O uso de dispositivos digitais

13O termo digital tem a sua génese na palavra Digitus, que significa dado, em latim. As tecnologias digitais são constituídas por um conjunto de ferramentas que permitem, nomeadamente, a transformação de qualquer linguagem ou dado em algarismos, ou seja, em zeros e uns: uma imagem, um texto, ou a sua agregação, são traduzidos em números e lidos por diversos dispositivos. Estas técnicas digitais surgiram no século XX e revolucionaram a indústria, economia e a sociedade. Adicionalmente, permitiram a descentralização da informação, o aumento da segurança das bases de dados, e diversificaram a sua aplicação às diferentes funções empresariais: áreas de acesso a clientes, para agilizar as encomendas e otimizar o relacionamento (Chats, E-mail, WhatsApp, Telegram, Messenger e Wech, etc); canais de venda e marketing, para ampliar o mercado e trabalhar com mais rentabilidade na área de importação e exportação de produtos (lojas virtuais); processos produtivos, acompanhados de uma maneira mais eficiente através de sensores e câmaras de alta definição, para identificação de produtos e condições operacionais (sistemas ciberfísicos). A tecnologia digital é então, um sistema discreto baseado em metodologias de codificação e transmissão de dados de informação, incluindo fotos, textos, sons e imagens, em sistemas binários que podem ser reconhecidos com dispositivos eletrónicos diversos e com a ajuda do computador. Atualmente, a experiência começa e acaba com canais de tecnologia digital e não com instrumente analógicos. A tecnologia digital mudou os hábitos dos consumidores e, por isso, a procura tornou-se mais meticulosa na era digital. As empresas podem utilizar várias tecnologias digitais, desde as mais consolidadas até às ainda emergentes. Nesta sequência, referem-se alguns exemplos dessas aplicações.

As tecnologias web e móveis assumem relevância quando é analisado o uso de dispositivos digitais pela procura. A média global da utilização desses aparelhos é de 6,7 horas diárias, tendo em atenção que as gerações Y e Z gastam uma média de 8,5 e 10,6 horas por dia, respectivamente. Ou seja, os indivíduos, que formam a sociedade, usam dispositivos digitais em cerca de 42% do tempo em que estão acordados (assumindo 8 horas diárias de sono). Para os millenials, esse valor é de 55% e, para a geração Z de 66%.

Uma vez que vários dispositivos digitais, como smartphones, tablets, laptops e desktops, empregam tecnologias móveis e web, a implementação adequada destas ferramentas é importante para fornecer uma boa experiencia de empenho aos clientes. Tendencialmente, a aplicação destes aparelhos aumentará com o tempo, conforme a evolução geracional e, deste modo, maior será a procura dos que querem adotar soluções digitais.

A computação na cloud soluciona a exigência dos clientes que ambiciona uma experiência de compra mais facilitada. Para atender a esse fim, as empresas podem implantar um atendimento ao consumidor que unifique todos os canais de comunicação disponíveis, processo conhecido como atendimento omnichannel. O exercício conjunto de automação robótica de processos e de machine learning resolve a questão: 75% dos compradores on-line esperam obter uma resposta para os seus problemas em menos de cinco minutos.

A tecnologia big data é relevante devido à falta de implantação de estratégias customercentric nas empresas, dada a dificuldade em manusear o volume, velocidade e variedade de dados existentes. Com o tratamento adequado desses dados, as empresas têm mais informação sobre os seus negócios, e podem traduzir esse novo conhecimento em ações que aperfeiçoem os seus produtos e processos. A internet das coisas auxilia na coleta de dados a tratar em tecnologia big data.

A tecnologia blockchain, mostra uma aplicação, inserida no contexto da crise de 2008, suscetível de dar respostas à centralização que abalou o sistema financeiro global. A credibilidade dessas instituições diminuiu e a procura dos indivíduos por mais maior e melhor segurança cresceu. Para permitir que transações financeiras – ou outros tipos de transações, como de valores mobiliários e de escrituração de imóveis ou mesmo contabilidade – possam ser desenvolvidos com segurança e de maneira descentralizada por instituições menores, o uso de blockchain pode ser adotado.

Devido ao carácter imutável e seguro da sua cadeia de transações, a tecnologia consegue aumentar a confiança dos clientes nos serviços oferecidos por pequenas e médias empresas. A descentralização é a sua característica básica e ameaça muitas profissões (contabilistas, notários, auditores, etc).

Em síntese:

Imóveis Figueira da Foz

A influência dos factores discutidos, assim como as relações existentes entre eles, pode ser representada através do diagrama subsequente:

Figueira da Foz

A utilização mais frequente das tecnologias motivou um melhor conhecimento de mercado pelos indivíduos e, deste modo, os seus conceitos sobre empresas, produtos e tecnologias, aperfeiçoaram-se. Este efeito, é causado e acentuado pelo maior acesso à tecnologia digital das gerações Y, Z e Alpha, em virtude de serem as gerações que passaram mais tempo de vida no mundo digital.

Em suma, o maior conhecimento de mercado ditou três fenómenos: o primeiro foi o da prossumerização, que diz respeito à participação dos clientes no fabrico dos produtos; o segundo, foi a consumerização da TI, que se refere à implantação empresarial das tecnologias digitais utilizadas pelos seus funcionários nas suas vidas particulares; o terceiro, foram as expectativas líquidas, ou seja, que as experiências obtidas num setor de mercado aconteçam noutros. Todos eles, em simultâneo, provocam o aumento da exigência dos clientes, que procuram, na era digital, mais qualidade e personalização dos produtos. A própria Europa tenciona capacitar as empresas e as pessoas num futuro digital centrado no ser humano, sustentável e próspero, a concretizar até ao ano 2030. Em Portugal, os fundos para a digitalização vão ser abrangidos, em cerca de 80%, pelo Estado e 20% pelas empresas, situação que todos os especialistas sobre o assunto consideram desproporcionada, iníqua e injusta, e talvez ideológica.

Marques de Almeida – Economista, in Diário As Beiras (05-04-2022)

2 comentários em “O uso de dispositivos digitais”

    1. Bom dia D. Matilde

      Muito obrigada pelo seu comentário ao nosso artigo sobre o uso dos dispositivos digitais, vamos continuar a fazer mais artigos, por isso esteja atenta.

      Já agora aproveitamos para lhe sugerir que visite outras partes do nosso site para que fique a conhecer a história da Imoexpansão Imobiliária.

      Cumprimentos.

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