VENDER A CASA DE FAMÍLIA – Como lidar com o lado emocional do processo

Vender uma casa nunca é apenas uma transação financeira. Quando essa casa é a casa de família – aquela onde se cresceu, onde os filhos deram os primeiros passos, onde as festas de Natal aconteceram ano após ano – o desafio vai muito além do preço certo ou da melhor proposta.

O lado emocional pesa. E pesa muito. Mas é possível atravessar este processo com equilíbrio, sem negar os sentimentos e tomando decisões acertadas para o futuro.

Porque dói tanto vender a casa de família?

Uma casa de família não é apenas um imóvel. É um depósito de memórias. É o quarto onde se aprendeu a ler. A cozinha onde a avó fazia o bolo de aniversário. O jardim onde os netos brincaram pela primeira vez.

Desfazer-se dela é, de certa forma, despedir-se de uma parte da própria história. E essa despedida pode gerar culpa, ansiedade e até conflitos entre familiares.

É normal sentir tudo isto. O primeiro passo para lidar com a situação é reconhecer que a emoção faz parte do processo e não tentar ignorá-la.

1. Dê tempo ao luto simbólico

Antes de colocar a casa no mercado, permita-se um momento de despedida. Percorra cada divisão. Recorde os momentos felizes. Tire fotografias. Leve um objeto simbólico (uma planta, um quadro, uma chave antiga) para a nova casa. Este ritual ajuda a fechar um ciclo de forma consciente.

2. Envolva a família, mas não deixe que a emoção paralise

É importante ouvir todos os envolvidos, especialmente se houver irmãos ou outros herdeiros. Mas atenção: a saudade não pode impedir uma decisão prática. Se a casa está vazia, precisa de manutenção ou já não serve as necessidades atuais da família, vender pode ser o ato mais amoroso — libertar o património para novos projetos.

3. Confie em profissionais que entendem a sensibilidade do processo

Uma agência imobiliária com experiência em vendas de heranças ou casas de família faz toda a diferença. Na H Imobiliária, tratamos cada processo com o respeito e a discrição que merece. Sabemos quando falar e quando simplesmente ouvir. E ajudamos a tomar decisões com o coração e com a cabeça.

4. Foque-se no futuro, não apenas no passado

Pergunte a si mesmo: o que esta venda vai permitir? Comprar uma casa mais adequada à fase atual da vida? Ajudar os filhos a dar entrada na primeira casa? Garantir uma reforma mais tranquila? O dinheiro da venda não apaga as memórias, mas pode construir novas histórias.

Na H Imobiliária, ajudamos famílias a fazer esta transição com tranquilidade. Desde a avaliação justa do imóvel até ao acompanhamento em cada etapa, estamos ao seu lado, para que a despedida seja digna e o recomeço seja feliz.

CERTIDÃO PREDIAL – IRN lança emissão imediata online e simplifica compra de casa

O Instituto dos Registos e Notariado (IRN) lançou um novo serviço digital que permite emitir certidões prediais online de forma imediata. A plataforma simplifica o acesso a um documento essencial para comprar, vender ou financiar um imóvel, eliminando etapas manuais e reduzindo drasticamente o tempo de espera. Com este sistema, o pedido é feito totalmente online e concluído em poucos minutos após validação do pagamento.

A certidão predial reúne toda a informação jurídica atualizada sobre um imóvel: identificação do proprietário, hipotecas, penhoras ou outros encargos associados. O documento é obrigatório em operações como compra e venda de habitação e contratos de crédito habitação. Sem ele, nenhuma transação imobiliária avança com segurança.

O pedido online pode ser feito através de autenticação com Cartão de Cidadão, Chave Móvel Digital ou certificados profissionais de advogados, notários e solicitadores. Basta pesquisar o imóvel pelo número de descrição predial ou artigo matricial, pagar por multibanco ou cartão de crédito, e obter o código de acesso quase de imediato. O sistema abrange prédios urbanos, rústicos e mistos.

A nova plataforma inclui uma área reservada onde o utilizador pode acompanhar pedidos e aceder às certidões durante o período de validade de seis meses. É ainda possível renovar a certidão no último mês de validade, evitando novos pedidos completos.

Com esta aposta na digitalização, o IRN pretende reduzir burocracia e tornar os serviços mais rápidos e acessíveis para cidadãos e profissionais do setor imobiliário.

SEGURO HABITAÇÃO – Novo fundo de catástrofes garante apoio financeiro às famílias mais vulneráveis

O seguro de habitação vai passar a ser obrigatório em Portugal. A medida faz parte da criação de um fundo de catástrofes naturais e sísmicas e abrange também as empresas, protegendo instalações físicas e estruturas produtivas.

O novo modelo garante acesso universal ao seguro, com apoio financeiro para as famílias mais vulneráveis pagarem o prémio. A ideia é partilhar o risco e tornar o sistema sustentável.

Fundo de catástrofes: Como funciona

O fundo de catástrofes será financiado para responder a riscos como sismos e fenómenos naturais extremos. O objetivo é reduzir a dependência do Estado e garantir uma resposta mais rápida em caso de catástrofe. O setor segurador terá um papel ativo na gestão deste fundo.

O que muda para si

Se tem uma casa: vai ter de contratar seguro obrigatório, mas as famílias com menos recursos terão ajuda financeira

Se tem uma empresa: as instalações e estruturas produtivas também passam a ser obrigadas a ter seguro

Em caso de catástrofe: o fundo garante uma resposta mais rápida e eficaz para todos

Com esta mudança, Portugal passa a ter um sistema integrado de proteção contra catástrofes. E o objetivo é simples: proteger as famílias e as empresas, garantindo que ninguém fica desprotegido perante a força da natureza.

DIA MUNDIAL DA BICICLETA – Conheça as melhores rotas para desfrutar do mar e do rio na Figueira

A Figueira da Foz tem uma qualidade que poucas cidades podem ostentar: o mar e o rio encontram-se aqui. Esta particularidade geográfica torna o concelho um verdadeiro paraíso para quem gosta de pedalar, com cenários que mudam a cada quilómetro, da imensidão azul do Atlântico à calma serena do Mondego.

No Dia Mundial da Bicicleta, nada melhor do que propor um roteiro sobre duas rodas para (re)descobrir a nossa terra. E o melhor: há percursos para todos os gostos e níveis de preparação física.

Rota 1: Marginal e Cabedelo (Fácil | 10-15 km)

Onde começar: Avenida Marginal, junto ao Forte de Santa Catarina

Este é o percurso clássico, perfeito para quem quer um passeio tranquilo sem grandes exigências. A ciclovia da Marginal acompanha o mar, com vista direta para a Praia da Claridade e para o horizonte infinito. O som das ondas acompanha o pedal do início ao fim.

O trajeto segue até à zona do Cabedelo, atravessando a ponte pedonal sobre o Mondego. Do outro lado, o mundo muda de cor: o rio encontra o mar, as dunas desenham a paisagem e o pinhal oferece sombra para uma pausa merecida.

No regresso, o pôr do sol sobre o mar é um espetáculo que ninguém deve perder.

Rota 2: Percurso Fluvial até à Foz do Mondego (Fácil | 12-18 km)

Onde começar: Zona ribeirinha, junto à ponte Edgar Cardoso

Para quem prefere a tranquilidade do rio à imensidão do mar, este percurso é a escolha certa. A ciclovia que acompanha o Mondego, desde a ponte Edgar Cardoso até à foz, é plana, segura e muito agradável.

De um lado, o rio calmo. Do outro, campos verdes e salinas que ainda resistem ao tempo. É um passeio que convida à contemplação, ideal para fazer em família ou para quem quer apenas desacelerar o ritmo.

A meta é a própria foz, onde o rio se entrega ao mar.

Rota 3: Serra da Boa Viagem (Moderado | 20-25 km)

Onde começar: Base da serra, junto ao parque de merendas

Este percurso já exige mais preparo físico, mas a recompensa está à altura. A subida pela Serra da Boa Viagem é feita por estradas florestais tranquilas, com poucos carros e muito ar puro. A vegetação densa cria uma atmosfera de verdadeiro refúgio natural.

O grande prémio é o Miradouro do Bode, no alto da serra. Lá de cima, a vista sobre a Figueira, o mar, o rio e a costa até à Nazaré é simplesmente indescritível.

A descida é um convite à liberdade.

Rota 4: Quiaios e Praia da Tocha (Desafiante | 35-45 km)

Onde começar: Junto à Praia de Quiaios

Para os ciclistas mais experientes, a rota que sobe a costa norte a partir de Quiaios é um verdadeiro deleite. O percurso acompanha o litoral, com a imensidão do Atlântico sempre presente.

As dunas, os areais e a vegetação rasteira compõem uma paisagem quase selvagem. A Praia da Tocha, no final do trajeto, é um convite a um mergulho reparador no verão.

O regresso pelo interior, entre campos agrícolas e pequenas aldeias, oferece um contraste bonito entre o mar e a terra.

Agora só basta escolher uma rota e descobrir a Figueira como nunca viu.

JANELAS EFICIENTES – O investimento que se paga sozinho na fatura da luz

Com os preços da energia a manterem-se elevados, há cada vez mais famílias a procurar formas de reduzir as suas faturas sem abrir mão do conforto. Entre todas as soluções disponíveis, há um investimento que se destaca pela relação entre custo e benefício: a substituição de janelas antigas por modelos eficientes.

Não é apenas uma questão de estética ou de valorização do imóvel. É uma decisão que impacta diretamente o bolso, mês após mês, durante todo o ano.

A maioria das casas mais antigas ainda conserva as janelas originais: caixilharia simples, vidro único, materiais pouco isolantes. O resultado é simples de explicar: o calor que aquece a casa no inverno escapa-se pelas frestas; o fresco do ar condicionado no verão dissipa-se em minutos.

Estima-se que 30 a 40% da perda de energia de uma casa acontece através das janelas. Na prática, isto significa que o dinheiro gasto a aquecer ou arrefecer a casa está, literalmente, a sair pela janela.

As janelas eficientes foram desenhadas para resolver exatamente este problema. Os elementos que fazem a diferença são:

Vidro duplo ou triplo: duas ou três camadas de vidro com uma câmara de ar (ou gás inerte) entre elas, que funciona como barreira térmica

Caixilharia com corte térmico: materiais (PVC, alumínio com rutura térmica ou madeira) que não transmitem calor nem frio

Vedações de qualidade: borrachas e perfis que impedem as infiltrações de ar, água e ruído

O resultado é uma casa mais quente no inverno, mais fresca no verão e muito mais silenciosa em qualquer altura do ano.

Quanto se pode poupar?

Os números variam consoante o tamanho da casa, a exposição solar e os hábitos de consumo, mas os estudos apontam para poupanças anuais na fatura de energia entre 20% e 35%.

Um exemplo prático: uma família que gasta 1 500 € por ano em aquecimento e arrefecimento pode passar a gastar cerca de 1 000 €, poupando 500 € por ano. Ao longo de 10 anos, a poupança acumulada ultrapassa os 5 000€ – um valor que facilmente cobre o investimento inicial e ainda sobra.

Para além da poupança financeira, as janelas eficientes trazem benefícios que não se traduzem em números, mas que fazem toda a diferença no dia a dia:

Adeus às correntes de ar: sentar-se perto da janela no inverno deixa de ser um ato de coragem

Menos ruído: o som da rua, dos vizinhos ou do trânsito fica lá fora

Condensação reduzida: menos humidade, menos bolor, menos problemas de saúde

Maior segurança: as janelas modernas são mais resistentes e difíceis de arrombar

Para quem pensa vender a casa no futuro, as janelas eficientes são um fator de valorização reconhecido. Compradores informados sabem que um imóvel com boa eficiência energética significa menos despesas mensais e mais conforto – dois argumentos de venda poderosos.

Além disso, a certificação energética do imóvel melhora significativamente, o que pode influenciar positivamente o preço de venda e a atratividade do imóvel no mercado.

Vale a pena investir?

Sim. Para a maioria das casas com janelas antigas, a substituição por soluções eficientes é um dos investimentos com melhor retorno que se pode fazer na habitação.

O investimento inicial pode ser significativo, uma moradia média pode gastar entre 5 000€ e 15 000€ na substituição de todas as janelas, mas a poupança acumulada ao longo dos anos, aliada ao conforto e à valorização do imóvel, faz com que o investimento se pague sozinho.

Quer saber mais sobre como valorizar o seu imóvel com pequenos (ou grandes) investimentos? A H Imobiliária está aqui para ajudar.

BUPI – Registo de Imóveis Obrigatório para Entidades Públicas até 2027

registo de imóveis no BUPi continua a progredir em Portugal, com cerca de 42% da área nacional já identificada. O sistema, criado para simplificar o cadastro predial, soma milhões de matrizes registadas, abrangendo grande parte dos municípios sem cadastro completo. Atualmente, o registo de imóveis no BUPi cobre 39% das matrizes no continente e 9% na Madeira, refletindo diferenças regionais na implementação.

nova legislação estabelece que o registo de imóveis no BUPi passa a ser obrigatório para entidades públicas. Estado, regiões autónomas, autarquias e institutos públicos devem concluir o registo dos imóveis do domínio privado até ao final de 2027. Esta medida pretende reforçar o conhecimento do território e melhorar a gestão pública. Ao mesmo tempo, o registo de imóveis no BUPi contribui para aumentar a transparência e a segurança nas transações imobiliárias, ao garantir informação mais precisa sobre localização e limites dos prédios.

O processo de registo de imóveis no BUPi mantém-se gratuito até ao final de setembro para propriedades de menor dimensão, passando depois a ter custos associados. Além disso, a identificação georreferenciada passa a ser exigida em candidaturas a apoios financeiros ligados a terrenos rústicos ou mistos.

Em termos territoriais, alguns municípios destacam-se pelo nível de execução do registo de imóveis no BUPi, com percentagens elevadas de propriedades identificadas. Este progresso permite uma melhor planificação do território, apoio à prevenção de riscos e desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes. Com a evolução do sistema, o registo de imóveis no BUPi assume um papel central na modernização administrativa e no conhecimento detalhado do território nacional.

BOTIJA SOLIDÁRIA – Programa reforça apoio às famílias com 25 euros por Botija

O programa Botija Solidária regressa em 2026 com um reforço significativo do apoio às famílias. A medida abrange todo o território nacional e será operacionalizada através das juntas de freguesia aderentes, permitindo alargar o acesso a este incentivo. O objetivo é apoiar agregados em situação de vulnerabilidade económica na aquisição de botijas de gás, num contexto ainda marcado pela subida dos preços da energia.

Criado em 2022, inicialmente com a designação Bilha Solidária, o programa surgiu para mitigar o impacto do aumento dos custos energéticos nos orçamentos familiares. Apesar de se manter ativo desde então, enfrentou desafios como falta de divulgação e processos burocráticos, que limitaram o seu alcance junto de potenciais beneficiários.

A principal novidade do programa Botija Solidária é o aumento da comparticipação, que passa para 25 euros por botija de gás durante um período inicial de três meses. Este reforço representa uma subida face aos 15 euros anteriormente atribuídos, depois de já ter sido fixado em 10 euros numa fase inicial. Esta atualização surge como resposta ao agravamento do custo de vida e às pressões nos mercados energéticos, procurando aliviar o peso desta despesa essencial para muitas famílias.

Para beneficiar do programa Botija Solidária, os consumidores elegíveis, nomeadamente beneficiários de determinadas prestações sociais, devem adquirir a botija de gás e guardar a respetiva fatura com número de contribuinte. Posteriormente, o pedido de reembolso é feito junto de uma junta ou união de freguesias aderente. Este modelo pretende simplificar o acesso ao apoio, embora continue a exigir algum nível de organização por parte dos beneficiários. A proximidade das juntas de freguesia é vista como uma vantagem na operacionalização do programa, facilitando o contacto direto com as populações.

O reforço do programa Botija Solidária surge num contexto de elevada pressão sobre os orçamentos familiares, em particular devido ao aumento dos custos energéticos. A iniciativa resulta de uma parceria com o Fundo Ambiental e pretende garantir continuidade a um apoio considerado essencial para muitas famílias. A expectativa é que, com maior divulgação e simplificação dos procedimentos, o impacto desta medida seja mais abrangente, chegando a um maior número de beneficiários em todo o país.

HERANÇAS INDIVISAS – Venda de casas divide Tribunais e Fisco

A venda de casas em heranças indivisas continua a gerar uma forte divergência entre tribunais e a Autoridade Tributária. Enquanto o Supremo Tribunal Administrativo tem afastado, em regra, a tributação de mais-valias, o Tribunal Central Administrativo Sul decidiu recentemente que a venda de imóveis concretos antes da partilha está sujeita a IRS. Esta decisão reabre a incerteza para os contribuintes, sobretudo num momento em que o Governo pretende agilizar a venda de imóveis herdados ainda não partilhados.

O caso analisado remonta à venda, em 2017, de duas frações autónomas em Lisboa por herdeiros de uma herança indivisa. A Autoridade Tributária considerou que existiam mais-valias tributáveis, mas o tribunal de primeira instância entendeu tratar-se de uma cessão de quinhão hereditário, afastando o imposto. Contudo, o Tribunal Central Administrativo Sul veio alterar essa interpretação. Os juízes concluíram que os herdeiros venderam bens imóveis concretos e não apenas a sua quota na herança, considerando que houve uma transmissão onerosa de propriedade sujeita a tributação em IRS, repondo uma liquidação superior a 71 mil euros.

O ponto central deste debate está na distinção entre vender o quinhão hereditário ou vender imóveis específicos. Enquanto a herança se mantém indivisa, os herdeiros detêm apenas uma quota ideal e não direitos sobre bens concretos. Segundo o Supremo Tribunal Administrativo, a venda dessa quota não configura uma transmissão de propriedade imobiliária e, por isso, não gera mais-valias. No entanto, quando são vendidos imóveis concretos com identificação e preço definido, o entendimento pode ser diferente. Esta distinção torna-se decisiva para determinar se há ou não lugar ao pagamento de IRS.

A coexistência de decisões diferentes entre tribunais e a posição da Autoridade Tributária cria um cenário de incerteza para os contribuintes. O Fisco continua a defender que a venda de imóveis concretos em heranças indivisas deve ser tributada, posição agora reforçada pelo Tribunal Central Administrativo Sul. Já o Supremo Tribunal Administrativo tem seguido uma linha mais favorável aos contribuintes, considerando que, sem partilha, não existe verdadeira transmissão de propriedade.

Na prática, a forma como a venda é estruturada pode ser determinante: vender o quinhão hereditário ou um imóvel específico pode significar pagar ou não imposto. Este conflito jurídico indica que o tema está longe de resolvido e que novos litígios poderão continuar a surgir. A venda de casas em heranças indivisas volta assim a levantar dúvidas fiscais, com decisões opostas sobre pagamento de IRS em Portugal.

ESCAPADINHA DE FIM DE SEMANA – O refúgio perfeito para descansar e sair da rotina na Figueira

A correria do dia a dia, o trabalho, os compromissos… Chega o fim de semana e o corpo pede uma pausa. Uma escapadinha de dois dias para desconectar, respirar fundo e recarregar energias. E para quem já vive na Figueira, o privilégio é ainda maior: não é preciso viajar para longe para encontrar um refúgio.

Sábado: Sentir o mar e deixar-se levar

Comece o dia com um passeio pela Avenida Marginal. O som das ondas, a brisa do mar e a extensão de areia da Praia da Claridade convidam a um momento de contemplação. Pare num dos cafés com esplanada e deixe o stress da semana para trás.

A tarde oferece opções para todos os gostos. Se o tempo estiver ameno, a Praia da Claridade ou a Praia do Cabedelo são o refúgio ideal. Para quem prefere explorar, suba ao Farol da Figueira da Foz, no Cabo Mondego, onde a vista sobre o oceano e a cidade é de tirar o fôlego. Ou embarque num passeio de barco pelo rio Mondego, que revela uma outra perspetiva da cidade.

À noite, a Figueira é conhecida pela sua gastronomia de excelência. Reserve mesa num dos restaurantes da zona do Forte ou da Praia da Claridade. O peixe fresco grelhado, o arroz de marisco e as caldeiradas são obrigatórios. Termine com as tigeladas, uma tentação difícil de resistir.

Domingo: Natureza e passeio

Reserve a manhã para um contacto mais profundo com a natureza. O Cabedelo, com as suas dunas e pinhal, é perfeito para uma caminhada tranquila. A praia fluvial é um dos locais mais procurados para quem quer um banho de rio.

Se preferir algo mais elevado, a Serra da Boa Viagem oferece miradouros de cortar a respiração, como o Miradouro do Bode, onde a vista sobre o oceano e a cidade se estende até perder de vista.

Antes de encerrar o fim de semana, passe pela zona histórica, entre ruas de pedra e casas antigas, e leve no olhar a sensação de ter recarregado baterias. O melhor de tudo? Não há viagem de regresso longa. O descanso está mesmo ao lado.

Onde ficar (para quem recebe visitantes)

Para quem recebe amigos ou familiares de fora, a Figueira oferece desde hotéis de charme à beira-mar a apartamentos modernos no centro e moradias com jardim. Para uma escapadinha de dois dias, ficar perto da Marginal ou da Praia da Claridade permite aproveitar o melhor da cidade sem depender de transportes.

O descanso está mesmo aqui

Uma escapadinha na Figueira é a oportunidade de sair da rotina sem sair de casa, de respirar novos ares e de redescobrir a cidade onde se vive. Para quem é da Figueira, há sempre um recanto por explorar, um pôr do sol por apreciar, uma mesa de restaurante onde ainda não se sentou. O melhor? Não é preciso fazer as malas para encontrar descanso. Está mesmo aqui.

HERANÇAS – Governo permite venda de heranças indivisas por apenas um herdeiro

O Governo pretende avançar com novas regras para resolver o problema das heranças indivisas em Portugal. A proposta, que deverá ser aprovada em Conselho de Ministros, visa facilitar a resolução de conflitos entre herdeiros e colocar mais imóveis no mercado.

A iniciativa surge como resposta à crise da habitação e à necessidade de aumentar a oferta de casas disponíveis para venda ou arrendamento. Além disso, o executivo pretende também melhorar a gestão de terrenos rurais, contribuindo para a prevenção de incêndios florestais.

Atualmente, milhares de imóveis permanecem anos sem utilização devido à falta de acordo entre herdeiros. Com as novas regras para heranças indivisas, bastará um único herdeiro para iniciar o processo que permita terminar a indivisão. Até agora, bastava a oposição de um herdeiro para bloquear a partilha da herança.

A proposta prevê que, após dois anos da aceitação da herança, e caso não exista acordo sobre a divisão dos bens, um herdeiro possa requerer a venda do imóvel através de um processo judicial específico. Esta medida aplica-se tanto a imóveis urbanos como rurais. O herdeiro que iniciar o processo terá de apresentar uma avaliação do imóvel, podendo os restantes herdeiros apresentar avaliações adicionais, sendo depois definido um preço-base para a venda.

Depois de reunidas as avaliações, caberá ao tribunal definir a modalidade de venda do imóvel, podendo recorrer ao leilão eletrónico ou a outros modelos de alienação. Os restantes herdeiros terão igualmente a possibilidade de adquirir o imóvel, igualando o valor estabelecido no processo de venda. Caso algum herdeiro se oponha ao procedimento, poderá apresentar oposição no prazo de 30 dias após a notificação judicial, cabendo ao tribunal a decisão final.

O Governo considera que as heranças indivisas são responsáveis por uma parte significativa dos imóveis devolutos existentes no país. Estima-se que existam cerca de 300 mil casas vazias em Portugal, muitas delas presas em processos de herança sem resolução. Nos prédios rústicos, o fenómeno é ainda mais expressivo, com estimativas a apontar para cerca de 3,4 milhões de propriedades associadas a heranças indivisas, num universo de aproximadamente 11,5 milhões de prédios rurais.

Ao permitir que um herdeiro inicie o processo de venda, o executivo espera desbloquear património imobiliário que permanece parado há décadas. A medida poderá aumentar a oferta de habitação, dinamizar o mercado e contribuir também para uma melhor gestão do território.