Como os maiores de 65 anos podem evitar o pagamento de mais-valias na venda da sua casa em Portugal

Vender a casa onde se viveu grande parte da vida é, para muitos portugueses, uma decisão difícil, mas por vezes necessária. Seja por motivos de saúde, pela vontade de simplificar a vida ou pela necessidade de liquidez, a venda da habitação própria e permanente após os 65 anos levanta uma questão crucial: é possível evitar o pagamento de mais-valias sem ter de comprar uma nova casa? A resposta é sim – e está prevista na lei portuguesa.

imoveis figueira da foz
Créditos by Freepik

1.A tributação das mais-valias: o que é e como funciona

Quando um imóvel é vendido por um valor superior ao da sua aquisição, a diferença constitui uma mais-valia. No caso dos particulares, esse ganho é tributado em 50% do seu valor no âmbito do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS).

Por exemplo: se uma casa foi comprada por 100.000 euros e vendida por 200.000 euros, a mais-valia é de 100.000 euros. Apenas metade – 50.000 euros – será considerada para efeitos de tributação. Sobre este montante, aplica-se a taxa de IRS correspondente ao rendimento global do contribuinte.

Contudo, o Estado reconhece que a habitação é um bem essencial e que, em determinadas circunstâncias, o cidadão não deve ser penalizado fiscalmente por vender a casa onde vive. Por isso, a lei prevê situações de isenção de tributação das mais-valias, nomeadamente quando o produto da venda é reinvestido noutra habitação própria e permanente ou, no caso dos maiores de 65 anos, quando é convertido numa renda vitalícia.

2.A regra geral: reinvestir em nova habitação

A forma mais conhecida de evitar o pagamento de mais-valias consiste em reinvestir o valor da venda na compra, construção ou reabilitação de outra habitação própria e permanente. O reinvestimento deve ser feito no prazo de 36 meses após a venda (ou até 24 meses antes, se já tiver sido iniciado).

Esta regra aplica-se a qualquer contribuinte, independentemente da idade, desde que a casa vendida e a nova habitação sejam ambas consideradas residência fiscal.

Contudo, nem sempre essa é uma solução desejável. Aos 65 anos ou mais, muitas pessoas já não pretendem adquirir uma nova casa. Podem preferir arrendar, mudar-se para junto da família, ou simplesmente aplicar o dinheiro de forma a garantir estabilidade financeira. É precisamente para estes casos que existe a isenção específica prevista no artigo 10.º, n.º 7 do Código do IRS.

3.A exceção para quem tem 65 anos ou mais

A lei estabelece que os contribuintes com 65 anos ou mais, ou reformados, podem ficar isentos de IRS sobre as mais-valias obtidas com a venda da sua habitação própria e permanente, sem necessidade de comprar outro imóvel.

Para isso, é necessário que o montante obtido com a venda seja reinvestido num contrato de seguro financeiro do ramo vida, num fundo de pensões ou numa renda vitalícia, tecnicamente designado “produto de desacumulação com prestações regulares”, garantindo assim uma fonte de rendimento estável para o resto da vida.

Este reinvestimento deve ser feito no prazo máximo de seis meses a contar da data da venda. O titular da renda ou do seguro deve ser o próprio vendedor, o seu cônjuge ou unido de facto.

Atenção aos prazos e condições

-Prazo para investir: até 6 meses após a venda

-Valor resgatável por ano: no máximo 7,5% do capital

-Pagamento obrigatoriamente em prestações regulares

Se deixar passar esse prazo, se interromper as prestações ou levantar o dinheiro todo de uma vez, perde o benefício fiscal e terá de pagar o imposto todo que não pagou.

imobiliarias figueira da foz
Créditos by Freepik

4.Como funciona na prática

Imaginemos que um contribuinte de 70 anos vende a sua casa por 300.000 euros. O imóvel tinha sido adquirido em 1995 por 80.000 euros. A mais-valia bruta é de 220.000 euros, e metade desse valor (110.000 euros) seria sujeito a IRS se não houvesse isenção.

No entanto, se o vendedor aplicar o montante da venda (ou parte dele) num contrato de renda vitalícia, fica totalmente isento de imposto sobre as mais-valias. Caso apenas reinvista uma parte – por exemplo, 150.000 euros -, a isenção será proporcional a essa fração.

O objetivo do Estado é duplo: proteger os rendimentos dos idosos e, ao mesmo tempo, incentivar a aplicação responsável do capital obtido com a venda da casa.

5.Obrigações declarativas

É importante sublinhar que o contribuinte deve comunicar à Autoridade Tributária a sua intenção de reinvestir o valor da venda. Essa comunicação é feita na declaração de IRS do ano da venda, no Anexo G1.

Mesmo que o reinvestimento ainda não tenha sido concretizado, é necessário indicar essa intenção, sob pena de perder o direito à isenção. Depois, quando o investimento for efetuado, deve ser comprovado através de documentação emitida pela instituição financeira.

6.Vantagens e cuidados a ter

A grande vantagem desta solução é permitir transformar um bem imóvel num rendimento vitalício isento de IRS, o que oferece segurança e previsibilidade financeira.

No entanto, há aspetos a ponderar:

O contrato de renda vitalícia deve garantir pagamentos regulares até ao fim da vida do beneficiário.

O produto financeiro escolhido deve estar de acordo com o perfil e as necessidades do investidor.

É essencial confirmar junto da seguradora ou entidade gestora que o produto cumpre os requisitos legais para efeitos de isenção fiscal.

O caso dos imóveis muito antigos

Há ainda uma nota importante: os imóveis adquiridos antes de 1 de janeiro de 1989, data da entrada em vigor do Código do IRS, estão automaticamente isentos de tributação sobre mais-valias, independentemente da idade do proprietário ou do destino dado ao dinheiro da venda.

Conclusão

A venda da habitação própria e permanente após os 65 anos não tem de significar um peso fiscal. A lei portuguesa reconhece o direito a uma vida financeira tranquila na reforma, permitindo que o valor obtido com a casa possa ser convertido numa fonte de rendimento segura, sem penalizações.

Este “produto de desacumulação com prestações regulares”, já existe no mercado, por isso fale com o seu gestor de conta ou seguradora e diga apenas que quer evitar pagar mais-valias da venda da sua casa colocando o dinheiro num fundo de pensões ou seguro de vida com prestações regulares. Eles saberão do que está a falar e poderão dar-lhe mais informações. Mas atenção porque nem todos os bancos e seguradoras têm estes produtos.

 

investimento figueira da foz
Créditos by Freepik

Em suma, os contribuintes seniores têm três caminhos:

Reinvestir em nova habitação (com isenção total);

Aplicar o valor em renda vitalícia ou seguro de vida (com isenção total ou parcial);

Não reinvestir — e, nesse caso, suportar a tributação sobre as mais-valias.

A decisão certa depende das circunstâncias de cada um, mas conhecer estas regras é o primeiro passo para proteger o património e garantir tranquilidade nos anos de maturidade.

Texto by Inteligência Artificial (IA)

O que fazer quando tem vizinhos barulhentos: soluções eficazes para evitar o ruído

O desafio de lidar com vizinhos barulhentos

Ter vizinhos barulhentos é um dos problemas mais comuns em prédios e condomínios. Ruídos constantes, música alta ou conversas até altas horas podem transformar o lar – que deveria ser um espaço de descanso – num local de stress e irritação.

figueira da foz
Créditos by Freepik

Se sente que o seu bem-estar está a ser afetado pelo barulho dos vizinhos, é importante saber que existem soluções práticas, educadas e até legais para resolver a situação.

Neste artigo explicamos o que fazer quando tem vizinhos barulhentos, como abordar o problema e quais são os seus direitos e deveres enquanto morador.

1. Fale diretamente com os vizinhos – o primeiro passo essencial

O primeiro passo deve ser sempre o diálogo. Muitas vezes, o vizinho pode nem se aperceber de que está a fazer demasiado barulho.

Escolha um momento calmo, evite o confronto e explique educadamente o que se passa. Dê exemplos concretos, como “o som da televisão durante a noite” ou “as festas de fim de semana”, para que a outra pessoa compreenda a gravidade da situação.

Manter uma atitude cordial e empática aumenta as hipóteses de o problema ser resolvido rapidamente e de forma amigável. Lembre-se de que a convivência num prédio baseia-se no respeito e na boa comunicação.

2. Contacte o condomínio ou a administração do prédio

Se o diálogo direto não resultar, o passo seguinte é contactar a administração do condomínio ou o administrador do prédio.

Estes responsáveis podem atuar como mediadores e alertar o vizinho barulhento para o problema, muitas vezes com mais autoridade.

Em alguns casos, o regulamento do condomínio define horários de silêncio e regras sobre ruído, que devem ser respeitados por todos os moradores.

O administrador pode também registar a ocorrência, o que é útil se for necessário recorrer a instâncias legais mais tarde.

Imoveis figueira da foz
Créditos by Freepik

3. Conheça os seus direitos: a lei do ruído em Portugal

Em Portugal, o Regulamento Geral do Ruído (Decreto-Lei n.º 9/2007) define os limites legais de ruído e os períodos de descanso.

De forma geral, o período noturno decorre entre as 23 h e as 7 h, e durante esse tempo é proibido produzir ruído que perturbe o descanso dos outros moradores.

Durante o dia, também se deve evitar ruído excessivo e, caso seja inevitável (obras, mudanças, reparações), o vizinho deve avisar previamente os restantes moradores.

O incumprimento destas regras pode levar à aplicação de multas pelas autoridades competentes.

4. Quando chamar a polícia

Se o barulho persistir e o vizinho ignorar os pedidos de silêncio, pode contactar as autoridades policiais (PSP ou GNR).

Durante o período noturno, estas entidades têm competência para intervir, identificar os infratores e aplicar coimas.

Antes de chamar a polícia, é aconselhável registar provas de reincidência, como datas, horas e tipo de ruído.

No entanto, este deve ser um último recurso, pois pode gerar tensão na relação entre vizinhos. Utilize-o apenas quando os outros meios se mostrarem ineficazes.

5. Invista em isolamento acústico e conforto

Em casos persistentes, pode ser útil melhorar o isolamento acústico da sua casa.

Existem soluções simples e acessíveis, como tapetes espessos, cortinas acústicas, painéis de parede ou janelas com vidros duplos.

Estas medidas reduzem o impacto sonoro e aumentam o conforto, independentemente do comportamento dos vizinhos.

Embora represente uma despesa adicional, pode ser um investimento valioso para o bem-estar e a tranquilidade diária.

imobiliarias figueira da foz
Créditos by Freepik

6. Promova uma boa convivência a longo prazo

Manter uma boa relação com os vizinhos é sempre o melhor cenário. Participar em reuniões de condomínio, respeitar os horários de silêncio e demonstrar consideração pelos outros ajuda a criar um ambiente mais harmonioso no prédio.

A empatia é a chave: hoje o problema pode ser o barulho de um vizinho, mas amanhã poderá ser outro tipo de situação.

Uma comunidade unida tende a resolver conflitos com respeito e equilíbrio.

Conclusão: o silêncio é um direito, o respeito é um dever

Viver em comunidade exige tolerância, mas também respeito mútuo. Se tem vizinhos barulhentos, saiba que há formas de resolver a situação com calma e dentro da lei.

Desde o diálogo direto até ao apoio do condomínio ou das autoridades, existem sempre alternativas antes de chegar ao conflito.

Com comunicação, bom senso e, se necessário, medidas legais, é possível recuperar a paz e o sossego em casa – o lugar onde todos merecem descansar em tranquilidade.

Texto by Inteligência Artificial (IA)

Como preparar a sua casa para o outono: dicas práticas para um lar acolhedor e eficiente

imobiliarias figueira da foz
Créditos by Freepik

Descubra como preparar a sua casa para o outono com sugestões simples de aquecimento, limpeza, decoração e isolamento, para um lar mais quente e confortável.

A chegada do outono e o conforto em casa

Com o início do outono, as temperaturas descem, os dias encurtam e o conforto do lar torna-se ainda mais importante. Esta estação é ideal para criar um ambiente acolhedor, reorganizar os espaços e preparar a casa para enfrentar o frio e a humidade que se aproximam.

Neste artigo partilhamos dicas práticas sobre como preparar a casa para o outono, garantindo eficiência energética, bem-estar e um toque de charme sazonal.

1. Faça a manutenção do aquecimento antes do frio

Antes de o frio se instalar, é essencial verificar o sistema de aquecimento. Se tiver aquecimento central, agende a manutenção da caldeira, limpe os filtros e confirme se existem fugas. Quem utiliza aquecedores elétricos ou a gás deve garantir que estão limpos e em segurança.

Se possuir lareira ou recuperador de calor, limpe a chaminé e remova resíduos de fuligem. Além de prevenir riscos de incêndio, esta manutenção melhora a eficiência da queima e mantém o ar interior mais saudável.

Dica: teste o termóstato e regule a temperatura para um nível confortável, evitando desperdícios energéticos.

2. Melhore o isolamento e a vedação de janelas e portas

O isolamento térmico é um dos fatores mais importantes para manter a casa quente no outono e no inverno. Correntes de ar junto a janelas e portas podem aumentar os custos de aquecimento. Use fitas de vedação, borrachas ou selantes nas fendas.

Se possível, opte por vidros duplos e cortinas espessas para reforçar o isolamento. No chão, coloque tapetes, que além de decorativos ajudam a conservar o calor e a criar uma sensação de conforto imediato.

3. Limpeza e organização: prepare os espaços para a nova estação

O outono é a altura perfeita para uma limpeza profunda e reorganização da casa. Elimine o pó acumulado durante o verão, lave cortinas, almofadas e tapetes, e reorganize o guarda-roupa. Guarde a roupa de verão e traga para a frente os casacos e mantas mais quentes.

Uma casa limpa e organizada transmite serenidade e melhora o bem-estar — especialmente quando se passa mais tempo em casa.

Sugestão: aproveite este momento para doar roupas ou objetos que já não utiliza. O desapego traz leveza e ajuda a começar a estação com energia renovada.

comprar casa figueira da foz
Créditos by Freepik

4. Cuide do exterior da casa e previna infiltrações

Não se esqueça do exterior. O outono traz chuva e vento, por isso é essencial garantir que tudo está em ordem. Limpe as caleiras e os algerozes, retirando folhas e detritos que possam bloquear a passagem da água.

Verifique o telhado e substitua telhas partidas para evitar infiltrações.

Se tiver jardim ou varanda, proteja as plantas mais sensíveis com coberturas próprias e guarde o mobiliário de exterior, ou cubra-o com lonas resistentes.

5. Aposte na iluminação e crie um ambiente acolhedor

Com os dias mais curtos, a iluminação ganha destaque. Aproveite ao máximo a luz natural e, ao cair da noite, utilize luzes quentes e difusas que criem um ambiente confortável. As velas aromáticas e as luzes decorativas ajudam a gerar uma atmosfera relaxante e convidativa.

Inspire-se nas cores do outono – laranjas, castanhos e vermelhos – para renovar a decoração com almofadas, mantas ou detalhes inspirados na natureza, como folhas secas ou pinhas.

imoveis figueira da foz
Créditos by Freepik

6. Prepare a cozinha e a despensa para o outono

O outono convida a refeições quentes e reconfortantes. Organize a despensa, elimine produtos fora de prazo e reabasteça com alimentos típicos da estação, como abóboras, castanhas, batatas-doces e especiarias.

Limpe o frigorífico e o congelador e confirme se os eletrodomésticos estão a funcionar corretamente. Uma cozinha organizada e funcional torna a rotina mais prática e agradável.

7. Cuide da qualidade do ar interior

Com o frio, é comum manter as janelas fechadas, mas é importante ventilar a casa diariamente para evitar humidade e bolor. Abra as janelas durante alguns minutos todas as manhãs para renovar o ar.

Pode também recorrer a desumidificadores ou a plantas purificadoras, como a espada-de-são-jorge ou o lírio-da-paz, para melhorar a qualidade do ar.

Conclusão: um lar preparado para desfrutar o outono

Preparar a casa para o outono é mais do que uma tarefa prática – é um gesto de cuidado com o espaço onde vive. Ao fazer pequenas melhorias, desde o aquecimento ao isolamento, passando pela limpeza e pela decoração, garante-se um lar mais confortável, eficiente e acolhedor.

Quando o frio chegar e as folhas começarem a cair, poderá desfrutar do aconchego da sua casa com tranquilidade, sabendo que tudo está pronto para o novo ciclo.

Texto by Inteligência Artificial (IA)