Habitação Duradoura – o que é?

Provavelmente o conceito é-lhe desconhecido, mas fique a saber que é uma alternativa à compra de casa e que lhe permite ter uma casa para toda a vida.

Ter a própria casa é o grande sonho de muita gente, mas muitas vezes implica a contração de empréstimos ou a sujeição à evolução da taxa de inflação, no caso do arrendamento.  O Governo criou uma alternativa que tanto evita o endividamento, no caso da compra de casa, como traz estabilidade a quem opta por arrendar — o regime da Habitação Duradoura.

O Direito Habitação Duradoura (DHD) permite-lhe morar, de forma permanente e vitalícia, numa habitação, mediante o pagamento de uma caução inicial e de uma renda mensal fixa.

– Qualquer pessoa, livre de encargos, tal como hipotecas, proprietária de um imóvel, pode fazer um contrato DHD.

– O contrato é feito através de uma escritura pública ou de um documento particular, com reconhecimento de assinaturas e implica, também, o registo predial, por parte do morador, até 30 dias após a assinatura do contrato.

– O contrato DHD implica o pagamento de uma caução inicial e de uma renda fixa mensal.

– O inquilino pode rescindir o contrato com aviso prévio de 90 dias, com direito à devolução da caução. A morte do inquilino ou o incumprimento de deveres também podem levar à rescisão do DHD.

–  O proprietário pode vender o imóvel a qualquer momento, mas a viabilidade do DHD não fica em causa.

– O inquilino é responsável pelo pagamento do IMI e pela conservação do imóvel.

–  Ao proprietário cabe o pagamento do condomínio e a entrega da casa, ao novo morador, com condições médias de habitabilidade.

Juros do Crédito Habitação atingem novo MÍNIMO histórico

Os juros associados ao Crédito Habitação voltaram a cair pelo 10.º mês consecutivo, fixando-se nos 0.811% no mês de junho, o que representa uma queda de 0.89% face ao mês de maio, altura em que a taxa de juro implícita a este tipo de crédito era de 0.9%.

Quanto aos contratos celebrados nos últimos três meses a taxa de juros fixou-se nos 0.693%, enquanto no período precedente se havia fixado nos 0.677%.

No que respeita ao financiamento para a aquisição de habitação, no conjunto do crédito habitação, a taxa de juros implícita ao total dos contratos desceu para 0.828% (-1.0 face ao mês de maio). No caso dos contratos celebrados nos últimos três meses os juros aumentaram pelo segundo mês consecutivo, fixando-se nos 0.686% o que representa uma subida de 0.015 face ao mês anterior.

Contudo, apesar da descida consecutiva das taxas de juro e da concessão, por parte dos bancos, de spreads mais baixos, o valor das prestações subiu, ligeiramente.

De acordo com o INE “considerando a totalidade dos contratos, o valor médio da prestação subiu 3 €, para 235 €”, sendo que 84% desse valor tem que ver com amortização de valores em dívida. Nos empréstimos concedidos nos últimos 3 meses, o valor médio fixou-se nos 292 € o que significa uma subida de 12 €.

Os valores em dívida às entidades credoras são os grandes responsáveis pelo aumento médio das prestações. No mês passado “o capital médio em dívida para a totalidade dos contratos subiu 451 €” face a maio, fixando-se nos 56.462 €, segundo o INE. No que toca aos novos créditos o “montante médio do capital em dívida, em junho, foi de 114.865 €, mais 510 €” em relação ao mês anterior.

Emissão de licenças de habitação cresce 20,6%

Entre janeiro e abril deste ano, as licenças emitidas pelas câmaras municipais para obras de construção ou reabilitação de edifícios de habitação subiram 20,6% face a igual período do ano passado, para 6.336, em resultado de uma subida de 22,6% das licenças de habitação nova, de 19,1% dos fogos em construções novas e de 13,2% nas obras de reabilitação habitacionais.

Os números são do mais recente relatório Síntese Estatística da Habitação, agora divulgado pela AICCOPN, que salienta, contudo, que “estas expressivas variações no licenciamento são parcialmente explicadas pela redução do licenciamento ocorrida nos meses de março e abril de 2020, em resultado do surto pandémico e das primeiras medidas de confinamento”.

Nestes primeiros 4 meses de 2021, registou-se um crescimento significativo do novo crédito concedido para aquisição de habitação, num total de 4.569 milhões de euros, mais 24,2% que em igual período de 2020.

No mês de abril, a avaliação bancária fixou um novo máximo histórico, de 1.200 euros por metro quadrado, que foi, entretanto, superado pelos 1.212 euros de maio.

Fonte: Vida Imobiliária

Pandemia não impediu um dos melhores anos de sempre no investimento

Um ano quase todo sob efeito da pandemia e que sucedeu a um 2019 que assinalou um recorde máximo do investimento imobiliário em Portugal, faria supor, à partida, uma travagem a fundo desta atividade. Contudo, no último ano foram investidos cerca de €2.900 milhões na compra de ativos imobiliários de rendimento em território português, colocando 2020 como um dos melhores anos de sempre no investimento imobiliário.

Os dados são apurados pela Iberian Property Data, sistema de informação da Iberian Pro­perty que monitoriza a dinâmica de investi­mento em imobiliário de rendimento na Ibéria.

Embora o número de transações no merca­do português tenha aumentado em 2020 (83) face aos 68 negócios registados em 2019, o montante total investido acabou por decres­cer em termos homólogos anuais (-16%), face aos €3.430 milhões investidos em 2019, que foi o melhor ano de sempre para o inves­timento em Portugal. Daqui resultou que a dimensão média dos negócios comprimisse de forma expressiva entre os dois anos, pas­sando de €50,5 milhões em 2019 para €34,7 milhões em 2020, o que reflete uma quebra de 31% dos tickets alocados.

Fonte: Confidencial Imobiliário

Empréstimos da casa estão mais baratos do que nunca

Hoje, as condições para aceder ao financiamento são mais vantajosas do que há 10 anos.

Os empréstimos da casa estão mais baratos do que nunca. A taxa de juro implícita no conjunto de contratos de crédito à habitação tem evoluído em trajetória decrescente desde setembro de 2020 e em abril atingiu um novo mínimo: 0,826%.

A redução das taxas de juros dos créditos habitação, tanta na oferta de taxa variável como na oferta de taxa fixa, tem sido regular. Atualmente, encontram-se empréstimos de taxa variável com spreads a partir de 0,95%, e de taxa fixa a partir de 1,40%, com bonificação (os mais comuns são a domiciliação de salário, contratação de seguro de vida ou multirriscos).

Estas condições mostram que os bancos querem captar novos clientes via crédito habitação, o que se traduz numa vantagem para quem necessite de financiamento para a compra de uma casa.

Estando reunidas as condições ideais para comprar casa com crédito habitação, há alguns fatores que deve ter em conta.

O primeiro é que os bancos que mais financiam estão dispostos a emprestar até 90%. Desta forma, é necessário ter algum extra para cobrir os 10% restantes, além dos impostos e despesas inerentes à compra de uma casa.

Depois, é importante encontrar os bancos e produtos que se enquadram às suas necessidades.

Precisa de ajuda? A H Imobiliária está aqui para isso. Fale connosco!

Preços das casas continuam a subir

Por dia, estão a ser transacionadas mais de 400 casas, uma dinâmica que está a manter os preços, apesar da pandemia.

O setor imobiliário tem sido um dos mais resilientes da economia portuguesa. Mesmo com a pandemia e a instabilidade económica, milhares de famílias estão a avançar para a compra de casa com recurso a crédito bancário. E com a procura a fluir e a oferta estabilizada, os preços das casas vão continuar a subir.

Dados avançados pela Confidencial Imobiliário mostram que no primeiro trimestre deste ano os preços da habitação subiram, em comparação homóloga, de “4% para o distrito de Lisboa, 6,5% para o distrito do Porto e 2,5% para o de Faro”.

“Existia uma expectativa de que o mercado iria sofrer um embate grande com a pandemia, mas a verdade é que isso acabou por não se confirmar. Tirando o segundo trimestre de 2020 em que houve uma redução de atividade ligada ao confinamento, as vendas recuperaram fortissimamente nos últimos trimestres”, sublinha Ricardo Guimarães, economista e diretor da Confidencial Imobiliário, empresa especializada em dados do setor.

Dados divulgados recentemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) relativos a 2020 mostram que foram vendidas 171.800 casas, um ritmo médio de cerca de 470 habitações por dia. E, apesar dos confinamentos terem provocado a redução no número de casas transacionadas, o acréscimo de valor das habitações na ordem dos 8,4% permitiu assegurar no ano de 2020 um volume de transações na ordem dos 26,2 mil milhões de euros, mais 2,4% que no ano anterior.

Portugal – Casa de estrangeiros felizes

Portugal é o 2.º destino onde os estrangeiros se sentem mais em casa e junta-se, assim, ao México (1.º) e à Malásia (3.º) no top 3.

Esta conclusão é retirada do estudo The Best & Worst Places for Expats in 2021, realizado pela plataforma InterNations, uma rede e guia líder para os estrangeiros em 420 cidades globais.

Mais de quatro em cada cinco estrangeiros em Portugal acham fácil sentirem-se em casa (83%) e acostumarem-se (82%) com a cultura local, e não têm dificuldade em estabelecerem-se no país (84%).

“No geral, tem tudo o que precisa”, afirma um cidadão da África do Sul sobre Portugal, refere a plataforma InterNations.

Portugal é ainda o lar de alguns dos estrangeiros mais felizes do mundo: 84% estão felizes com a sua vida em geral, em comparação com uma média global de 75%. Gozam de uma elevada qualidade de vida, classificando Portugal em 3º lugar entre 59 destinos neste índice.

De acordo com o estudo, os estrangeiros apreciam particularmente as opções de lazer locais (87% de respostas positivas comparativamente com 72% globalmente) e o clima e tempo ensolarado (90% face aos 66% globais).

Quase quatro em cinco (79%) também estão satisfeitos com as suas próprias atividades de socialização e lazer (em comparação com 67% universalmente).

Outros 96% descrevem o país como pacífico (face a 80% globais) e 97% sentem-se seguros (frente a 84% globalmente). “É um lugar seguro e tranquilo”, confirma um cidadão britânico ao InterNations. “É muito bonito, com boa comida, música, cultura e paisagens”, sustenta.

Novas operações de empréstimos à habitação sobem para máximo desde janeiro de 2008

As novas operações de empréstimos para habitação aumentaram em março para os 1.382 milhões de euros, acima dos 999 milhões de euros do mês anterior e o valor mais elevado desde janeiro de 2008, divulgou na passada quinta-feira o Banco de Portugal.

De acordo com o BdP, nas novas operações de empréstimos a particulares para habitação, a taxa de juro média, em março, aumentou também 8 pontos base, para 0,84%, “e põe fim a uma cadeia de sete meses consecutivos de mínimos históricos”.

No ano passado, em março de 2020, as novas operações de empréstimos para a habitação totalizaram os 952 milhões de euros.

Também em alta, em março, estiveram as novas operações de crédito ao consumo, que subiram para os 390 milhões de euros, face aos 284 milhões de euros do mês anterior.

Os novos empréstimos para outros fins somaram 227 milhões de euros em março, mais do que os 190 milhões de euros de fevereiro, mas menos do que os 240 milhões de euros em março de 2020.

No crédito ao consumo e para outros fins, as taxas de juro médias foram de 6,45% (6,43% em fevereiro) e de 2,99% (3,20% em fevereiro), respetivamente, refere.

Fonte: Lusa

Portugal eleito como um dos melhores destinos para viajar com crianças

Viajar com crianças nem sempre é a tarefa mais fácil. Por vezes, o que era para ser descanso, é tudo menos isso. Por isso, é importante escolher um destino que possa proporcionar-lhe o melhor tempo em família.

De uma lista de 50 destinos, Portugal encontra-se na 3.ª posição, atrás de Espanha (1.º lugar) e Japão (2.º lugar). O estudo foi realizado pela Kiddieholidays e teve em conta fatores como a segurança, condições de temperatura, infraestrutura turística, atividades para fazer com crianças e convivência com a família.

Portugal ficou à frente de destinos paradisíacos como Maurícias ou República Dominicana. Conheça aqui o Top 10:

1 – Espanha
2 – Japão
3 – Portugal
4 – Estados Unidos
5 – Canadá
6 – Holanda
7 – Coreia do Sul
8 – Alemanha
9 – Áustria
10 – França

Fonte: RFM / Kiddieholidays

Vendeu uma casa? Não se esqueça das mais-valias

Se vendeu uma casa em 2020, não se pode esquecer de declarar as mais-valias no seu IRS.

As mais-valias dizem respeito ao lucro obtido com a venda de uma casa. Quando falamos em lucro, falamos na diferença entre o valor da compra e o valor da venda. Tal como os seus restantes rendimentos, esse valor também tem de ser declarado, mesmo que não obtenha lucro (menos-valias).

As mais-valias são declaradas no anexo G ou G1 do Modelo 3 do IRS.

– Se adquiriu a casa vendida antes de 1 de janeiro de 1989, a mais-valia não está sujeita a imposto e tem de preencher o quadro 5 do anexo G1.

– Se adquiriu a casa vendida depois de 1 de janeiro de 1989, tem de preencher o quadro 4 do anexo G.

– Se adquiriu a casa em parcelas e uma das partes for anterior a 1989 e outra posterior, tem de preencher os dois anexos.

Ao preencher o anexo, deve colocar as despesas que teve com a casa no campo “Despesas e encargos”. Pode colocar, por exemplo, o certificado energético, o IMT (Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis), a comissão paga à imobiliária, despesas de valorização da casa dos 12 meses anteriores, etc.

Geralmente, a tributação recai sobre 50% do valor do lucro, ou seja, se tiver lucrado 10 000 €, só serão tributados 5000 €.

Se reinvestir o lucro numa casa nova para habitação própria, fica isento de imposto. Pode reinvestir até 36 meses depois da venda da casa ou, se tiver comprado casa nos 24 meses anteriores, pode comunicar às finanças que o valor da venda se destinou à casa nova.