Foram vendidas cerca de 45 mil casas em Portugal no primeiro trimestre do ano

Este número representa uma quebra de 5% face às cerca de 47 350 unidades transacionadas no trimestre anterior, de acordo com as projeções da Confidencial Imobiliário.

No primeiro trimestre de 2020 terão sido vendidas cerca de 44 850 casas em Portugal (Continental), o que representa uma quebra de 5% face às cerca de 47 350 unidades transacionadas no trimestre anterior, de acordo com as projeções da Confidencial Imobiliário a partir dos dados reportados ao SIR-Sistema de Informação Residencial publicados a 30 de abril.

Em termos de regiões, Área Metropolitana de Lisboa (AML) registou um terço das vendas (33%), num total de 14 730 casas transacionadas, enquanto a Área Metropolitana do Porto (AMP) verificou 15%, com cerca de 6 640 casas vendidas. A região Centro concentrou 23% das vendas trimestrais (aproximadamente 10 370 fogos), seguida do Norte (14%, cerca de 6 220 fogos), Algarve (9%, cerca de 4 155 fogos vendidos) e Alentejo (6%, cerca de 2 730 fogos).

No período em análise, o preço médio de venda das casas no país atingiu os 1 734 euros/m², valor superado pela Área Metropolitana de Lisboa, que transacionou em 2 222 euros/m², e pelo Algarve, com vendas a 1 799 euros/m².

Na Área Metropolitana do Porto, as casas foram vendidas a um preço médio de 1 495 euros/m² no primeiro trimestre de 2020. De resto, apenas o Alentejo apresentou preços acima dos 1 000 euros/m² (1 097 €/m²), com a região Centro a transacionar a 945 euros/m² e o Norte a 855 euros/m².

Fonte: Jornal Económico

Crise já provocou uma descida na avaliação bancária de março

Pela primeira vez em quatro anos, no passado mês de março, a avaliação bancária desceu um euro, para 1110 euros por metro quadrado, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com INE, este valor representa uma descida de 0,1% relativamente a fevereiro e um aumento de 10,3% face ao mesmo mês do ano anterior.

“A informação deste destaque, respeitante a março, já deverá refletir parcialmente efeitos da pandemia Covid-19, quer no comportamento do índice de preços, quer na quantidade de informação primária disponível para compilar o índice”, refere o instituto.

A nível regional, a maior descida foi observada no Alentejo (-1,7%).

Em comparação ao mesmo período do ano anterior, o valor mediano das avaliações cresceu 10,3% e a taxa de variação mais elevada verificou-se na Área Metropolitana de Lisboa (12,1%), com a menor foi registada no Alentejo (1,8%).

No mês em análise, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 1209 euros por metro quadrado, aumentando 11,7% relativamente ao mês homólogo, enquanto o valor mediano da avaliação bancária das moradias foi de 923 euros por metro quadrado, o que representa uma subida de 5,1% em relação mesmo mês do ano anterior.

Fonte: Lusa

Procura para compra de moradia acelerou em tempo de Covid-19

A procura por moradias para compra cresce 14% em Portugal entre a primeira e segunda quinzena de Março, enquanto a procura por compra de apartamentos caiu 24%, segundo um estudo realizado pela plataforma Imovirtual.

Com base em dados disponíveis no Portal, este estudo analisou o comportamento dos seus utilizadores no contexto das restrições impostas pela Covid-19, desde que foi decretado o Estado de Emergência em Portugal.

O Imovirtual revela que registou sinais de retoma do tráfego durante a última semana (30 de março a 5 de abril), sobretudo, em comparação com a semana anterior (23 a 29 de março). Na segunda quinzena de Março a percentagem de páginas visualizadas relativas à oferta de moradia para venda, aumentou 14% face à primeira quinzena de Março.

Neste período, indica ainda que a procura de moradias aumentou, sobretudo nas regiões de Braga (19%), Faro (13%) e Porto (11%).

Quanto aos apartamentos para venda a procura já vai no sentido contrário. A percentagem de visualizações de páginas relativamente a apartamentos para venda diminuiu 23,6%. Ao analisar por região temos Faro (-30%), Lisboa (-24%) e Porto (-23%) como os TOP3.

A plataforma teve ainda um crescimento de 9% no número de utilizadores totais e de 11% tanto em novos utilizadores como em número de visitas ao portal.

Taxas de juro dos empréstimos da casa continuam a descer

O mercado do crédito à habitação em Portugal continua a praticar baixas taxas de juro. Em janeiro deste ano, esta tendência voltou a ser reforçada.

O Banco de Portugal avançou que, em janeiro, a taxa de juro média diminuiu para 1,07% e os empréstimos para aquisição de casa subiram, atingindo os 977 milhões de euros.

De acordo com os dados divulgados, nas novas operações de crédito a particulares para habitação, a taxa de juro média diminuiu 3 pontos base para 1,07%.

Quanto à taxa de variação anual (tva) dos empréstimos a particulares para habitação foi de 1,1%, mais 0,1 pontos percentuais do que o registado no mês anterior. Já o volume de novas operações para habitação totalizou 977 milhões de euros.

O Banco de Portugal refere ainda que, para o conjunto da área do euro, a tva dos empréstimos a sociedades não financeiras foi de 2,6%, não se alterando face a Dezembro. As tva dos empréstimos a particulares, nas finalidades habitação e consumo, foram, respetivamente, de 4,1% e 6,0%, valores que comparam com 3,9% e 6,1%, registados em dezembro.

Fonte: Diário Económico

INE revela subida de preços de casas, mas avisa para efeito do Covid-19

Em 2019, os preços subiram 9,6% e venderam-se 181.478 casas. Mas é de esperar que as tendências analisadas se alterem “substancialmente”.

No ano passado, os preços das casas aumentaram cerca de 9,6%, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Apesar desta subida, pela primeira vez nos últimos três anos “registou-se uma desaceleração” em comparação a 2018.

O INE lembra, porém, que os números não refletem ainda a situação provocada pela pandemia Covid-19, sendo de esperar que as tendências analisadas se alterem “substancialmente”.

Segundo o organismo oficial de estatísticas, a trajetória de aumento dos preços continuou a ser extensível a ambas as categorias de habitações, tendo sido mais pronunciada nas habitações existentes (10,1%) do que nas habitações novas (7,6%).

No último trimestre, o crescimento das habitações existentes fixou-se nos 9,8%, o dobro da taxa de variação observada nas habitações novas (4,9%).

No conjunto do ano passado, venderam-se 181.478 casas, um aumento de 1,6% face 2018. Nos últimos 5 anos, nota ainda o INE, o valor das habitações transacionadas mais do que duplicou (105,1%), e o número de transações cresceu 69,1%.

Fonte: Idealista

Licenciamento para habitação nova em 2019 bateu recorde dos últimos oito anos

O final do ano de 2019 veio confirmar as expectativas e foram atingidos alguns recordes, como foi o caso do licenciamento para habitação nova.

O ano passado foi o melhor dos últimos oito anos, com o licenciamento de 21.973 alojamentos em construções novas.

Segundo a Síntese Estatística de Habitação divulgada pela AICCOPN, também o licenciamento pelas Câmaras Municipais de obras de construção e reabilitação de edifícios habitacionais, nos primeiros onze meses do ano, cresceu 9,3%, em termos homólogos, para 15.256.

O novo crédito concedido para aquisição de habitação totalizou, em novembro de 2019, 978 milhões de euros, valor que traduz um acréscimo de 19,0%, face a novembro de 2018. Em termos acumulados, desde o início do ano, regista-se um crescimento homólogo de 6,5%.

Ainda em novembro, o valor médio da habitação para efeitos de avaliação bancária ascendeu a 1.312 euros por m2, o que traduz uma valorização de 8,0%, face aos 1.215 euros por m2 apurados há um ano, em resultado de um aumento de 9,8% nos apartamentos e de 4,2% nas moradias.

Uma cidade portuguesa na lista das melhores cidades europeias para investir

No ranking da revista norte-americana Forbes das zonas com potencial de crescimento e lucro no imobiliário, a cidade de Lisboa foi destronada por outra cidade portuguesa.

Se pensou no Porto, acertou!

Quem o diz é a Forbes, num artigo sobre “As melhores cidades europeias para investir em 2020”.

Para elaborar este ranking, que em 2019 incluía Lisboa, a revista norte-americana especializada em economia e finanças contou com o apoio do LeadingRE, um consórcio global de 565 corretoras de imóveis em 70 países, para descobrir quais as seis cidades que estão a dar sinais de crescimento imobiliário, mas ainda sem ter ultrapassado o limite para que se consiga lucro.

No Porto, os preços das casas ainda são 30% inferiores aos de Lisboa. A procura aumentou por causa das casas relativamente mais caras em Lisboa e devido às mudanças no arrendamento.

Veja aqui qual a lista das 6 melhores cidades europeias para investir:

1.ª Nápoles, Itália

2.ª Megève, França

3.ª Székesfehérvár, Hungria

4.ª Batumi, Georgia

5.ª Porto, Portugal

6.ª Roterdão, Holanda

Casas compradas a crédito podem ser arrendadas sem restrições

Com a alteração à lei em 2019, casas compradas a crédito podem ser arrendadas sem restrições e sem risco de agravamento das condições de empréstimo.

Até então, excetuando algumas situações extraordinárias, o arrendamento de casas a terceiros possibilitava ao banco renegociar as condições contratuais, como o spread ou a duração do empréstimo. Com a entrada da nova lei, foi eliminada essa possibilidade de renegociação, mas há alguns requisitos a cumprir.

Em primeiro lugar, os contratos de arrendamento têm de mencionar que existe uma hipoteca em garantia de um crédito, “cuja finalidade é financiar a aquisição, a realização de obras ou a manutenção de direitos de propriedade sobre habitação própria permanente do consumidor”.

É ainda obrigatório “o arrendatário depositar a renda na conta bancária associada ao empréstimo”. “O incumprimento de qualquer um destes requisitos permite ao banco dar início a um processo de reanálise do contrato do empréstimo”, explica o advogado José Gaspar Schwalbach à agência Lusa.

Se já tiver um contrato de arrendamento realizado e não mencionar que se encontra hipotecado, pode ser feita uma retificação do mesmo. Em vez de uma adenda, a solução consiste em fazer um novo contrato, retificando o anterior, com referência expressa à data de início da sua celebração para, desta forma, proteger a manutenção das condições do empréstimo bancário.

Senhorios podem entregar declaração de redução do IMI até 15 de fevereiro

O período para entrega da declaração de redução do IMI foi alargado para permitir que possam ser abrangidos todos os proprietários que preencham os requisitos.

Os senhorios que pretendam aderir ao regime especial que limita o valor do IMI, impedindo que este supere o rendimento das rendas, vão poder apresentar a declaração de rendas até 15 de fevereiro de 2020.

“Considerando a proximidade do prazo previsto no artigo 15.º-N do Decreto-Lei nº 287/2003, na sua redação atual, foi assinada e já enviada para publicação em Diário da República (DR) uma portaria que prevê que a participação de rendas relativa ao ano de 2019 deve ser apresentada entre 01 de janeiro e 15 de fevereiro de 2020”, disse fonte oficial do Ministério das Finanças, citado pela Lusa.

À agência, o presidente da Associação Nacional de Proprietários (ANP), António Frias Marques, afirmou terem chegado a esta associação vários casos de senhorios que não estavam a conseguir apresentar a declaração de rendas por não estar ainda disponível a necessária aplicação informática.

Além disso, o responsável considera que alguns dos requisitos continuam a causar entraves no acesso ao benefício, como é o caso da exigência de que a participação seja acompanhada de cópia do recibo de renda ou canhoto desse recibo relativo aos doze meses anteriores à data da apresentação da participação.

Preço das casas em Portugal está a crescer mais que os salários

Portugal é o segundo país com maior diferença entre a evolução do custo das casas e o rendimento das famílias, sendo ultrapassado apenas pela Irlanda.

Entre 2013 e 2018, um período de cinco anos, o preço das casas em Portugal cresceu a um ritmo médio acumulado 32% mais elevado que o rendimento de uma família média de dois adultos com salário médios e dois filhos a seu cargo.

O estudo foi efetuado pelo economista Eric Dor, da Escola de Negócios IÉSEG da Universidade Católica de Lille, em França. Estes resultados permitiram perceber a evolução do poder de compra imobiliário dos habitantes de um país.

“Para avaliar se a aquisição de uma habitação se tornou demasiado onerosa num determinado país, tendo em conta o orçamento dos agregados familiares, convém comparar o aumento dos preços face ao dos rendimentos”, explica o estudo do IÉSEG, citado pelo Dinheiro Vivo.

Assim, concluiu-se que a diferença entre a taxa de crescimento dos preços das casas e a taxa de crescimento dos rendimentos líquidos de uma família típica é de 60,04% na Irlanda, 32% em Portugal e 27,86% na Suécia.