fotografias muito pessoais, objetos demasiado específicos ou decoração excessivamente marcada podem dificultar essa identificação. Um ambiente neutro, mas acolhedor, facilita a projeção.

5. Reorganize e simplifique

Menos é mais. Retirar mobiliário em excesso melhora a circulação e valoriza a dimensão das divisões. A organização transmite a ideia de que a casa é prática e bem mantida, dois fatores que pesam bastante na decisão de compra.

6. Garanta um ambiente fresco e agradável

A Primavera pede leveza. Aposte em têxteis mais claros, areje a casa antes das visitas e evite odores intensos. Um ambiente limpo e fresco contribui para uma experiência positiva e memorável.

7. Prepare a casa como se fosse a primeira vez

Mesmo que já viva no imóvel há anos, tente olhá-lo com o olhar de quem o visita pela primeira vez. Pergunte-se: o que destaca? O que pode distrair? Pequenos ajustes estratégicos podem valorizar pontos fortes que passam despercebidos no dia a dia.

MUDANÇA DE CASA – Como tornar o processo mais leve e organizado

A mudança de casa marca quase sempre o início de uma nova fase. Pode representar crescimento, recomeço ou simplesmente a necessidade de um espaço mais ajustado à realidade atual. No entanto, apesar do entusiasmo, é também um processo exigente, que envolve decisões práticas e uma forte carga emocional.

A boa notícia é que, com planeamento e organização, é possível tornar esta transição muito mais leve.

Comece a preparar com antecedência

Um dos maiores erros numa mudança de casa é deixar tudo para a última semana. Quanto mais cedo começar a organizar tarefas, menor será o stress acumulado. Criar uma lista com prazos, serviços a tratar, contratos a atualizar e caixas a preparar ajuda a manter o controlo do processo.

Dividir a mudança em pequenas etapas torna tudo mais simples e menos esmagador.

Desapegue antes de empacotar

Mudar de casa é a oportunidade ideal para rever o que realmente faz sentido manter. Ao invés de transportar tudo automaticamente, aproveite para selecionar, doar ou descartar objetos que já não têm utilidade.

Além de reduzir o volume da mudança, este exercício cria uma sensação de renovação e leveza. Levar apenas o essencial facilita o recomeço.

Organize por categorias, não por divisões

Uma estratégia eficaz é empacotar por categorias (roupa, livros, utensílios, decoração) em vez de apenas por divisões. Identifique todas as caixas de forma clara e mantenha os itens essenciais separados para os primeiros dias na nova casa.

Ter à mão documentos importantes, artigos de higiene e algumas peças de roupa evita a sensação de desorganização inicial.

Prepare a nova casa antes da chegada

Se possível, limpe e organize o novo espaço antes de levar as caixas. Confirmar que eletricidade, água e internet estão ativos evita contratempos desnecessários. Pequenos detalhes, como instalar cortinas ou montar a cama logo no primeiro dia, fazem toda a diferença na sensação de conforto.

Criar rapidamente um ambiente funcional ajuda a transformar o espaço em “casa” mais depressa.

Dê espaço às emoções

Uma mudança não é apenas logística. Há memórias, rotinas e hábitos associados à casa anterior. É natural sentir alguma nostalgia, mesmo quando a decisão foi positiva.

Reconhecer esse lado emocional permite viver a transição de forma mais equilibrada. Ao mesmo tempo, encarar o novo espaço como uma oportunidade de crescimento ajuda a criar entusiasmo pelo futuro.

Transforme a mudança num novo começo

Em vez de encarar a mudança como um momento caótico, tente vê-la como um marco de evolução. Organizar, simplificar e recomeçar são processos que trazem clareza e renovação.

No fundo, mudar de casa não é apenas trocar de morada. É ajustar o espaço à pessoa que é hoje, e abrir caminho para a próxima etapa da sua vida.

COMPRAR CASA – Pode ser até 550 euros mais barato por mês do que arrendar

A decisão entre comprar casa ou arrendar sempre foi um dos grandes dilemas no mercado imobiliário. No entanto, o contexto atual veio alterar de forma significativa esta equação. Com rendas historicamente elevadas e uma recente descida das taxas de juro, comprar casa pode, em muitos casos, representar uma poupança mensal que chega aos 550 euros.

Arrendar está cada vez mais caro

O mercado de arrendamento continua marcado por escassez de oferta e valores elevados, sobretudo nas principais cidades. A procura supera largamente a disponibilidade de imóveis, pressionando os preços para níveis que absorvem uma parte substancial do rendimento das famílias.

Em muitas situações, a renda mensal de um apartamento de tipologia média ultrapassa valores que, há poucos anos, seriam considerados prestação bancária para compra de habitação própria. Esta realidade tem levado muitos agregados a reavaliar as suas opções e a olhar para a compra como uma alternativa financeiramente mais equilibrada.

A descida dos juros mudou o cenário

Após o pico das taxas de juro verificado desde 2022, o alívio gradual na política monetária trouxe algum equilíbrio às prestações do crédito à habitação. Com juros mais moderados, o valor mensal a pagar ao banco tornou-se mais previsível e, em muitos casos, inferior ao custo do arrendamento.

Esta diferença é hoje particularmente visível em várias zonas urbanas. Em cidades como o Porto, por exemplo, arrendar um apartamento com cerca de 80 metros quadrados pode ultrapassar os 1 390 euros mensais. Já a compra de um imóvel com características semelhantes poderá implicar encargos na ordem dos 1 040 euros por mês, mesmo considerando despesas como IMI, condomínio e manutenção.

A diferença aproxima-se dos 350 a 550 euros mensais, dependendo do caso concreto, o que representa uma poupança significativa ao longo do ano.

Comprar deixou de ser apenas estabilidade, passou a ser estratégia

Durante muitos anos, comprar casa foi encarado sobretudo como uma decisão associada à estabilidade pessoal e familiar. Hoje, para muitas famílias, trata-se também de uma escolha racional do ponto de vista financeiro.

Enquanto a renda é um custo sem retorno patrimonial, a prestação do crédito contribui para a construção de património próprio. Além disso, a previsibilidade da prestação bancária, especialmente em contratos com taxa fixa ou mista, permite maior controlo sobre o orçamento familiar.

A decisão continua a depender do perfil de cada família

Naturalmente, comprar casa implica um investimento inicial, custos de escritura e entrada própria, fatores que devem ser cuidadosamente ponderados. No entanto, num mercado onde as rendas continuam elevadas e os juros mostram sinais de estabilização, a diferença mensal entre comprar e arrendar tornou-se demasiado relevante para ser ignorada.

Em muitos casos, comprar casa deixou de ser apenas um objetivo a longo prazo e passou a ser, simplesmente, a opção mais económica no presente.